Roteiro

30 programas para curtir no sábado (8)

Saiba como aproveitar o melhor da cidade

Por: Anna Carolina Oliveira

“Cabaret”
Claudia Raia em “Cabaret”: musical dirigido por Miguel Falabella reestreia na cidade (Foto: Veja São Paulo)

Desde animações e shows para crianças até um musical e um espetáculo de dança. Veja abaixo uma lista de atrações.

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  • De Cláudio Saltini e Rani Guerra. Sempre competente na manipulação de bonecos e objetos, a Cia. Circo de Bonecos enfrenta um desafio: dividir o palco com uma figura inexistente. Trata-se de uma pulga “encontrada” na plateia, que será treinada pelos hilariantes Cláudio Saltini e Rani Guerra para brilhar num minúsculo picadeiro. Os dois não só se saem bem nessa tarefa como divertem crianças e adultos do começo ao fim da montagem. Também contribui para o sucesso o ator Kleber Brianez. Escondido o tempo todo, ele dubla o inseto e movimenta o cenário conforme suas estripulias. Em uma mistura de momentos fofos, a exemplo do beijo de boa-noite na pulguinha, e piadas simples, como as trapalhadas de Saltini ao seguir as ordens do colega ao pé da letra, a peça deixa a garotada hipnotizada. Vale avisar: o final é de morrer de rir. Estreou em 2/10/2010. Até 19/8/2015. Atenção: Também na Unibes Cultural nesta semana: A Bruxinha, no sábado (22), 11h, e O Anel do Rei, no mesmo dia, 14h.
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  • Na encantadora mostra, o visitante tem contato com o personagem da literatura em nove lúdicas instalações — apenas uma não permite a interação do público. Cada obra conta uma passagem do livro escrito por Collodi, desde a construção do boneco de madeira por Gepeto até sua transformação em um menino de verdade. O roteiro tem o acompanhamento de guias, e a participação deles contribui para organizar a brincadeira e fazer compreender o contexto dos trabalhos ali apresentados. Entre os pontos altos da exposição idealizada pela ítalo-brasileira Vera Uberti estão a floresta tomada por bolas douradas de vários tamanhos e a sala na qual a meninada deve encontrar as partes de um Pinóquio despedaçado, além do desafio de montar uma colmeia destruída o mais rápido possível. No final, há um corredor em que a sombra do personagem segue os passos do espectador por meio de uma projeção. Até 18/11/2012.
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  • Uma trupe de palhaços faz do tablado um picadeiro e revive números clássicos inspirados em ícones como Carequinha, Arrelia e Torresmo, que fizeram muito sucesso em circos brasileiros. Amparados pela percussionista Maestrina Polaca (Fernanda Zaborowsky), os abilolados Batata (Vinicius Calamari), Espigão (João Inocencio Filho) e Pinhão (Fabio Neppo) criam brincadeiras ingênuas e divertidas. A criançada participa bastante e contribui com boas gargalhadas. Recomendado a partir de 5 anos. Estreou em 5/3/2005. Até 26/11/2016.
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  • De Hugo Possolo. Levado ao palco pelo grupo Parlapatões, o espetáculo de pegada circense usa movimentos sincronizados e até tortas na cara. Na trama, dois moradores de rua fazem traquinagens para conseguir comida. O malandro Chico Farofero (Alexandre Bamba), porém, decide deixar o trabalho duro para o tolo Resmelengo (Fabek Capreri). Depois de furtar um pão de calabresa assado pela confeiteira Dulcineia (Carmo Murano) para seu marido (Armando Júnior), a dupla traça um plano para pegar as tortinhas doces assadas por ela. Mas, muito guloso, Farofero exclui o parceiro da armação e resolve fazer tudo sozinho para ficar com os quitutes. Quando Resmelengo descobre, começa uma confusão capaz de transformar a confeitaria numa bagunça de morango e chantili para todos os lados. Os quatro atores se divertem em cena e surpreendem ao arremessar tortas para a plateia e ao dividir um pãozinho com quem quiser. Bem colocados, os momentos de interação contribuem para a graça da peça. Estreou em 21/07/2012. Até 23/2/2014.
