Memória

A corrida do Jockey para sair do buraco

Endividado, endereço lança projeto de revitalização

Por: Maurício Xavier [colaborou Ricardo Rossetto] - Atualizado em

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Grande Prêmio São Paulo, em1º de maio de 1960: passado de glórias (Foto: Divulgação)

Ao completar 139 anos no mês passado, o Jockey Club de São Paulo lançou um projeto para revitalizar seu patrimônio e saldar uma dívida de 190 milhões de reais. Chamado de Plano Diretor, ele inclui reforma da infraestrutura elétrica, restauração das arquibancadas e substituição das atuais cercasde madeira das pistas de corrida por materiais mais resistentes. A diretoria pretende arrecadar dinheiro para tudo isso graças a um mecanismo chamado de transferência do direito de construir (TDC). Esse instrumento de política urbana permite ao dono de um imóvel tombado, como é o caso do Jockey, vender no mercado imobiliário o potencial não construídode sua área. O título pode ser comprado por incorporadorase construtoras para aumentar a área construída de seus novos empreendimentos. A intermediação do negócio é feita pela prefeitura. O clube espera terminar o processo até o meio do ano para, em seguida, começar as reformas. Inicialmente instalado no bairro da Mooca, ele se mudou em 1941 para a atual sede, de 640 000 metros quadrados, no bairro de Cidade Jardim. O auge da sua atividade ocorreu entre as décadas de 50 e 80, época em que o local costumava receber celebridades em suas arquibancadas e chegou a possuir cercade 6 000 sócios ativos (hoje, tem apenas 1 400).

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Getúlio Vargas (à dir.), na tribuna de honra, em 1954:e spaço frequentado por celebridades (Foto: Divulgação)

Fonte: VEJA SÃO PAULO