Roteiro

30 programas para curtir na sexta (7)

Saiba como aproveitar o melhor da cidade no feriado

Por: Anna Carolina Oliveira

Alice no País das Maravilhas peça
"Alice no País das Maravilhas": uma ótima comédia no palco do Teatro Folha (Foto: João Caldas)

Baladas, espetáculos infantis, exposições, filmes, shows e mais. Veja abaixo as sugestões de passeios para adultos, crianças, casais, solteiros, enfim, todo perfil de paulistano.

  • Saiba como aproveitar o melhor da cidade nos três dias de pausa
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  • Cada vez mais cultuado nos Estados Unidos e na Europa, o movimento neoconcretista teve, até agora, as atenções centradas nas figuras de Lygia Clark e Hélio Oiticica. Cada vez mais procurado por colecionadores estrangeiros, o mineiro Willys de Castro (1926-1988) deve seguir um caminho semelhante nos próximos anos. A retrospectiva da Pinacoteca traz 130 obras, entre telas, desenhos, estudos e vários tridimensionais. Nascido em Uberlândia, Willys de Castro mudou-se para São Paulo na adolescência. Atuou durante anos na área de design gráfico, ao mesmo tempo em que intensificou as pesquisas das diversas vertentes construtivistas. Os trabalhos mais antigos exibidos na mostra são estudos para pinturas realizados a partir de 1952, nos quais as formas geométricas e a atenção às cores sobressaem. Nos Objetos Ativos, mistura de pintura e escultura da virada da década de 50 para a de 60, o artista alcança a plenitude criativa. A série deu origem, mais tarde, aos chamados Pluriobjetos, relevos de parede feitos de materiais como madeira, alumínio ou aço, alguns deles presentes na exposição. De 21/07/2012 a 14/10/2012.
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  • Em 16 de agosto, a morte de Elvis Presley completou 35 anos. Nesta exposição, os fãs paulistanos do rei do rock têm acesso a itens vindos de Graceland, mansão em Memphis onde o cantor viveu. São 500 artigos pessoais do artista, como documentos, fotos e um telefone folheado a ouro e o figurino American Eagle — usado em 1973, no show Aloha from Hawaii. Prorrogada até 02/12/2012.
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  • Para estender a animação da primeira edição do festival sertanejo Brahma Valley, que reúne mais de quarenta atrações no sábado (28/11) e no domingo (29/11), a agência Haute promove uma edição especial da festa no Jockey Club. Mesclando diversos ritmos, a folia Fervo traz o DJ Du Ferreira e o trio paulistano Dudu Linhares, Pedro Almeida e Guga Guizelini, que formam o grupo Make U Sweat, para comandar os pick ups. Dia 28/11/2015.
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  • A tradicional noitada eletrônica de sexta costuma trazer nomes estrangeiros. Nesta noite, o projeto Red Axes, do duo israelense Dori Sadovnik e Niv Arzi, lança tracks mais alternativas inspiradas na disco e no house. Também estão escalados Exequiel, Magal, Renato Ratier e Adnan Sharif, entre outros, para completar o line-up. Dia 8/4/2016.