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  • Criado em Paris em 1948 e ativo até três anos depois, o grupo vanguardista CoBrA pregava a completa liberdade no uso de formas e cores. O nome homenageava as cidades dos membros fundadores: Copenhague (Dinamarca), Bruxelas (Bélgica) e Amsterdã (Holanda). Quem representava o eixo dinamarquês era Asger Jorn (1914-1973), lembrado com a mostra Um Desafio à Luz. Considerado o maior artista escandinavo desde o norueguês Edvard Munch, ele tinha uma ampla gama de interesses — além de pintar, escrevia livros e fazia trabalhos de cerâmica e tapeçaria. A exposição paulistana compõe-se de 102 obras realizadas desde 1937 até o fim da vida. Elas são provenientes do museu que leva seu nome, localizado em Silkeborg, e concentram-se em gravuras, desenhos e colagens. Há ainda quatro telas. Jorn explora várias influências, do expressionismo ao surrealismo, para alcançar um resultado violento e colorido entre a figuração e a abstração. Também em cartaz no Instituto Tomie Ohtake: ✪✪ Thom Mayne (maquetes) e ✪✪ Paulo Bruscky (registros de performances). De 04/09/2012 a 28/10/2012.
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  • De todas as vertentes de abstração desenvolvidas ao longo do século XX, nenhuma viu sua influência se estender durante tanto tempo quanto o construtivismo. Desenvolvido a princípio no período de eclosão da Revolução Russa, o gênero pregava uma abordagem meramente formal da arte, sobretudo através de aspectos geométricos e matemáticos. Um panorama do legado construtivista pode ser apreciado na mostra, cuja intenção é aproximar as produções da Inglaterra e do Brasil. Herdeiros diretos de correntes de vanguarda europeias anteriores, a exemplo do futurismo e do cubismo, os ingleses anteciparam nossos neoconcretistas ao pensar em um modo de começar a tridimensionalizar os trabalhos, algo perceptível nos relevos de Anthony Hill e do casal Kenneth e Mary Martin. Por aqui, a onda teve início na primeira Bienal, em 1951, quando foi premiada a escultura Unidade Tripardida, do suíço Max Bill. A exposição exibe obras de muitos talentos: Franz Weissmann, Sergio Camargo, Judith Lauand e Willys de Castro, entre outros. De 04/09/2012 a 02/12/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Celebrizado pelos irmãos Auguste e Louis Lumière em 1895, o cinema ganhou o reforço da ficção graças ao também francês Georges Méliès (1861-1938), responsável por mais de 500 filmes realizados entre 1896 e 1912. Diretor, ator, produtor, distribuidor, ilusionista e desenhista, Méliès recebeu uma homenagem recentemente no drama A Invenção de Hugo Cabret, dirigido por Martin Scorsese. Ele agora é tema de uma exposição produzida pela Cinemateca Francesa que ocupa dois andares do MIS. A montagem reúne cartazes, desenhos originais, figurinos e vários vídeos projetados nas paredes. Além disso, uma instalação com cenários móveis, feita no Brasil, permite a grupos de até oito pessoas criar curtas de meio minuto. A principal surpresa, contudo, está no 2º piso, dedicado a Viagem à Lua. Sob um teto forrado de estrelas, o espectador pode assistir à obra-prima de 1902 dentro de um foguete idêntico ao da história. De 03/07/2012 a 16/09/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Desde 2004, de maneira informal, o 3º andar da Estação Pinacoteca tem sido reservado a exposições de artes gráficas. O museu resolveu oficializar a decisão e batizou o espaço de Gabinete de Gravura Guita e José Mindlin. Esta mostra de longa duração elaborada a partir do acervo reúne 105 artistas, cada um representado com uma obra. A organização se dá por núcleos, começando pela figuração de cunho expressionista de Lasar Segall, Oswaldo Goeldi e Livio Abramo e chegando à abstração de Iberê Camargo, Fayga Ostrower e Farnese de Andrade. Há ainda eixos de construtivistas, da geração pop e inclusive alguns contemporâneos, caso de Elisa Bracher e Sergio Fingermann, entre outros.
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  • Primeira individual do artista inglês no Brasil, Geopoéticas reúne quatro instalações audiovisuais. Julien é conhecido também pelo prolífico trabalho como cineasta. De 04/09/2012 a 16/12/2012.
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  • Gênero dos mais disseminados na história da arte, o retrato se viu assombrado, no início do século passado, pela invenção da fotografia, e ganhou um expediente novo, a fotopintura. E, como até os estilos mais populares souberam se reciclar, esse método ganha uma visão peculiar na mostra dedicada à produção do cearense Mestre Júlio Santos, composta de 120 obras. Dono do Áureo Studio, de Fortaleza, ele utiliza técnicas digitais, sobretudo o Photoshop, para retocar e mesmo recriar registros, alguns muito afetados pela passagem do tempo. Imagens de 5 por 7 centímetros de uma moça e de um rapaz viram, por exemplo, uma bela foto de casamento. Por trás da qualidade dos trabalhos reside uma ideia ainda mais sofisticada. Ao fazer com que os personagens se tornem outros, completamente diferentes — digamos, ao transformar um casal de classe média em cangaceiros ou árabes —, o fotopintor discute a noção de identidade de cada um. Ou seja, por meio da arte, podemos ser quem quisermos. Numa das paredes da montagem, há uma homenagem a expoentes das câmeras no Brasil, que tiveram seus retratos manipulados pelo artista. Entre eles, Thomaz Farkas, German Lorca, Maureen Bisilliat, Cristiano Mascaro e Claudia Andujar. Até 21/10/2012.
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  • Depois de vários adiamentos, o Museu de Arte Contemporânea, enfim, começa a inaugurar sua nova sede, no antigo prédio do Detran, no Ibirapuera. De modo tímido e algo decepcionante, é verdade: apenas um pequeno espaço do térreo está disponível ao visitante — somente no fim de 2012 a mudança deve ser finalizada. O Tridimensional no Acervo do MAC: uma Antologia traz dezoito esculturas da coleção. Apesar do contexto frustrante, a mostra em si é bem costurada e compacta. Formas sinuosas destacam-se em Figura Reclinada em Duas Peças: Pontos, do inglês Henry Moore, e em O Implacável, de Maria Martins. Franz Weissmann e Sérvulo Esmeraldo apostam no construtivismo. Entre os contemporâneos, preste atenção em Sem Título Mas com Amor, de Ernesto Neto, feita com chumbo, bolas de isopor e uma meia de náilon.
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  • Dirigida por Roberto Lage, a comédia é inspirada em história ocorrida nos bastidores das filmagens do clássico ...E o Vento Levou (1939). Em cena, o produtor, o roteirista, o diretor e a secretária enfrentam uma situação desesperadora: o prazo para concluir o roteiro está estourado e a produção da fita não pode atrasar. Um afiado elenco, formado por Isser Korik, Henrique Stroeter, Fábio Cadôr e Luzia Meneghini, encontra um texto surpreendente, inteligente e cheio de ironia, que oferece a todos um espaço para brilhar. Estreou em 04/10/2011. Até 28/5/2015.
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  • Em convincente caracterização, João Signorelli revive Mahatma Gandhi (1869-1948) no monólogo escrito por Miguel Filiage e Bene Catanante. Para a nova temporada, deixou o Gandhi, um Líder Servidor para adotar o título atual. Numa espécie de palestra, o líder pacifista indiano aponta possíveis soluções para os conflitos mundiais e repassa sua biografia na forma de uma agradável conversa. Estreou em 23/6/2003. Até 30/11/2014.
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  • O espetáculo do Barbatuques faz novo show no Teatro MorumbiShopping. De 10/9 a 30/10/2016.
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  • De Nelson Rodrigues. O diretor Zé Henrique de Paula foi corajoso ao transformar em musical a tragédia de 1947. A história de dona Eduarda (Einat Falbel) e Misael (Tony Giusti), que acabam de perder a filha caçula, está intacta. Pedaço de Mim e A Ostra e o Vento, de Chico Buarque, e A Ilha, de Djavan, figuram entre as onze canções inseridas na trama. Interpretadas pelo elenco na companhia de Fernanda Maia ao piano e Luciana Rosa no violoncelo, vez ou outra elas soam excessivas, mas o bom trabalho dos 21 atores garante a tensão dramática. Estreou em 21/08/2007. Prorrogado até 19/11/2012.
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  • O dramaturgo, ator e diretor Paulo Palado adaptou o conto O Grande Viúvo, de Nelson Rodrigues, com uma inusitada proposta. Com cinco atores, três deles cegos, mais quatro músicos, a montagem Teatro Cego — O Grande Viúvo cumpre a promessa de inserir o espectador no universo dos deficientes visuais. Completamente no escuro, a encenação coloca as pessoas sentadas em meio ao elenco. A trama, adaptada da série A Vida Como Ela É, traz a história de um homem que comunica à família o desejo de ser enterrado junto da falecida. O drama é bem contado e interpretado, mas não passa de um pretexto para que o público seja contagiado pelas sensações. Com Sara Bentes, Sérgio Sá, Giovanna Maira, Manoel Lima e o diretor Paulo Palado. Estreou em 13/6/2012. Reestreia prometida para 9/8/2013.
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  • Adaptação de Miguel Falabella para espetáculo de Joe Masteroff, John Kander e Fred Ebb. Claudia Raia protagoniza o musical lançado em 1966 e levado às telas pelo diretor Bob Fosse em 1972. Ambientada em uma casa noturna de Berlim na década de 30, a peça aborda o relacionamento da prostituta Sally Bowles (interpretada por Claudia) com o escritor americano Cliff Brad Shaw (papel de Guilherme Magon). Em uma trama paralela, surge o caso de amor entre uma alemã (Liane Maya) e um judeu (Marcos Tumura). Belas coreografias, alguns números emocionantes e o carisma de Claudia Raia, que cria uma Sally mais irônica que depressiva e brilha de fato apenas na cena final, enchem os olhos do público. O grande destaque do elenco, no entanto, é o ator Jarbas Homem de Mello, ótimo como o Mestre de Cerimônias. Sob a direção cênica de José Possi Neto e musical de Marconi Araújo, a montagem traz 21 atores e catorze músicos. Estreou em 28/10/2011. Prorrogada até 24/02/2013.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A ficção científica é inspirada no conto “Lembramos para Você a Preço de Atacado”, de Philip K. Dick (1928-1982), que está sendo lançado na coletânea do escritor “Realidades Adaptadas” pela Editora Aleph. Em 1990, o mesmo texto foi adaptado numa fita homônima estrelada por Arnold Swarzenegger. Quem viu o original, pode ter uma sensação de mais do mesmo. Enquanto entretenimento de ação e fantasia, não há aqui do que reclamar. Com robusta direção de arte e efeitos especiais espetaculares, a trama, um tanto complexa de se resumir, se passa no fim do século XXI. A Terra foi devastada por guerras químicas e os sobreviventes se instalaram em dois polos: uma metrópole no lugar do Reino Unido, onde concentra-se a riqueza, e a Colônia (a Austrália), região de trabalhadores humildes. Para ir e vir em questão de minutos, a população usa um meio de transporte chamado “a queda”. Operário de uma fábrica, Douglas Quaid (o sempre competente Colin Farrell) é casado com a paramédica Lori (Kate Beckinsale) e, certa noite, decide visitar a Rekall, empresa de implantes de memórias que fornece à clientela fantásticas viagens virtuais. Quando menos espera, Quaid descobre habilidades físicas impensáveis, mata dez policias de uma vez e encara uma fuga implacável. Qual realidade estaria vivendo o protagonista? Esta é uma das questões levantadas pelo engenhoso roteiro capaz de dar um nó na cabeça de quem não ficar atento a muitas informações e reviravoltas. Com Bill Nighy e Jessica Biel. Estreou em 17/08/2012.
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  • Diretor de “2 Filhos de Francisco” (2005) e “Era uma Vez...” (2008), Breno Silveira retoma com gosto o cinema popular que o consagrou. Levado pelo delicioso e antigo cancioneiro de Roberto Carlos, o road movie dramático não pretende camuflar seus clichês e, eis aí, uma de suas maiores virtudes. A trama tem sinais de Central do Brasil e o encontro dos dois protagonistas é algo já visto em outros filmes. Mesmo assim, Silveira alcança algo que poucos diretores brasileiros conseguem: dar à plateia emoção genuína por meio de uma história singela. Nela, o caminhoneiro João (papel de João Miguel) sofreu um trauma no passado e tornou-se um homem amargo. Na região de Petrolina, em Pernambuco, ele encontra um clandestino escondido em seu caminhão. Trata-se de Duda (o ótimo estreante Vinicius Nascimento), um garoto que perdeu a mãe e pretende chegar a São Paulo para procurar o pai. Os dois se estranham a princípio, mas, no decorrer da viagem, percebem tragédias e tristezas em comum. Estreou em 10/08/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Sob um roteiro circular do inglês Peter Morgan (“A Rainha”), o paulistano Fernando Meirelles traça um ambicioso painel das relações humanas. Com locações na Eslováquia, Áustria, Inglaterra, França e Estados Unidos, a trama abarca uma série de personagens, alguns literalmente em trânsito pelo planeta, outros amargando perdas ou traições. O drama começa com uma prostituta eslovaca sendo agenciada por um cafetão. Ela vai encontrar seu primeiro cliente, um executivo inglês (Jude Law), em Viena, mas o plano dá errado. Já em Londres, a mulher dele (Rachel Weisz) não sabe como terminar uma relação com o amante brasileiro (Juliano Cazarré). Ao saber da traição, a namorada deste (Maria Flor) volta ao Rio de Janeiro, mas seu avião, por causa de uma nevasca, é obrigado a permanecer no aeroporto da cidade americana de Denver. Lá, ela conhece um senhor (Anthony Hopkins) e joga charme para um rapaz (Ben Foster) que, condenado por agressão sexual, acabou de deixar a penitenciária. A história segue adiante e, sem perder o fio da meada, mais pessoas saem e entram. Estreou em 17/08/2012.
