Especial

A avenida vai para as ruas

Com 214 blocos, o triplo do ano passado, a folia na cidade deve atrair pelo menos 500 000 pessoas e terá de marchinhas clássicas a Beatles em ritmo de samba

Por: Carolina Giovanelli e Juliana Deodoro - Atualizado em

bloco carnaval esfarrapado
O Esfarrapado, no desfle do ano passado: em atividade desde 1947 (Foto: J Duran Machfee/ Futura Press)

O tradicional Bloco Esfarrapado anima as ruas do Bixiga com marchinhas ao estilo Mamãe Eu Quero. Os cariocas do Sargento Pimenta capricham em versões para sucessos dos Beatles tocadas com surdos, repiques e tamborins. Música turca e tarantelas italianas mesclam-se no repertório do Ciga-nos, grupo que faz a festa na Praça Roosevelt. Na folia do Bangalafumenga entra até composição do rapper Criolo. O paulistano nunca teve tantas opções para aproveitar o Carnaval de rua. Neste ano, pelo menos 500 000 foliões vão seguir um número recorde de 214 blocos e bandas. Em 2013, a SPTuris, órgão de turismo da prefeitura, contabilizou 75 agremiações.

 

A onda está provocando uma curiosa mudança de comportamento. Até alguns anos atrás, ficar na capital no feriado era coisa para quem preferia aproveitar a cidade com menos trânsito ou fugia da muvuca das estradas rumo ao interior e litoral. Os festeiros, em hipótese alguma, “micavam” na capital. Agora, muitos que gostam do barulho passaram a considerar permanecer por aqui como uma opção interessante, graças à multiplicação dos blocos. “Na década de 70, as atenções se voltaram para as escolas de samba”, diz Alberto Ikeda, professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pesquisador de cultura popular brasileira. “Nos últimos tempos, a festa de rua voltou a ganhar força. As pessoas não querem mais pagar ingresso nem ficar confinadas em um só lugar.” Essa tradição vem do Rio de Janeiro, onde o ziriguidum do asfalto é muito maior, com 457 blocos e público de 5 milhões. O evento paulistano ainda está longe de atingir essas polpudas marcas, mas livrou a cidade de piadas como “bloco em Sampa só se for de concreto”.

bloco casa comigo
Jessica e Gabriela: a caráter para a festa do Casa Comigo, no domingo (16) (Foto: Mario Rodrigues)

Neste ano, estreiam por aqui Moocarnaval, Bastardo, Tarado Ni Você e Ciga-nos, entre outros. Em seu segundo ano, o desfile do Casa Comigo, na Vila Madalena, reúne cada vez mais público. No domingo (16), levou ao bairro cerca de 5 000 pessoas. Os tipos eram moderninhos, daqueles que normalmente torceriam o nariz para a celebração. Agora, como a coisa ficou badalada, muita gente vai atrás do cordão. As atrizes Gabriela Haslund e Jessica Freytag, em sua primeira participação na folia de rua, capricharam no figurino de noiva, o traje obrigatório para as mulheres. “Nem com plaquinhas de ‘procura-se marido’ arranjamos pretendentes”, brincava Jessica. A presença desses frequentadores se deve em parte ao Acadêmicos do Baixo Augusta, criado pelo empresário da noite Ale Youssef, que desfila desde 2009 na região boêmia, com musas como Alessandra Negrini e Tulipa Ruiz.

 

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(Foto: Veja São Paulo)

Há também a leva de atrações cariocas, caso do Bangalafumenga, Bloco do Sargento Pimenta e Cordão do Boitatá. Esse último teve sua comemoração no sábado (15), em Pinheiros. Mesmo debaixo de chuva, os amigos Diogo Pinaffi, Alexandre Marques e as irmãs Nathalie e Michelle Ohl não desanimaram. Levaram um cooler próprio, repleto de cervejas long neck. “As bebidas costumam custar em média 5 reais”, justificava o produtor Pinaffi. O Cordão do Boitatá faz parte de outra tendência, os grupos que se ligam a bares — nesse caso, o Pirajá, em Pinheiros. Os estabelecimentos Casa de Maria Madalena, na Vila Madalena, Espaço Zé Presidente, em Pinheiros, e Boteco Pratododia, na Barra Funda, fizeram algo parecido. O Carnaval de rua conta também com a seara política, formada por nomes como o Psicoparque Memo, ligado aos defensores do Parque Augusta, e o Bloco da Abolição, que homenageia Carlos Marighella (1911-1969).

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O Cordão do Boitatá, no sábado (15): cooler para economizar na compra da cerveja (Foto: Mario Rodrigues)

Em meio a tantas novidades, a velha guarda continua firme, com a tradicional trilha de marchinhas e até distribuição de almoços. Carlos Costa, o Carlão, está entre os veteranos no negócio. Começou com a Banda Bandalha, em 1972, ao lado do dramaturgo Plínio Marcos. Desfilavam com eles atores como Tony Ramos e Eva Wilma. Plínio abandonou o barco um ano depois, por não se conformar com a falta de apoio da prefeitura. Sem o amigo, Carlão resolveu fundar outro cordão em 1974, a Banda Redonda, que ainda circula pelo centro. “O melhor das ruas é que não há competição, o objetivo é apenas se divertir”, afirma ele, que trabalha há cinco anos no arquivo do Carnaval, instalado em uma salinha dentro do Sambódromo do Anhembi.

 

Na festa democrática, há opção também para os vips. Entretanto, um decreto oficial colocou água no champanhe dos que não se misturam, pois proibiu o uso de cordas que separam os foliões em cercadinhos, como ocorre em Salvador, por exemplo. Em 2011, em sua estreia, o Bloco do Movimento de Rua fechou a Alameda Jaú, nos Jardins. Apenas quem pagasse o abadá poderia brincar. Agora, em sua segunda edição, no último dia 15, não pôde repetir a ação. Os participantes que quiseram vestir a camiseta-convite precisaram pagar de 120 a 150 reais, mas só aproveitaram uma festa privada no fim do percurso, que terminou em uma balada fechada num espaço de eventos. Após pausa de uma década, o Gueri-Gueri, que desfilava pelas ruas dos Jardins nas décadas de 80 e 90, está de volta, agora no Ibirapuera. Seguir o trio é de graça, mas quem desembolsar 120 reais poderá ficar em uma área restrita na concentração, onde cabem cerca de 2 000 pessoas, com direito a bar, palco, mesas e cadeiras. “Estamos tratando esse espaço como um acontecimento distinto do bloco, com alvará de evento paralelo”, explica Fernanda Suplicy, que comanda o Gueri- Gueri ao lado de seu pai, Roberto. “O dinheiro que arrecadamos ajuda a bancar as atrações que todos podem aproveitar.”

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Carlão, da tradicional Banda Redonda: sem competição, só diversão (Foto: Mario Rodrigues)

De olho em novos consumidores, os patrocinadores aproveitam o sucesso de público para multiplicar investimentos em publicidade. Uma das empresas que mais apostam no nicho é a Ambev, dona de cervejas como Skol e Brahma. Em 2011, seu primeiro ano de patrocínio, apoiou vinte blocos. Em 2014, ajuda financeiramente 36, com oferecimento de cerveja, ambulâncias, camisetas, banheiros químicos e verba direta. Em oito deles, também bancará uma bateria que toca no começo e no fim do trajeto. “Não é um comércio, não lucramos com isso, é um modo de pagarmos melhor os músicos, as mulatas...”, explica Candinho Neto, presidente da Associação das Bandas/Blocos Carnavalescas de São Paulo (Abasp) e da Banda do Candinho, que recebem apoio da cervejaria.

 

Outra fonte de patrocínio são os cofres municipais. Neste ano, foram 403 000 reais divididos por 27 agremiações — em média, 15 000 reais para cada uma. Apenas os conjuntos filiados à Abasp e à Associação de Blocos e Cordões Carnavalescos (ABBC) tiveram direito ao auxílio. Desde janeiro, a prefeitura tem feito reuniões com os foliões com o objetivo de garantir a segurança de todos nas ruas e evitar maiores transtornos ao trânsito e aos moradores das re giões que estão no percurso dos cordões. Foliões de outras cidades experimentadas no assunto foram convidados a participar de seminários e apresentar os erros e acertos de capitais como Salvador e Recife.