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  • Adaptação pela Cia. Le Plat du Jour do livro do inglês Lewis Carroll, a montagem narra as aventuras da espevitada Alice (a atriz Helena Cerello) depois de ela cair em um buraco por estar perseguindo um coelho. Chegando ao fundo, encontra figuras amalucadas. Dirigida por Alexandra Golik e Carla Candiotto, a peça prima pelo nonsense. De forma equilibrada, o espetáculo alterna o pastelão com piadas mais complexas. A montagem integra o Festival Melhores de 2013, do Teatro Alfa. Estreou em 22/8/2009. De 6 a 27/7/2016.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Nome incontornável da história da arte, Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610) é a mais importante figura do barroco italiano. Na mostra em cartaz no Masp, trabalhos seus são misturados aos de seguidores chamados de caravaggescos — irregulares, aliás. Há problemas na montagem. Os textos de apoio não deixam claro ao visitante não iniciado se as sete pinturas de fato são de autoria do gênio, como se todas estivessem na mesma situação. Não dá para comparar, por exemplo, a aterradora Medusa Murtola, muito provavelmente de Caravaggio, às discutíveis atribuições São João Batista que Alimenta o Cordeiro e Santo Agapito. De todo modo, vale a pena ir ao museu apreciar uma tela extraordinária, obrigatória na bagagem de qualquer pessoa interessada em cultura. Trata-se de São Jerônimo que Escreve, proveniente da Galeria Borghese, de Roma. Está tudo ali, do jogo dramático de luz e sombra ao realismo extremo nas rugas do santo. Dos influenciados, observe o autorretrato de Orazio Borgianni e Negação de Pedro, de Mattia Preti. De 01/08/2012 a 30/09/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: O venezuelano esteve em cartaz na cidade de abril a junho, em uma boa individual na Galeria Raquel Arnaud. Não há comparação, no entanto, com a ampla retrospectiva Cor no Espaço e no Tempo. Organizada pela Fundação Cruz-Diez e pelo Museu de Belas-Artes de Houston, cuja diretora, Mari Carmén Ramírez, assina a curadoria, a mostra amealha 150 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras e um vídeo. Há desde óleos realizados em 1940, quando o artista ainda era estudante e apostava na figuração, até peças feitas recentemente por ele. Predominam os trabalhos de inflexão cinética, sobretudo os das décadas de 50 a 70. Além de ocupar as salas climatizadas do museu, a montagem avança para outros espaços, como corredores e o octógono. Ali ficarão instalações de grande porte nas quais o público poderá entrar e interagir com as delirantes e criativas experimentações cromáticas de Cruz-Diez. De 14/07/2012 a 16/09/2012.
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  • Com a disseminação da profissão de curador, ficou difícil encontrar nas mostras da cidade visões de fato originais sobre determinado artista, período ou movimento. Por isso, vale conferir Exercícios de Olhar. Nela, a crítica, historiadora da arte e ex-diretora da Pinacoteca Aracy Amaral reúne 37 obras de 32 nomes ligadas por um conceito: todas trazem pessoas de costas para o público. Instigam, assim, o desejo do espectador de descobrir o que há do outro lado. Provenientes de coleções particulares e públicas, os trabalhos são de momentos bem distintos. A abordagem acadêmica e classicista de Eliseu Visconti e Rodolpho Amoedo rende figuras próximas da sensualidade. Tudo começa a ser distorcido na chegada das vertentes do modernismo. Candido Portinari e Vicente do Rego Monteiro apostam em formas cubistas, Oswaldo Goeldi e Lasar Segall, no expressionismo, e Anita Malfatti, por sua vez, usa as cores intensas típicas do futurismo. Foram selecionados também exemplos mais atuais, caso de Antonio Dias e Leda Catunda. Dos estrangeiros, sobressaem o francês Henri de Toulouse-Lautrec e o italiano Giorgio de Chirico. E uma última curiosidade: a presença de um nu feminino feito a lápis por Mário de Andrade em 1924. De 14/07/2012 a 21/10/2012.
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  • Sob a guarda do MAC-USP desde 2005, a coleção que pertenceu ao Banco Santos ganha um recorte na mostra. Foram reunidas 63 imagens representativas de cinquenta artistas, realizadas de 1954 a 2003. Elas investigam o momento em que a fotografia começa a abandonar a teoria do instante decisivo, de Cartier-Bresson, e passa a apostar em territórios mais experimentais, nos quais as técnicas de montagem e encenação adquirem atenção especial. O tema das pessoas na praia, por exemplo, é abordado com cores e excessos por Daniel Klajmic e em preto e branco sóbrio por Claudio Edinger. Um dos núcleos da montagem dedica-se ao erotismo. Entre os nomes está o do italiano Oliviero Toscani, pivô de uma recente e polêmica campanha envolvendo personalidades políticas aos beijos. Jeff Wall e Olafur Eliasson também integram a seleção. Prorrogada até 10/03/2013.
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  • Morto há um mês, aos 105 anos, o fotógrafo argentino tem um lado menos popular de sua produção explorado nas 81 imagens de Luz, Cedro e Pedra. A mostra reúne uma série registrada em 1945 nas cidades históricas de Minas Gerais. Ali, ele focou um tema específico: as esculturas de Aleijadinho em Sabará, Ouro Preto e Congonhas do Campo. Expoente do modernismo latino-americano, Coppola sobressaiu pelos flagrantes urbanos de Buenos Aires. Esses trabalhos modernistas revelam a atenção aos aspectos geométricos da cidade, reflexo do período passado pelo artista na Alemanha. Entre 1932 e 1933, ele estudou na cultuada escola fundada pelo arquiteto Walter Gropius, a Bauhaus, onde conheceu a primeira esposa, Grete Stern, posteriormente celebrizada pelas fotomontagens surrealistas. Fugindo da ameaça nazista, o casal veio para a América do Sul em 1935. Dez anos depois disso, Coppola visitou o Brasil para realizar o conjunto agora exibido. As figuras esculpidas pelo gênio do barroco, de fato, surgem quase como personagens nos retratos. É impossível não ficar tocado com a serenidade de São João Evangelista Adormecido ou por três Cristos, dois deles crucificados e o último com a coroa de espinhos. Não ficaram de fora os imponentes doze profetas do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo. De 18/07/2012 a 11/11/2012.
