Crianças

“A Volta ao Mundo em 80 Dias”: viagem sem sair do lugar

Criativos recursos cênicos levam a plateia a vários países na peça destinada aos pequenos

Por: Clara Nobre de Camargo

A Volta ao Mundo em 80 Dias
Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues (de chapéu): engenhoca para cruzar o planeta em 'A Volta ao Mundo em 80 Dias' (Foto: Mariana Chama)

Desde 2007, o grupo Solas de Vento apresenta números circenses aéreos na Virada Cultural de São Paulo. Formada pelos atores-acrobatas Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues, a companhia acerta em cheio na sua primeira investida no teatro infantil. Com direção de Carla Candiotto, da premiada Cia. Le Plat du Jour, “A Volta ao Mundo em 80 Dias” inspira-se no célebre livro de Júlio Verne. Em adaptação ágil, assinada pelo ator Pedro Guilherme e pela diretora, a peça alia ótimas interpretações a criativos recursos cênicos capazes de fazer a plateia embarcar de imediato na narrativa.

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Na Inglaterra, Mr. Fog (Ricardo Rodrigues) pretende atravessar o mundo em um prazo apertadíssimo. Para isso, encarrega seu ajudante francês, Passepartout (o ótimo Bruno Rudolf), de providenciar os meios de transporte. Com sucatas, pedaços de ferro de uma cama, rodas de bicicleta e tecido, ele cria no chão um trem para dar início à aventura. A grande sacada do espetáculo é colocar uma câmera no teto para captar os movimentos dos atores deitados e projetá-los num telão ao fundo do palco. As quinquilharias ainda dão forma a embarcações, montanhas, uma carroça para levar pessoas e até um elefante, enquanto os aventureiros percorrem Itália, Egito, Índia, China, Japão e Estados Unidos desviando-se das armadilhas do vilão, Mr. Fix (também interpretado por Ricardo Rodrigues). Mais duas filmadoras são usadas em cena e revelam outros personagens e desenhos dos lugares visitados pela habilidosa dupla.

AVALIAÇÃO ✪✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO