CONSUMO

9 galerias para visitar em São Paulo

Para comprar ou visitar, selecionamos alguns endereços que valem o passeio pelo centro da cidade

Por: Thaís Reis Oliveira - Atualizado em

Galeria do Rock
(Foto: Adriano Conter)

Ícones do modernismo, as galerias concentravam a intensa vida cultural e comercial de São Paulo na primeira metade do século XX. A partir dos anos 70, esses espaços entraram em decadência e, hoje, soobrevivem graças ao comércio popular. Além preservar boa parte da história da cidade, esses centros comerciais costumam esconder objetos ou serviços que dificilmente se encontra em shoppings ou lojas convencionais. Para comprar ou visitar, selecionamos alguns endereços que valem o passeio pela região central:

Conjunto Nacional

conjunto nacional plano diretor
Conjunto Nacional: espaço na Paulista abriga a Livraria Cultura (Foto: Andres Otero)

Cravado na Avenida Paulista, foi um dos primeiros edifícios modernos multifuncionais da cidade. Hoje, o prédio abriga 66 lojas, incluindo a tradicional Livraria Cultura. Além disso, possui quatro restaurantes e duas salas de cinema, atrações que justificam a circulação diária de cerca de 45 000 pessoas.

Av. Paulista, 2073 - Consolação. Das 9h às 22h.

Galeria Pagé

Adele Zarzur, esposa de Reinaldo Kherlakian - Herdeiro da Galeria Pagé - CAPA Ed. 44
Galeria Pagé: espaço inaugurado em 1963 na 25 de Março (Foto: Mario Rodrigues)

Considerado o primeiro shopping vertical da cidade, esse endereço sempre foi o paraíso para quem quer pagar barato em produtos eletrônicos. Nos últimos anos, algumas mudanças mexeram na vocação "xing-ling" da Pagé, mas ainda vale a pena garimpar bijuterias, acessórios, eletrônicos e utilidades domésticas nas mais de 220 lojas do complexo.

R. Barão de Duprat, 315 - centro

Galeria Ouro Velho

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Galeria Ouro Velho, na Rua Augusta: de lojas de quadrinhos a estúdios de tatuagem (Foto: )

Inaugurado em 1962, esse centro comercial já esteve em melhor forma, mas ainda esconde alguns achados. O destino mais procurado  é a Barbearia 9 de Julho, que faz barba e cabelos masculinos à moda antiga. Os dois andares do prédio tem ainda lojas especializadas em ramos tão diversos como artesanato indígena, trilhas sonoras de cinema TV e livros em espanhol e graphic novels.

R. Augusta, 1371 - Consolação, São Paulo - SP

Galeria do Rock

Galeria do Rock
Galeria do Rock: espalço reúne lojas de CD's, roupas e estúdios de tatuagem (Foto: Mariana Rosário)

Apesar do nome, a galeria mais famosa da cidade tem lojas para todas as "tribos". No subsolo e no primeiro andar, concentra-se o comércio inspirado no estilo hip-hop e streetwear, por exemplo. Conforme se vai subindo os quatro pavimentos, surgem lojas de brinquedos, discos, acessórios, salões de beleza, sex shop, e mais de dez estúdios de tatuagem. Recentemente, o endereço ganhou também uma hamburgueria, que fica no segundo andar.

R. Vinte e Quatro de Maio, 62 - República. Das 9h às 18h.

Galeria Presidente

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Chamada por aí de "Galeria do Reggae", é reduto da cultura afro em São Paulo desde os anos 60. Em quatro andares, reúne lojas de disco, tabacarias, skateshops e salões de beleza especializados em aplicação de dreads e tranças. No primeiro andar, destaque para a Muene Cosméticos, especializada em produtos para pele morena e negra: o pancake, disponível em tons vão do claro ao super escuro, sai por 49 reais.

R. Vinte e Quatro de Maio, 116 - República. Das 9h às 18h.

Galeria Itapetininga

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Esse endereço é famoso por reunir lojinhas de brinquedos antigos. Em dezoito armários de vidro, amontoam-se clássicos como os bonecos Comandos em Ação, Fofolete, Aquaplay e até antigos brindes do McLanche Feliz. O preço para relembrar a infância não é nada adocicado: um busto em tamanho natural do robô C3PO, da série Star Wars, sai pela bagatela de 5 500 reais. Mais em conta, um Ferrorama, na caixa, custa 450 reais. Além dos brinquedos e colecionismo, a galeria tem lojas de perfumes importados, artigos esotéricos, suvenires, bijuterias, sex shop, cabeleireiro e outros serviços.

R. 7 de Abril, 356 - República. Das 8h às 19h.

Galeria Sete de Abril

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Galeria Sete de Abril: paraíso da fotografia (Foto: )

A variedade de artigos deixa qualquer entusiasta boquiaberto. Há bolsas para amadores e profissionais, filmes, acessórios, lentes e algumas raridades, como as antigas câmeras Rolleiflex. Boa parte das lojas também oferece serviços de assistência técnica.

R. 7 de Abril, 125 - República. Das 7h30 às 19h.

Galeria Nova Barão

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O grande destaque do mix de lojas deste centro comercial a céu aberto é a Big Papa Records, comandada pelo cubano Carlos Suárez. Quem chega pode se aventurar pelo acervo repleto de LPs, DVDs, CDs e livros dedicados à música e de quebra, barganhar um desconto especial no balcão. Os apaixonados por vinil também podem circular por outras lojas dedicadas aos bolachões, como a Acervo Raros e The Records. A galeria tem ainda farmácia, restaurantes e lojinhas dedicadas à moda feminina e eletrônicos.

R. 7 de Abril, 154 - República. De segunda a sábado, das 8h às 18h.

Galeria Metrópole

Galeria Metrópole
Galeria Metrópole: problemas após o aumento de público (Foto: Mario Rodrigues)

Por muitos anos, o complexo projetado pelos arquitetos Gian Carlo Gasperini e Salvador Candia em 1960 teve uma das salas de cinema mais concorridas da cidade. Hoje abriga principalmente restaurantes, agências de turismo, salões de beleza, lojas, escritórios de arquitetura e um espaço coworking. No espaço, também está o bar Mandíbula, reduto de moderninhos e descolados. 

 Av. São Luís, 187 - Centro. Das 7h30 às 22h.

Fonte: VEJA SÃO PAULO