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  • Instituição que abriga aquela que talvez seja a mais completa coleção de impressionismo do mundo, o Museu d’Orsay, de Paris, cedeu as 85 obras da mostra do Centro Cultural Banco do Brasil. Elas perpassam as diversas fases do movimento, caracterizado por formas livres, paleta de cores claras e com predominância da luz. Um andar a mais foi disponibilizado para a montagem no CCBB, e ainda assim há algum aperto — é importante também preparar-se para as longas filas. A seleção possui irregularidades, sobretudo pela presença massiva de Pierre-Auguste Renoir, cuja produção não sobreviveu tão bem ao passar do tempo. Melhor concentrar-se no talento de Edgar Degas e Édouard Manet. E, principalmente, dedicar um tempo considerável aos excelentes pós-impressionistas reunidos no cofre: Vincent van Gogh, Paul Cézanne, Paul Gauguin, Pierre Bonnard e Édouard Vuillard representam a chegada definitiva da arte moderna. De 04/08/2012 a 07/10/2012.
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  • Versão internacional de uma exposição de 2011 com 89 trabalhos. Apesar de alguns contemporâneos constarem da seleção, caso de León Ferrari e Susumu Endo, o deleite fica por conta dos mestres, a exemplo da excepcional água-forte São Jerônimo em Oração, do holandês Rembrandt, de A Traição de Cristo, do alemão Dürer, e de cinco obras da série Tauromaquia, do espanhol Goya. Destacam-se ainda as formas expressionistas de Max Beckmann e Marc Chagall. De 15/06/2012 a 28/10/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Em parceria com o Instituto Moreira Salles, o Sesc Pinheiros recebe a megaexposição. Cerca de 400 itens selecionados por Sam Stourdzé, diretor do Musée de l’Elysée, em Lausanne, ocupam o 2º andar do espaço. São fotos de bastidores, documentos pessoais, desenhos, cartazes, revistas, trechos de filmes e entrevistas. O espectador pode conferir um amplo painel da vida e da obra de Federico Fellini (1920-1993), um dos cineastas mais influentes da história. A organização de Tutto Fellini se dá por meio de núcleos temáticos. Uma das surpresas é o eixo sobre o envolvimento de Fellini com a cultura popular. O melodrama típico das fotonovelas, por exemplo, sempre marcou seus longas. A religião, o circo e a publicidade também aparecem por aqui. Não ficou de fora sua relação com a figura feminina, personificada de várias maneiras em clássicos como A Doce Vida, Noites de Cabíria e Oito e Meio — mães, prostitutas e divas ninfomaníacas, vividas por Giulietta Masina, Anna Magnani e Anita Ekberg, entre outras. Mais uma joia presente na seleção: o Livro dos Sonhos. Trata-se de uma série de desenhos feitos por Fellini de 1960 a 1990 a partir de material sonhado por ele por sugestão de um psicanalista. Há inclusive cenas de delírio erótico. De 06/07/2012 a 16/09/2012.
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  • Formado por peças adquiridas no programa de aquisição nos primeiros anos da Bienal de São Paulo, a mostra reúne 115 obras. Elas passaram ao acervo do Museu de Arte Contemporânea da USP pelo empresário Ciccillo Matarazzo. A seleção de telas, gravuras, desenhos e esculturas aproveita a relevância da Bienal nos primeiros anos para sintetizar correntes e movimentos artísticos em voga no pós-guerra. Estão ali, por exemplo, as diversas vertentes do construtivismo e do abstracionismo informal e geométrico. A principal oportunidade do espectador é apreciar nomes pouco lembrados, embora de qualidade. É o caso dos britânicos William Scott e Prunella Clough. De 25/08/2012 a 28/07/2013.
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  • Adaptação de Claudio Botelho para espetáculo de Marshall Brickman, Rick Elice e Andrew Lippa. Inspirado nos quadrinhos do cartunista Charles Addams, o musical estreou na Broadway em 2010 e ganha a primeira montagem internacional. Trata-se de uma diversão certa, com uma história cativante, que reúne temas como amor, fidelidade e adaptação às diferenças. A produção traz Marisa Orth e Daniel Boaventura à frente de 27 atores e doze instrumentistas. Na trama, o clã liderado por Morticia (papel de Marisa) e Gomez (Boaventura, impagável) passa por um momento de crise. Vandinha (Laura Lobo) arrumou um namorado “normal” e quer marcar um jantar para apresentá-lo aos pais um tanto esquisitos. Com Nicholas Torres, Iná de Carvalho, Claudio Galvan, Rogério Guedes, Paula Capovilla e outros. Em nove meses de apresentações, o musical vendeu mais de 300 mil ingressos e em janeiro/2013 estreia no Rio de Janeiro. Estreou em 02/03/2012. Prorrogado até 16/12/2012.
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  • Comédia

    Arte
    VejaSP
    2 avaliações
    De Yasmina Reza. Tema central da comédia, o limite da tolerância é abordado por meio de piadas nada explícitas. Escrita em 1994, a peça da autora francesa Yasmina Reza — já montada no Brasil em 1998 e em 2006 — conta a história de Sérgio (papel de Cláudio Gabriel). Médico refinado e pedante, ele compra um quadro branco por 200.000 reais. Seu amigo Marcos (o ator Marcelo Flores) não se conforma com a atitude e busca o apoio de Ivan (o ótimo Vladimir Brichta) para criticá-lo. O embate levantado pelas opiniões tão distintas dá o tom cômico à montagem, mas também provoca certo desconforto quando fica cada vez menos provável que o trio deixe as diferenças de lado. Estreou em 19/08/2012. Prorrogado até 25/11/2012.
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  • De Nelson Rodrigues. Em caracterização inspirada, o ator Marco Ricca dá vida ao bicheiro, privilegiando mais seu lado cafajeste e menos a vilania. Nascido na pia de uma gafieira, Boca compensa o complexo de inferioridade trocando a dentadura natural por uma feita de ouro. Sua vida é contada em três versões por uma de suas amantes, Guigui (a atriz Lara Córdulla), depois do assassinato do protagonista. O diretor Marco Antônio Braz acertou em cheio ao optar por uma atualização velada da trama criada em 1959. Com Rodrigo Fregnan, Gésio Amadeu, Luciana Caruso, Jacqueline Obrigon e outros. Estreou em 29/06/2012. Até 25/11/2012.
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  • Escrito por Franz Keppler, o drama traz à tona o relacionamento entre o escultor Auguste Rodin (1840-1917) e sua discípula Camille Claudel (1864-1943). Recém-chegada a Paris, Camille (Melissa Vettore) torna-se amante de Rodin (Leopoldo Pacheco). A intuição dela e o apuro técnico dele criam um embate marcado pela competitividade e pelas diferentes visões de geração e do amor. Entre os acertos de Keppler e do diretor Elias Andreato está a humanização dos personagens. Estreou em 22/06/2012. De 3 a 13/11/2016.
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  • De Nelson Baskerville, Verônica Gentilin e Cia. Mungunzá de Teatro. Com extrema e admirável coragem, o diretor Nelson Baskerville mexe em sua história para montar o espetáculo, que comove e inquieta o espectador em um surpreendente conjunto. Seu irmão mais velho, Luis Antonio (interpretado pelo ótimo ator Marcos Felipe) era homossexual e viveu em Santos até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele, que, em Bilbao, assumiu a identidade de Gabriela, protagonizou shows em boates e acabou vitimado pela aids em 2006. Com Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Day Porto e Virginia Iglesias. Estreou em 16/03/2011. 
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  • De Newton Moreno. Lilia Cabral interpreta com carisma uma solteirona às vésperas de completar 50 anos. Prometida ao fictício São Djalminha depois de um parto difícil, a personagem-título leva seus dias em meio a simpatias em busca de casamento. A vida ganha entusiasmo extra quando um circo chega à cidade — afinal, uma cartomante garantiu a ela que seu pretendente seria um homem de fora. Em atuações afinadas, o elenco traz ainda Fernando Neves, Silvia Poggetti, Dani Barros e Eduardo Reyes. Estreou em 10/08/2012. Até 16/12/2012.
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  • Adaptação de Stefano Geraci e Roberto Bacci para o romance de Luigi Pirandello (1867-1936). Depois de O Homem com a Flor na Boca (1993) e A Poltrona Escura (2003), Cacá Carvalho protagoniza mais um monólogo dramático baseado no autor italiano. Desta vez, a fonte foi o romance Um, Nenhum e Cem Mil e a ideia é discutir que a imagem de uma pessoa nem sempre condiz com a realidade. Vitângelo Moscarda descobre subitamente não ser mais quem imaginava ser, mas se recusa a se transformar naquilo que os outros gostariam que ele fosse. Estreou em 10/08/2012. De 17/02 a 10/03/2013.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Quem viu os desconcertantes “Borat” (2006) e “Bruno” (2009) pode ter uma noção do que esperar da nova comédia escrita e estrelada por Sacha Baron Cohen. A fórmula dos dois filmes anteriores mudou um pouco. Devido à sua cara manjada no mundo, Cohen, mesmo disfarçado, não se arriscou mais a improvisar por meio de pegadinhas. Preferiu escrever uma história avassaladoramente atrevida e também escorada no politicamente incorreto. O resultado é igual ao dos trabalhos anteriores: ou se ama ou se odeia sua sátira despudorada. Logo na abertura, surge a primeira piada — o longa-metragem foi dedicado a Kim Jong- Il, o déspota norte-coreano morto em dezembro de 2011. Na trama, Aladeen (Cohen), o ditador irascível e mimado de um fictício país árabe no norte da África, manda torturar e matar detratores sem piedade. Preocupadas, as demais nações pedem um pronunciamento dele na ONU. Quando ele vai para Nova York, sua vida sofre uma guinada provocada por Tamir (Ben Kingsley), seu conselheiro. Cohen está afiadíssimo para zombar dos deficientes físicos aos imigrantes filipinos e sudaneses, do grupo Menudo ao atentado terrorista ao World Trade Center. Ele é uma metralhadora verbal capaz de brincar com assuntos sérios sem poupar nada nem ninguém. Estreou em 24/08/2012.
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  • Inspirada em uma história real, a comédia dramática já foi lançada em DVD e Blu-ray. O que poderia render um dramalhão lacrimoso virou uma espirituosa trama capaz de tirar do sério um tema espinhoso. François Cluzet, em excelente desempenho, interpreta Philippe, um milionário tetraplégico de Paris que busca um cuidador. Quando conhece Driss (Omar Sy), Philippe parece ter encontrado a pessoa certa. Vindo da periferia, pobre, negro e malandro, Driss não tem carta de referência, mas possui autoestima inabalável, além de uma contagiante alegria de viver. Como quer alguém que não o veja com piedade, o ricaço o contrata. Estreou em 31/08/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Ao contrário da destruidora fórmula do filme-catástrofe, a exemplo de “O Dia Depois de Amanhã” (2004) e “2012” (2009), a comédia dramática busca nas emoções o viés para expor o iminente desaparecimento do planeta. Da TV, chega a notícia alarmante: em apenas três semanas um asteroide vai se chocar contra a Terra e pôr um ponto final no mundo. O corretor de seguros Dodge (Steve Carell) sente a primeira consequência quando sua mulher o abandona imediatamente. No mesmo edifício onde ele mora, a destrambelhada Penny (Keira Knightley) vive às turras com o namorado (Adam Brody). Depois de ficarem amigos, Dodge e Penny fogem da cidade de carro por causa de um motim no bairro. Enquanto a moça quer encontrar sua família, ele vai atrás do grande amor da adolescência. Se em cada cabeça há uma sentença, os diversos tipos que surgem e saem de cena captam o apocalipse à sua maneira. Entre o humor negro e o drama amargo de tom melancólico, ainda sobra espaço para o romance, nascido de uma relação com data certa para acabar. Estreou em 31/08/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Ator do recente "A Vida de Outra Mulher," o francês Mathieu Kassovitz, de 45 anos, estrela e dirige esse drama inspirado em um caso real. O enredo, praticamente esquecido nos registros históricos, enfoca um episódio ocorrido em abril de 1988. Na Nova Caledônia, ilha localizada no Pacífico Sul e território da França, rebeldes favoráveis à independência invadem uma delegacia e matam policiais franceses. O governo, então, manda uma equipe de 300 militares e convoca o capitão Philippe Legorjus (Kassovitz) para negociar com os insurgentes. Ao entrarem em contato com o líder Alphonse Dianou (Iabe