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(Foto: Veja São Paulo)

A Secretaria de Cultura afirma que não vai financiar os independentes, ou seja, os que não fazem parte do restrito grupo ligado às duas associações oficiais, que há tempos recebem dinheiro público. “Criaremos leis e decretos para permitir que eles se organizem e façam captações privadas”, afirma o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira. Natural de Salvador, ele pretendia viajar para a capital baiana na temporada, mas “as passagens estão muito caras”. Agora, vai ficar em São Paulo, mas ainda não decidiu se vai acompanhar algum cordão. No bloco das autoridades, quem confirmou presença foi a primeira-dama Ana Estela, mulher do prefeito Fernando Haddad. Ela vai organizar o Bailinho de Carnaval, para crianças, na Praça das Artes, em 4 de março.

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Tarado Ni Você, na Vila Romana, no domingo (9): problemas como padre da igreja (Foto: Thiago Borba)

Enquanto para muitos a farra de rua é diversão sem preocupação, para outros pode se tornar um verdadeiro pesadelo. Os vizinhos são os maiores afetados com o barulho, a sujeira e o trânsito. Até sacerdote anda reclamando. O bloco Tarado Ni Você tinha a ideia de ocupar a Praça Cornélia, na Vila Romana, onde fica a Paróquia São João Maria Vianney. O padre da igreja, Raimundo da Silva, deu o aval. Os integrantes garantiram que parariam a música durante as duas horas da missa de domingo (9), o que aconteceu. Mas logo o religioso se arrependeu. Mesmo sem batucada, a barulheira de conversa atrapalhou o culto. “As duas coisas não combinaram”, diz. “Os fiéis não quiseram entrar com tanta gente em volta e a missa ficou vazia.” Além disso, Silva reclamou do uso do banheiro da igreja pelos foliões, das pessoas bêbadas que entraram na capela e do consumo de drogas na praça. O maior escândalo, segundo o sacristão, foi o flagra de um casal fazendo sexo atrás do templo. Embora o Carnaval seja um período de excessos, é claro que tudo tem um limite. A festa dos blocos ficará ainda mais bacana quando o espaço de todos for respeitado — incluindo o daqueles que preferem passar longe do som das cuícas. 

Destaques de cada dia

Algumas boas promessas entre os grupos que desfilam neste ano

blocos agenda 1
(Foto: Veja São Paulo)
blocos agenda
(Foto: Veja São Paulo)
blocos agenda 3
(Foto: Veja São Paulo)
blocos agenda 4
(Foto: Veja São Paulo)

 

 

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  • Cozinha variada

    Wolf's Garten

    Rua Lisboa, 284, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3088 4376

    2 avaliações

    Ainda que não se dedique a apenas um tipo de culinária, a casa tem como atração receitas da Áustria, pátria do chefe proprietário Markus Wolf. São pedidas como o wiener schnitzel, o filé de porco com salada de batata e a truta em crosta de raiz-forte ao molho de mostarda com espaguete de pepino (R$ 39,00 cada um). Não falta para a sobremesa o strudel de maçã, muito popular em quase todo o Leste Europeu. Custa R$ 13,00 e vem acompanhado de um aromático sorvete de canela. Quem recebe a clientela e explica o cardápio é Mônica, mulher do dono.

    Preços checados em 8 de janeiro de 2014.

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  • Italianos

    Zucco - MorumbiShopping

    Avenida Roque Petroni Júnior, 1089, Jardim Das Acácias

    Tel: (11) 5181 1858

    VejaSP
    3 avaliações

    Durante o almoço no MorumbiShopping, é possível se servir do caprichado bufê de saladas e depois pedir um prato executivo (de R$ 48,00 a R$ 64,00, sem sobremesa) como o risoto de linguiça artesanal, o filé-mignon empanado e gratinado com mussarela de búfala e a pescada-cambucu grelhada com molho de manteiga e alcaparra acompanhada de purê de mandioquinha. Do forno a lenha sai ainda um entrecôte em crosta de cogumelos com capellini na manteiga com folhas de sálvia. Boa notícia para os diabéticos: a pirâmide de chocolate meio amargo e branco sem açúcar (R$ 29,00 na unidade dos Jardins; R$ 22,00 no Morumbi) é uma delícia.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    Ici Brasserie

    Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 1313

    VejaSP
    17 avaliações

    Exceto nos feriados, a casa está com uma proposta especial de almoço durante a semana. É o combo chamado de formule. Paga-se o preço do prato principal e leva-se de brinde a entrada ou a sobremesa, que são escolhidas entre algumas opções do próprio cardápio. É possível pedir receitas como o carré suíno defumado com cebola dourada e rúcula selvagem (R$ 57,00), o confit de pato com laranja (R$ 75,00) ou o boeuf bourguignon (R$ 59,00). A fórmula econômica inclui de entrada a salada de beterraba assada e crostini de queijo roquefort ou a musse de chocolate na sobremesa. Se pedidas separadamente, essas duas sugestões custam R$ 30,00 e R$ 22,00,respectivamente.

    Preços checados em 17 de maio de 2016.

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  • Franceses

    Bistrot Bagatelle

    Rua Padre João Manuel, 950, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 5870 ou (11) 3062 5048

    VejaSP
    41 avaliações

    À primeira vista, parece uma balada — e, de fato, é. Os brunchs nos domingos com DJs são concorridos (é preciso reservar mesa), e a maior parte do público vai a fim de dançar e beber. Como manda a tradição da matriz, em Nova York, porém, a cozinha do chef Gustavo Young agrada da entrada de coxinhas de galeto e shiitake (R$ 34,00) aos pratos principais clássicos, como o filé alto ao molho bernaise servido no ponto certo com espinafre e batata frita sequinha de acompanhamento (R$ 62,00). Para turbinar as energias para a festança pós-jantar, vá de tarte tatin (R$ 18,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Caro Amigo Chopp Bar

    Rua Borges Lagoa, 350, Vila Clementino

    1 avaliação

    O espaço lembra os botecos chiques espalhados pela cidade, com lustres antigos e pastilhas nas paredes. Apesar de ter estilo moderno, o painel assinado pelo grafiteiro Eduardo Kobra que decora uma das paredes do salão lembra o centro antigo da cidade. Para começar, peça o caprichado chope Brahma (R$ 7,10), bem tirado. Das sugestões de petisco, o ponto forte são os grelhados, a exemplo da linguiça apimentada (R$ 44,30). Servida em prato de ferro, ela chega à mesa ao lado de legumes também passados pela grelha. Vale ainda chamar a cabritada (R$ 43,50), que reúne pedaços da carne cozida em molho de especiarias e depois fritos com hortelã e alecrim. O bar atrai tanto profissionais das clínicas médicas do entorno quanto a famílias que vivem na região.

    Preços checados em 24 de junho de 2015.

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  • Astor, NOH e The Meatball House entram na onda de utilizar minifrascos
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  • Chocolates

    Maria Brigadeiro

    Rua Capote Valente, 68, Pinheiros

    Tel: (11) 3085 3687 ou (11) 3087 3687

    VejaSP
    5 avaliações

    Depois de muito bolear brigadeiros elaborados com matéria prima importada da Bélgica e da França, Juliana Motter decidiu apostar alto. Três anos atrás, inaugurou nos fundos da loja, em Pinheiros, uma pequena fábrica de chocolate. Mas o que era para ser apenas um ingrediente feito com o intuito de deixar seu carro-chefe mais gostoso não tardou em tomar a forma de barra. E que barra! O processo começa na cidade baiana de Uruçuca, onde é cultivado um cacau de alta qualidade. A cada três meses, Juliana chega a encomendar até 2 toneladas do fruto. Aqui, ela controla desde a torra das amêndoas até a temperagem e a moldagem — tudo feito por oito funcionários. À versão ao leite, com 45% de cacau e sem excesso de doçura (R$ 22,00, 100 gramas), somaram-se recentemente outra mais intensa (R$ 25,00), de 75%, e uma de chocolate branco (R$ 20,00). As três podem ser encontradas tanto na matriz como na bonita filial, que funciona desde maio no Shopping JK Iguatemi.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Parques

    Cia. dos Bichos

    Estrada Do Capuava, 2990, Chácara Ondas Verdes

    Tel: (11) 4703 3548

    3 avaliações

    Computador, televisão, tablet, playground do condomínio, shopping, cinema... Que tal variar na rotina e deixar que as crianças respirem um pouco de ar puro? Uma boa opção pode ser a Cia. dos Bichos, localizada a 29 quilômetros da cidade. A fazendinha de 25 000 metros quadrados inaugurada dezoito anos atrás ainda é um interessante passeio, sobretudo para os menorzinhos. Logo na entrada, uma vila caipira mostra os hábitos do interior. Na venda, os adultos provam café fresquinho passado no coador de pano. As crianças alimentam as ovelhas com capim, servem banana às emas e passeiam a cavalo. Também há um lago, em que os recém-chegados cisnes-negros e marrecos chamam atenção. Durante toda a visita, monitores contam curiosidades sobre a vida no campo. No berçário, por exemplo, eles explicam como funciona a chocadeira, uma máquina que mantém a ventilação e a temperatura corretas para o nascimento de pintinhos.

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  • Depois de fazer sucesso durante seis anos como protagonista na série Aprendiz de Maestro, a feiticeira Operilda (interpretada pela atriz Andréa Bassitt) retorna aos palcos. E volta a explorar o universo da música clássica para crianças nesta montagem, que apresenta a história de composições eruditas brasileiras. A atrapalhada personagem ganha de presente um livro mágico chamado Livrildo, cheio de informações sobre os compositores nacionais. É então lançado o desafio: se Operilda conseguir explicar todo o seu conteúdo em apenas uma hora, Livrildo se transformará em uma orquestra. Colorida e dinâmica, a peça prende a atenção da garotada — seria ainda melhor, porém, se a participação da plateia fosse requisitada mais vezes. Responsável também pelo texto, Andréa é acompanhada por seis músicos. No repertório aparecem temas como Ô Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga, e arranjos de O Guarani, de Carlos Gomes. Estreou em 14/4/2013. Até 16/10/2016.
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  • Peças que parecem ter saído de um sítio arqueológico do futuro, quando televisões, telefones e laptops já estariam fossilizados, fazem parte da exposição do americano Daniel Arsham na Baró Galeria. Para criar o efeito de desgaste, ele usou materiais inusitados como cinza vulcânica, rocha glacial tirada de montanhas de gelo e pedacinhos de vidro, comprados pela internet. “O eBay virou minha biblioteca contemporânea. Tudo o que já foi inventado está lá, é um lugar ótimo para fazer pesquisa”, conta. Arsham escolheu os modelos que inspiraram cada objeto esculpido no site de compras. Um carro destruído durante as manifestações de junho do ano passado (2013) na cidade ocupa o centro da sala expositiva. Seis toneladas de estilhaços de vidro transbordam de dentro dele. “Este objeto está no processo de se tornar arqueológico, apesar de atual”, explica. A mostra conta ainda com telas, uma escultura do próprio artista feita de cristais (que lhe exigiu ficar imóvel por sete horas dentro do molde), além de algumas obras feitas de gesso — no mesmo estilo das que ocuparam as vitrines da flagship da Dior, em Nova York, em 2011, e revelaram sua incrível capacidade de criar leveza e movimento com esse material. Os preços variam de 10.000 a 40.000 dólares. De 15/2/2014 a 29/3/2014.
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  • Em meio à fartura teatral, espetáculos interessantes correm o risco de passar batidos. Com elementos multimídia, circenses e também dramáticos, Memória Roubada é um desses casos. A parceria das companhias Linhas Aéreas e Solas de Vento com o diretor australiano Mark Bromilow e os canadenses da Cia. Les Deux Mondes consegue ser sofsticada visualmente e oferecer uma dramaturgia facilmente decifrável à plateia. Na trama, uma bibliotecária (interpretada por Ziza Brisola) passa a fazer leituras para uma senhora de 90 anos que está inconsciente em um leito de hospital. Enquanto a velha (representada em off pela voz de Walderez de Barros) delira e relembra fragmentos do passado, a outra mulher começa a montar um quebra-cabeça que remete à sua história pessoal um tanto confusa. Referências ao Estado Novo e à ditadura militar surgem ao lado de situações cômicas dispensáveis. Mesmo que o excesso de cenas faça a duração se estender, a força visual e temática transforma a montagem em um bom exemplo de ambição e capacidade de comunicação. Com Adriana Telg, Bruno Rudolf, Natalia Presser e Ricardo Rodrigues. Estreou em 11/10/2013. Até 9/3/2014.
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  • Crônicas de Luis Fernando Verissimo originaram a comédia protagonizada por Rodrigo Frampton e Amanda Mendes, também adaptadora ao lado de Leonardo Neto. As relações cotidianas dão a tônica de uma montagem marcada pela leveza e despretensão. Estreou em 15/1/2014. Até 6/3/2014.
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  • Ela pode ser vista em Dançando em Lúnassa e Ou Você Poderia me Beijar
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  • Lupicínio Rodrigues e Tim Maia são alguns dos nomes citados no palco
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  • A festa no Sambódromo do Anhembi

    Atualizado em: 21.Fev.2014

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  • No Oscar, faturou os troféus de melhor filme, roteiro adaptado e atriz coadjuvante, para a luminosa Lupita Nyong’o. O trunfo está no assunto raras vezes abordado no cinema. Inspirada na trajetória real de Solomon Northup, extraída do livro escrito por ele e publicado em 1853, a história enfoca o período em que esse negro nascido livre virou escravo. Em 1841, Solomon (papel de Chiwetel Ejiofor) tinha uma vida tranquila com a mulher e um casal de filhos em Nova York. Violinista, foi seduzido por dois empresários a fazer apresentações em Washington. Tudo ia bem até ele acordar preso e, em seguida, ser levado para o racista sul dos Estados Unidos. Vendido como escravo, Solomon foi tratado como mercadoria, mudou de donos e virou objeto de humilhação do irascível Edwin Epps (Michael Fassbender, ponto alto do elenco). Brad Pitt, um dos produtores da fita, faz uma participação quase constrangedora. Há uma falha grave: pouco se sentem os doze anos em que Solomon ficou longe da família, e o reencontro deles parece emocionalmente forçado. Entre as qualidades, o diretor Steve McQueen (de Shame) extrai o melhor de seu casting, expõe abertamente o tratamento dispensado aos negros e compõe o registro com cenas fortes. Estreou em 21/2/2014.
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  • Milo viu sua família ser exterminada a mando dos romanos. Cresceu com sede de vingança, ódio do senador Corvus (Kiefer Sutherland) e, adulto, virou um gladiador escravizado nas arenas de Pompeia no ano 79 d.C. Interpretado pelo insosso Kit Harington, Milo é saradão, forte e imbatível no coliseu. Ao conhecer a doce Cassia (Emily Brow ning), filha de um rico investidor, o protagonista se apaixona, mas sabe que a diferença de classes tende a impedir o amor. A princípio, um épico chamado Pompeia deve prometer um filme-catástrofe sobre a destruição da cidade italiana pela erupção do vulcão Vesúvio. Paul W.S. Anderson, diretor de três episódios da cinessérie Resident Evil, tarda a mostrar a tragédia e, enquanto isso, enrola a plateia em enredo de clichês românticos e vilanias estereotipadas. Nem mesmo quando as explosões de fogo têm início dá para perceber certo realismo na trama devido à transformação da suposta veracidade em fantasia sem fim. Estreou em 21/2/2014.
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  • Rodência é um reino no meio da floresta habitado por ratos. Um deles, Edam, quer ser mago e, para isso, já usa alguns de seus poucos poderes. Quando sua terra fica ameaçada por uma invasão de ratazanas, Edam ganha uma convocação do rei: ir atrás do dente humano de uma princesa, a única arma capaz de deter os inimigos. Na jornada, o pequeno protagonista conta com a ajuda da amiga Brie, de um nobre e de um soldado balofo. Diante de tantas animações com roteiro mais criativo e técnica impecável, esta produção entre Peru e Argentina torna-se obsoleta. Ingênuo em seu propósito e esforçado na realização, o desenho animado só tende a agradar (e olhe lá) a crianças bem pequenas. Estreou em 21/2/2014.
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  • O drama recebeu seis indicações ao Oscar e ficou com três prêmios: melhor maquiagem/cabelo, ator (Matthew McConaughey) e ator coadjuvante (Jared Leto). Canadense de Quebec, Jean-Marc Vallée (de C.R.A.Z.Y.) quis dar um panorama do tenebroso período da aids da década de 80 centrado num heterossexual. Interpretado por McConaughey, que perdeu mais de 20 quilos, Ron Woodroof é um caubói homofóbico e mulherengo do Texas. Em 1985, ao descobrir ter contraído o vírus, não aceita o resultado do exame e passa a exagerar no sexo e nas drogas. Ao se dar conta da morte iminente, parte para o México, onde um médico descobriu um tratamento alternativo capaz de prolongar a vida dos soropositivos. Woodroof passa a traficar o medicamento para os Estados Unidos. O roteiro ganha pontos ao trazer à tona esse personagem real e os meios encontrados por ele para lucrar com a própria doença e lutar na Justiça por seus direitos de sobrevivência. Em torno dele, porém, o registro de época soa falso, incluído aí um tipo ficcional. O gay/transexual/travesti, ou sabe-se lá o quê, feito por Jared Leto revela-se inconsistente e serve apenas para dar um contraponto à figura machista e preconceituosa do protagonista. Estreou em 21/2/2014.
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  • Da bela fotografia à atuação comovente de Oscar Isaac, a fita tem um roteiro apurado que, entre o humor e o drama, expõe melancolia e tristeza cortantes. A trama capta alguns dias na vida de Llewyn Davis (Isaac), um cantor e compositor na pindaíba sobrevivendo no rigoroso inverno na Nova York de 1961. Ele tem muito talento na música folk, mas quase nenhuma chance de fazer sucesso. Mora de favor na casa de amigos e, ao fechar a porta e sair para um teste em Chicago, o gato dos donos fica para fora do apartamento. Suas andanças com o felino a tiracolo respondem pelos momentos de graça. Na intimidade, porém, a vida do protagonista resume-se a negações e esperas, um personagem muito comum na filmografa dos Coen. Com Justin Timberlake e Carey Mulligan. Estreou em 21/2/2014.
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  • A exposição em homenagem ao camaleão David Bowie fica em cartaz até abril no MIS. A partir deste sábado (22/2/2014), no mesmo espaço, a Mostra de Filmes David Bowie traz à tona a porção ator do cantor e compositor inglês. A retrospectiva apresenta dezessete longas-metragens, que abrangem suas incursões no cinema desde a década de 70 até os anos 2000. Até domingo (2/3/2014), os fãs vão poder conferir a cultuada ficção científica O Homem que Caiu na Terra (1976), o drama de guerra Furyo — Em Nome da Honra (1983), além da fita de fantasia Labirinto, agendada para o dia da abertura, às 16h. Nessa aventura rodada em 1986, Bowie interpreta um duende que rouba um bebê para forçar a irmã dele a percorrer um labirinto. Também fazem parte do ciclo quatro documentários registrando a vida e a carreira do astro.
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  • Aos 62 anos, o português Paulo Branco acumula uma bagagem de mais de 200 filmes como produtor, desde a década de 70. Conhecer alguns de seus trabalhos é uma das razões da mostra Produção Criativa — O Cinema de Paulo Branco, que tem início a partir de quarta (26/2/2014) no Centro Cultural Banco do Brasil. Branco já integrou o júri dos festivais de Berlim e Veneza e produziu longas-metragens para consagrados diretores europeus, como o conterrâneo Manoel de Oliveira, o alemão Wim Wenders e os franceses Philippe Garrel e Olivier Assayas. O ciclo se estende até 16 de março exibindo vinte fitas, entre elas o belo (e longuíssimo) Mistérios de Lisboa, agendado para o domingo (2/3), às 16h. Dirigida em 2010 por Raúl Ruiz (1941-2011), a trama, de quatro horas e meia de duração, enfoca um drama de amores não correspondidos, decadência social e tentativas de assassinato, inspirada no livro de Camilo Castelo Branco. O realizador deve participar de um debate com o público no dia 8, às 17h.
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  • É lanche

    Atualizado em: 21.Fev.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO