Dança

A Companhia 1 do Balé da Cidade de São Paulo apresenta a coreografia Perpetuum

O Balé da Cidade festeja aniversário com exposição no Centro Cultural e turnê no exterior

Por: Giovana Romani - Atualizado em

Segunda-feira, 11 horas. Os 28 bailarinos da Com-panhia 1 do Balé da Cidade de São Paulo apresentam a coreografia Perpetuum, do israelense Ohad Naharin, para uma platéia curiosa. Hipno-tizadas, 43 crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlos de Andrade Rizzini assistem a cenas como a da foto ao lado e não escondem o encantamento. Naquele dia, elas tiveram a oportunidade de acompanhar a árdua rotina dos dançarinos no bairro da Bela Vista. Observaram as coxias, nada glamourosas, de uma trajetória de sucesso: bolsas de água quente para aliviar dores musculares, pés machucados e muito suor. São elementos que, há quarenta anos, coreografam a história da primeira companhia de dança estável de São Paulo.

Criado em 1968, o Balé da Cidade não chega a ser um velho conhecido do paulistano. "Como o público de dança é restrito, ficamos esquecidos", afirma Mônica Mion, ex-bailarina e diretora artística do grupo. Por esse motivo, a exposição 40 Anos de História, em cartaz no Centro Cultural São Paulo até 9 de setembro, não serve apenas para comemorar a data, mas também para ajudar a divulgar o trabalho. São 300 imagens que remetem às 184 coreografias, aos catorze diretores e aos cerca de 500 bailarinos que passaram por lá. Profissionais como a coreógrafa Ivonice Satie, morta na última terça.

Apesar de ter suas raízes na dança clássica, o Balé da Cidade hoje é referência em dança contemporânea. O alto nível técnico dos bailarinos rende convites para turnês na Europa desde 1996. "As viagens elevam a auto-estima do grupo", diz o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil. No próximo dia 30, uma equipe de 42 pessoas, entre bailarinos, assistentes, diretores e equipe técnica, parte para apresentações em Barcelona, na Espanha, Bonn, na Alemanha, e Biarritz, na França. Quando eles retornarem, em 15 de setembro, engrenarão os ensaios para o último ato dos festejos do quadragésimo aniversário: uma versão contemporânea de O Lago dos Cisnes, coreografada por Sandro Borelli, com estréia prevista para 12 de dezembro no Teatro Municipal.

Fonte: VEJA SÃO PAULO