Lapacas), Legorjus e 22 soldados são feitos reféns. O impasse durou dez dias e virou motivo de discórdia entre os então candidatos à presidência François Mitterrand e Jacques Chirac. Em seu melhor filme desde "O Ódio" (1995), Kassovitz baseou-se no livro de memórias de seu personagem para propagar pelo mundo esse capítulo triste da história. Estreou em 31/08/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Tim Burton produz o thriller para o diretor russo de "O Procurado", inspirado no livro de Seth Grahame-Smith, o festejado autor de "Orgulho e Preconceito" e "Zumbis". O Abraham Lincoln do título é ele mesmo: o presidente americano (1809-1865), responsável pela abolição da escravatura nos Estados Unidos. Interpretado pelo eficiente Benjamin Walker, Lincoln, desde criança, teve de lidar com vampiros. Já adulto, aprende a se defender e a matar os sanguessugas com a ajuda de seu mestre (papel de Dominic Cooper). Ao se mudar para o estado de Illinois a fim de formar-se advogado, o protagonista torna-se um porta-voz em defesa da liberdade dos negros. Cenas de tirar o fôlego, como o embate sobre cavalos em disparada, merecem ser vistas em 3D, já que a projeção possui uma qualidade de alta definição de deixar a plateia de olhos bem abertos. Estreou 07/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A mesma produtora de “Coraline” e o “Mundo Secreto” (2009) investe novamente numa animação em stopmotion, bastante assustadora para crianças pequenas. Eis o mórbido tema: Norman é um menino de 11 anos que fala com sua avó morta e, por isso, vira alvo de chacotas na escola. Ninguém (nem mesmo sua família) acredita em seu dom sobrenatural. Para piorar, Norman recebeu um recado do além de um tio recém-falecido. A maldição de uma bruxa, ocorrida 300 anos atrás, está para voltar à tona e só o pequeno protagonista será capaz de impedi-la. Se o assunto vai parecer complexo demais para os menorzinhos, os adultos podem julgar a história infantilizada. Mesmo sem um foco de público definido, a realização mostra-se primorosa e apresenta, originalmente, um personagem assumidamente gay. Estreou em 07/09/2012.
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  • Versátil cronista da cidade de São Paulo desde a década de 80, o diretor paulistano assina aqui seu trabalho mais redondo, embora o humor, uma de suas especialidades, apareça apenas de relance. Pudera. Em seu primeiro drama de época, a ação transcorre na capital paulista no inverno de 1971, em pleno regime militar. Na trama, Emílio de Mello interpreta um diretor de teatro viciado em jogatina que está montando uma peça bancada pelo Partido Comunista. Como deve favores, recebe uma intimação de um militante para esconder dois homens procurados pela polícia. A saída é refugiar a dupla no casarão onde mora Lilian (Julia Ianina), a namorada de seu irmão (Geraldo Rodrigues). Detalhe: Lilian vive com o avô, um general de exército aposentado (papel de Walmor Chagas). Também roteirista, Giorgetti foge de qualquer estereótipo ou clichê daquele período, focando seu registro na classe média e nos artistas afetados pela repressão no país. Estreou em 07/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A partir de sexta (7), o CineSesc sedia a primeira edição do Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente (Bafici). Trata-se de uma seleção com onze longas-metragens realizados nos dois últimos anos e que encontraram distribuição apenas no circuito menos comercial da cidade portenha. O foco da mostra não está nos trabalhos do ator Ricardo Darín ("O Segredo dos Seus Olhos") nem nas fitas consagradas do diretor Pablo Trapero ("Abutres"). Entre as melhores opções aparece o drama "Ausente", premiado com o Teddy, troféu para filmes gays do Festival de Berlim. A trama, cuja projeção ocorre no sábado (8), às 21h, mostra o plano de um adolescente de 16 anos para seduzir seu professor de natação — os personagens são interpretados por Javier De Pietro e Carlos Echevarría. Numa linha mais leve, há a comédia Masterplan, ficção de estreia dos irmãos Diego e Pablo Levy. O enredo aborda uma tramoia malsucedida capaz de virar do avesso a vida de um golpista. Também merece atenção "Norberto Apenas Tarde", primeira investida na direção do ator Daniel Hendler ("O Abraço Partido"), marcada para a próxima semana. O ingresso custa R$ 4,00.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO