Riviera de São Lourenço

A Riviera de São Lourenço não pára de crescer

Há 22 prédios em obras e as incorporadoras garantem que o balneário chique de Bertioga está preparado para expandir ainda mais

Por: Camila Antunes - Atualizado em

Da varanda do Edifício Splendor, inaugurado há pouco mais de um ano no módulo 8 da Riviera de São Lourenço, balneário chique de Bertioga, é possível avistar quatro canteiros de obras – além da praia de águas mansas e areia batida, onde há um intenso vaivém de banhistas, bicicletas e carrinhos de sorvete. Em plenas férias de verão, mais de 1 000 pedreiros trabalham a todo o vapor. Têm prazo apertado para erguer estes que estão entre os 22 prédios em negociação no Sistema Integrado de Vendas (SIV), um enorme estande que reúne corretores de oito imobiliárias, localizado na rotatória principal do condomínio. "Em geral, 70% dos negócios são fechados na planta", afirma Éder Bueno, gerente do SIV. "O principal argumento de vendas é que a cidade possui sistema próprio de saneamento, ampliado no ano passado."

É difícil faltar água na Riviera. A bandeira vermelha do mar impróprio também raramente se agita por lá (ao contrário das demais praias de Bertioga, em que o esgoto corre para o mar). Outros detalhes que garantem o sucesso dos novos empreendimentos: há coleta seletiva de lixo, jardins bem-cuidados e uma milícia de 220 homens entre seguranças e salva-vidas, mantida pela Associação dos Amigos da Riviera. É quase o dobro, por exemplo, do efetivo de policiais militares escalados pela Secretaria de Segurança Pública para cobrir o litoral de 100 quilômetros de São Sebastião na operação de verão, entre 26 de dezembro e 10 de fevereiro. Dentro dos prédios, as mordomias são variadas. Vão desde serviço de praia, garçons na piscina, academia e spa até equipamentos de uso coletivo que, em tese, ampliam a área útil dos apartamentos, como cozinha gourmet, sala de cinema, brinquedoteca, lan house e lavanderia. "A ampliação na infra-estrutura se dá no mesmo ritmo que a especulação imobiliária", diz Luiz Augusto Pereira de Almeida, advogado da Sobloco, incorporadora que administra o condomínio.

Muitos moradores começam a sentir a diferença da Riviera de hoje em relação a seus primórdios, na década de 80. No verão, a praia fica coberta de guarda-sóis e as vagas no estacionamento do shopping local são disputadíssimas. Os vizinhos, que formavam uma grande turma, não se conhecem mais. Existem 160 prédios, 1 700 casas e trinta condomínios horizontais na Riviera de São Lourenço. Parece um mar de construções, mas 35% da área de 9 milhões de metros quadrados ainda se encontra livre (apenas estão se esgotando os terrenos à beira-mar). Na última década, foram para lá em média 250 novas famílias por ano. Em 2007, o ritmo se acelerou para 350. "A maior parte dos compradores financia o imóvel em 150 vezes", conta a corretora Simone Alvares, da Ramon Alvares & Associados.

Alavancados pelo sucesso do loteamento na Riviera, três grandes empreendimentos foram lançados em seus arredores. Um deles é o Península de São Lourenço, conjunto de apartamentos da Camargo Corrêa que fica na mesma praia da Riviera e foi vendido em apenas uma semana. Outro é o Guaratuba Residence Resort, incorporado pela EZtec e comercializado pela Abyara na praia vizinha, Guaratuba, mais rústica e repleta de mata intocada. A terceira incorporação que chama a atenção de quem viaja pela Rio-Santos, logo depois do trevo de Bertioga, é a do condomínio fechado Bougainville. Lá, o sonho da casa de praia não vem pronto. Estão à venda terrenos de 390 a 600 metros quadrados a partir de 117 000 reais. São tantas as ofertas ali que você corre o risco de sair com uma escritura na mão da próxima vez que parar para comer o famoso pastel de Bertioga.

Fonte: VEJA SÃO PAULO