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  • Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2011, trata-se de um dos projetos mais ambiciosos do diretor russo, que encerra aqui uma série de quatro filmes sobre totalitarismo e corrupção do poder. Depois dos dramas biográficos Moloch (1999), Taurus (2001) e O Sol (2005), Sokurov altera o tom do registro para criar uma fábula épica — e muito particular — a partir da lenda alemã. A tragédia escrita por Goethe (1749-1832) é uma das muitas fontes em que o diretor se referenciou para contar a história de Dr. Fausto (papel de Johannes Zeiler). Obcecado por acumular o máximo de conhecimento sobre o mundo, o estudioso aceita vender a alma ao demônio. Com imagens turvas, o diretor atira o público em um mundo estranho, feito de delírios, sordidez e algum encantamento. Estreou em 29/06/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.:  O escritor francês David Foenkinos estreia como cineasta, em parceria com o irmão, Stéphane, neste drama romântico. Ele também assinou o roteiro do filme, baseado em seu livro "A Delicadeza" (Editora Rocco). Na envolvente trama, a atriz Audrey Tautou interpreta Nathalie. Embora tenha um casamento perfeito, sua vida sofre um revés. Três anos depois, essa moça solitária dedica-se apenas ao trabalho numa empresa escandinava em Paris. Dispensa os assédios do chefe e, sem motivo aparente, beija um funcionário simplório. Ele é o sueco grandalhão Markus (François Damiens), um homem sem um pingo de charme nem muito menos beleza ou dinheiro. A protagonista, porém, descobre que por trás da aparência existe uma figura espirituosa, romântica e gentil. Levada com certo humor e poesia, a história traz um discurso comum entre as mulheres: importam mais o caráter e a generosidade do companheiro que o patrimônio e os atributos físicos. Estreou em 25/05/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Com 80 anos completados em março, o diretor e produtor Roberto Farias ganha uma retrospectiva à altura de sua importante carreira, iniciada na década de 50 com a comédia "Rico Ri à Toa". A mostra, com 25 longas-metragens, vai de quarta (5) ao dia 16 no Centro Cultural Banco do Brasil. Em seguida, passa para a Cinemateca e continua até o fim do mês. Irmão do ator Reginaldo Faria e pai dos também cineastas Mauro ("O Diário de Tati"), Lui ("Com Licença, Eu Vou à Luta") e Maurício ("A Grande Família"), o realizador possui uma rica filmografia, que inclui clássicos como "Assalto ao Trem Pagador", comandado por ele em 1962. Além deste, mais quinze filmes serão projetados em cópia nova, a exemplo da trilogia de aventuras musicais estrelada pelo rei da jovem guarda: "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (1967), "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa" (1969) e "A 300 km por Hora" (1971). Embora exibida em DVD, a tragicomédia "Mar de Rosas", produzida por Farias em 1977, sobressai na programação.
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  • O diretor e ator Clery Cunha é um dos remanescentes da Boca do Lixo, antigo polo de produção cinematográfica localizado no bairro da Luz, no centro de São Paulo. Entre os dias 7 e 13, serão exibidos nove de seus trabalhos. Com mais de cinco décadas de carreira, Cunha realizou filmes como “O Outro Lado do Crime”, com José Lewgoy, “O Rei da Boca”, com Roberto Bonfim, “Joelma 23º Andar”, com Beth Goulart, e “Eu Faço... Elas Sentem”, com Antônio Fagundes. De 07/09 a 13/09/2012.
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  • Em sua sétima edição, o festival ocupa diversos espaços da Galeria Olido até 29/9/2013. Na programação da Sala Paissandu, vão se apresentar Vila Tarsila, da Cia Druw, no sábado (14), às 15h, e Colônia Penal, da Borelli Cia de Dança,  no domingo (15), às 19h. Confira a programação completa aqui.
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  • Dois dos nomes mais representativos da atual cena musical paulistana, Criolo e Emicida voltam a dividir o palco do Espaço das Américas, desta vez para celebrar o lançamento do DVD que gravaram ali mesmo em setembro do ano passado. O material, produzido pela Oloko Records, pelo Laboratório Fantasma e por Paula Lavigne, chega às lojas no próximo dia 2. Ao longo do encontro, Emicida deve rimar Rua Augusta, Sorrisos e Lágrimas e Viva, enquanto Criolo entoa Sucrilhos, Grajauex e Não Existe Amor em SP. Dia 14/7/2013.
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  • Integrante da fértil cena brega cult paraense, o cantor e compositor Felipe Cordeiro anda às voltas com seu segundo trabalho, Se Apaixone pela Loucura do Seu Amor, lançado no ano passado. Assim como no elogiado disco de estreia, Kitsch Pop Cult (2012), ele faz um bem-bolado de carimbó, cumbia e eletromelody em diferentes proporções ao longo das onze faixas. A lambada-mambo Problema Seu e a cumbia melosa Saudade de Você compõem o programa, levado ao vivo ainda por Manoel Cordeiro (guitarra), pai do rapaz, Márcio Teixeira (bateria), Beto Aguiar (baixo) e Melina (backing vocal e percussão) fazem o acompanhamento. Dia 29/6/2015.
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  • Desde que deu início à carreira musical, nos anos 80, o cantor, compositor e produtor carioca esteve atrelado a trabalhos coletivos — sendo os mais aclamados os realizados com os grupos A Parede e Monobloco. Em 2011, porém, Pedro Luís lançou (com êxito) o seu primeiro disco-solo, Tempo de Menino. No ano passado, partiu para o projeto Por Elas, homenagem às cantoras que de Bárbara ram voz às suas composições, também desacompanhado dos conjuntos. A partir deste, surgiu o DVD Aposto, com faixas próprias, eternizadas por outros músicos, caso de Miséria S.A., de O Rappa, e Girassol, do Cidade Negra. É esse trabalho que ele mostra em duas apresentações. Dias 26 e 27/2/2016.
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  • Desde o lançamento do primeiro episódio da cinessérie “A Era do Gelo”, em março de 2002, o universo da animação digital se expandiu numa velocidade extraordinária. Com o avanço do 3D, o formato ficou mais ambicioso e espetacular. Curiosamente, essa tendência ao gigantismo não alterou o ingrediente mais saboroso da franquia da Blue Sky Studios. “A Era do Gelo 4”, a exemplo dos anteriores, destoa da média — e agrada — ao insistir num charme até antiquado. O humor da trama flui com leveza e despretensão, no clima de velhas atrações da TV. A fórmula, felizmente, ainda não se deixa derrubar pelo cansaço. Sobrevive inclusive à ausência do cineasta carioca Carlos Saldanha, responsável pelos outros capítulos. Hoje empenhado na continuação do desenho “Rio” (prevista para 2014), ele cedeu lugar a Mike Thurmeier, codiretor de “A Era do Gelo 3”, e Steve Martino, de “Horton e o Mundo dos Quem!”. A dança de cadeiras mal se nota na tela. Talvez porque o integrante mais divertido da turma continue a ser o melhor personagem de Saldanha: o esquilo Scrat. Eternamente em busca da noz perfeita, essa mascote azarada transita intrépida no mundo paleolítico no qual vivem o mamute Manny, o tigre Diego e o bicho-preguiça Sid. E rouba a cena de novo. É o próprio roedor, aliás, quem desata as reviravoltas desta sequência. O bichinho, engolido por uma rachadura no solo, vai parar no centro da Terra e provoca uma onda de terremotos. De tão potente, o impacto separa os continentes do planeta. Acaba sobrando, é óbvio, para o trio liderado por Manny. Atirados no oceano, eles se equilibram sobre uma calota gelada, à deriva. Aventuras mais perigosas os aguardam quando ficam na mira de piratas grosseirões e de criaturas mutantes. Não espere pela perspicácia das incríveis criações da Pixar ou da Aardman (produtora do recente “Piratas Pirados!”). Essa aventura ingênua nem se esforça para transportar o espectador a terras desconhecidas. A intenção parece muito mais modesta — revisitar personagens que, cativantes, fazem por merecer mais uma matinê amalucada. Estreou em 29/06/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO