Gastronomia

Cinquenta almoços na cidade por até 50 reais

Attimo, Epice, Osteria del Pettirosso e mais restaurantes bacanas que cobram um valor camarada pela refeição completa (entrada + prato principal + sobremesa)

Por: Arnaldo Lorençato e Sophia Braun - Atualizado em

Jiquitaia: menu premiado com arroz de suã, salada e creme de queijo coberto por goiabada cascão derretida
Jiquitaia: menu premiado com arroz de suã, salada e creme de queijo coberto por goiabada cascão derretida (Foto: Mario Rodrigues)

Foi-se o tempo em que o almoço executivo era apenas uma espécie de caça-níquel composto de uma saladinha bem sem graça, um bifinho quase transparente de tão fino e uma fruta “da estação” para arrematar. Cada vez mais, chefs de restaurantes estrelados preparam pratos com esmero para a ocasião. O resultado é que o cliente encontra um pequeno banquete ao meio-dia.

 

Ganhador do título de melhor contemporâneo na mais recente edição especial “Comer & Beber”, o Epice cobra 49 reais pela refeição completa durante a semana nesse horário. É o mesmo valor pedido pelo “zécutivo” no Attimo, casa de Jefferson Rueda, eleito o chef do ano de 2013. Nesses dois endereços, um jantar não sai por menos de 150 reais, e sem bebida alcoólica. Ou seja, três vezes o preço pedido pelo executivo.

Há também casos como o da melhor cantina paulistana, a Osteria del Pettirosso, na qual o cozinheiro e dono Marco Renzetti repete as mesmas receitas do cardápio regular. Tais menus são uma oportunidade e tanto de visitar lugares caros por quantias que não doem no bolso.

De olho nisso, VEJA SÃO PAULO apresenta uma seleção com cinquenta endereços em que a refeição completa no almoço, com entrada, prato e sobremesa — em alguns casos até o couvert e a água —, custa no máximo 50 reais. São achados para comer bem sem gastar muito. Bom apetite!

Attimo: anchova sobre arroz e grãos
Attimo: anchova sobre arroz e grãos servida na quinta (Foto: Mario Rodrigues)

PECHINCHA DE ESTRELADOS

AK VILA. A chef Andrea Kaufmann mistura receitas de vários países com preparações na grelha, muitas delas de pescados. Seu cuidado com o menu regular se repete no almoço executivo (36 reais), com pratos que mudam diariamente. Quem aparece por lá na quinta, por exemplo, prova o peixe e lula ao curry com arroz de jasmim.  

ARTURITO. Uma das grandes chefs da cidade, a argentina Paola Carosella baixou os preços do cardápio regular ao mesmo tempo que incrementou o executivo (44 reais). Onde mais encontrar ao meio-dia opções como risoto de lula e capellini com camarõezinhos por um preço tão camarada? E prove também um dos sorvetes de produção própria.  

ATTIMO. Eleito chef do ano, Jefferson Rueda faz pratos cheios de personalidade e com uma explosão de sabor. Batizado de zécutivo, o menu de almoço acaba de ser renovado e traz entre as gostosuras a anchova sobre arroz e grãos e a costelinha de porco, batata-doce e legumes, sempre às quintas. Custa 49 reais.  

BENEDICTINE. O chef Marcilio Araujo migrou com brilho da culinária francesa que fazia na rede Le Vin para a italiana ao se tornar sócio desta casa, aberta em julho do ano passado. No menu executivo (48 reais), ele faz pratos mais simples e apetitosos, entre eles a bisteca de porco empanada em crosta de pão com salada de rúcula ao parmesão.  

BRASIL A GOSTO. As sugestões do executivo (49 reais) da chef Ana Luiza Trajano têm dia certo para aparecer. Às terças, um prato vegetariano — a moqueca de legumes com arroz de coco e pirão de leite de castanha-do-pará disputa a atenção da clientela com o clássico filé à oswaldo aranha acompanhado de arroz, feijão, farofa e fritas. 

Chef Alberto Landgraf
Landgraf: o brioche grelhado com patê de foie gras é um dos pratos principais (Foto: Mario Rodrigues)

CHEFVIVI. Não há tédio na cozinha de Viviane Gonçalves, sócia do restaurante eleito o melhor variado pela edição especial “Comer & Beber”. A chef muda o executivo todos os dias. Se der sorte, você encontrará a bisque de camarão pequeno ou o filé de porco no melaço de cana com purê de batata-doce e crisps de alho-poró. O preço é de 48,50 reais.  

EPICE. O restaurante do chef Alberto Landgraffaturou o título de melhor contemporâneona mais recente edição “Comer & Beber”. Quem jantar por lá e pedir o menu degustação desembolsará 225 reais. Por 49 reais, ou menos de um quarto desse valor, saboreiam-se um cardápio executivo autoral do couvert à sobremesa, mais água à vontade. Exemplo: brioche grelhado com patê de foie gras e chutney de cebola-roxa.

ESQUINA MOCOTÓ. A nova casa de Rodrigo Oliveira, do Mocotó, oferece um dos menus executivos mais atraentes da capital. Na lista de receitas brasileiras incrivelmente apetitosas está o picadinho. Custa 39,80 reais e inclui o couvert com pães fresquinhos feitos na casa.  

JIQUITAIA. Não faltam méritos ao melhor menu executivo da cidade, eleito pela edição especial “Comer & Beber”. Por 39 reais, o chef Marcelo Corrêa Bastos faz pratos de sotaque caipira como o arroz de suã (carne das vértebras do porco) num caldo de limão-cravo. A trivial salada vem com irresistível molho de mostarda e vinagre. Adoça a boca o creme de queijo com goiabada cascão derretida.

KINOSHITA. Nada de teishokus aqui, as refeições completas japonesas apreciadas especialmente no almoço. Um dos mais premiados chefs da cidade, Tsuyoshi Murakami faz um executivo sem erro por 49 reais. Pode-se experimentar

Tian: picadinho asiático de filé-mignon, castanha-de-caju, molho de ostra, óleo de gergelim, pimentões e gengibre
Tian: picadinho asiático de filé-mignon, castanha-de-caju, molho de ostra, óleo de gergelim, pimentões e gengibre (Foto: Divulgação)

LA CASSEROLE. Com seis décadas de história, o bistrô do centro não perdeu o vigor. A qualidade de sua cozinha se reflete também no menu do meio-dia (49 reais). Clássicos aparecem em nova roupagem, caso do escondidinho de coq au vin desfiado com purê de batata, uma receita conhecida como hachis parmentier.  

LA FRONTERA. Dona também do Martín Fierro, Ana Maria Massochi manda bem na seleção de carnes desta casa charmosa. Uma das especialidades, o bife de chorizo vem no ponto pedido e na companhia de um purê rústico de batata regado a azeite. Custa 44 reais.  

MIMO. Receitas ao mesmo tempo inventivas e delicadas compõem o cardápio desta casa contemporânea, com cozinha de Volney Ferreira. No menu de almoço (36,80 reais), surgem o saltimbocca com tagliolini na manteiga e o peixe do dia na companhia de arroz integral e legumes grelhados, ambos às segundas.  

 

OSTERIA DEL PETTIROSSO. Na melhor cantina da cidade, o executivo preparado pelo dono e chef Marco Renzetti tem um formato especial. O cliente escolhe uma das opções do cardápio regular, paga o preço do prato e tem direito a couvert, entrada e sobremesa. Se pedir o espaguete ao vôngole, gasta 49 reais.  

TIAN. Sim, existe um picadinho oriental e faz parte do menu executivo (36 reais) deste restaurante, eleito o melhor bom e barato pela edição “Comer & Beber”. A receita, de dar água na boca, leva filé-mignon, castanha- de-caju, molho de ostra, óleo de gergelim, pimentões, cenoura e gengibre. Vem com arroz e ovo frito.  

VITO. Um dos chefs mais promissores da nova geração, André Mifano apresenta sua versão de menu executivo. São sempre três opções fixas de massa. Uma delas, o espaguete à carbonara, sai por 38 reais no cardápio convencional. No executivo, com entrada e sobremesa, custa atraentes 41 reais. 

Bagatelle: galeto assado no molho trufado da própria ave com batata
Bagatelle: galeto assado no molho trufado da própria ave com batata também faz parte das opçõs à la carte (Foto: Lucas Lima)

FÓRMULA FRANCESAPARA GASTAR MENOS

BISTROT BAGATELLE. Esqueça o clima de balada do jantar. No almoço, este é um bistrô comportado com executivo (45 reais) sob medida para o bolso. No menu do chef Gustavo Young, alguns dos pratos são importados do cardápio convencional. É o caso do tentador galeto assado ao molho trufado da própria ave com batata.  

BISTROT DE PARIS. Piloto dos fogões deste restaurante localizado nos fundos de uma charmosa galeria comercial, Alain Poletto organizou um menu completo com preços cobrados de acordo com o prato escolhido. Acompanhada de fritas douradas, a porção de mexilhões sai por 46 reais. Das sobremesas, não perca o creme brûlé.  

LA COCOTTE. Acaba de renovar o menu, que tem agora a assinatura do estrelado chef francês Erick Jacquin. No dia a dia, a execução está nas mãos de Flavio Santoro, que monta uma opção de executivo (48 reais). Dos peixes, fique com a saborosa prejereba grelhada com arroz de jasmim colorido por espinafre.  

LE FRENCH. No comando das caçarolas, o chef Luiz Emanuel (ex-Allez, Allez!) prepara receitas como o ovo pochê sobre brioche e espinafre e o steak tartare na companhia de batata frita em palitos finos e salada, conforme a disponibilidade de ingredientes. Creme brûlé e fondant de chocolate podem encerrar a refeição de 38 reais.  

TARTAR&CO. Durante o almoço, o picadinho de carne crua conhecido como steak tartare, estrela das escolhas à la carte, dá lugar a receitas quentes, como risoto de alcachofra e cogumelo-de-paris e bife à milanesa guarnecido de salada ao limão-siciliano. Além do trio entrada, prato e sobremesa, o preço de 47 reais inclui também o couvert. 

Tasca do Zé e da Maria: posta de bacalhau coberta por cebola caramelada e alho frito
Tasca do Zé e da Maria: posta de bacalhau coberta por cebola caramelada e alho frito (Foto: Agência Idearia)

DESCONTOS IBÉRICOS

BACALHOEIRO. Para agradar a um número maior de apetites, a casa portuguesa não restringe o executivo (38,90 reais) apenas a opções de bacalhau e outros pratos da terrinha. Inclui sugestões como o salmão com arroz à grega, o fettuccine com escalopinho de carne e o filé de frango à parmigiana.  

CLOS DE TAPAS. Desde janeiro, a cozinha tem nova dupla de comandantes: o paulista Juca Duarte e o argentino Julian Rigo. A quatro mãos, eles acabam de lançar um executivo (48 reais) que permite experimentar o porco preto ao vinagrete com purê de batata e o saint-peter empanado na companhia de arroz de beterraba.  

TASCA DO ZÉ E DA MARIA. Eis uma ótima maneira de saborear bacalhau, um peixe reconhecidamente salgado, com o perdão do trocadilho, sem gastar uma fortuna. Diariamente, há pelo menos um prato com o pescado, caso da posta coberta por cebola caramelada e alho frito servida às quartas. Custa 49 reais.

Aguzzo Cucina e Vino: nhoque misto de batata, ricota e espinafre ao molho de gorgonzola
Aguzzo Cucina e Vino: nhoque misto de batata, ricota e espinafre ao molho de gorgonzola em cartaz nesta semana (Foto: Mario Rodrigues)

MASSAS QUE NÃO PESAM

AGUZZO CUCINA E VINO. Em uma esquina tranquila de Pinheiros, Osmânio Rezende foca receitas italianas que costumava sugerir quando era maître no Grupo Fasano. Uma sugestão de primeira que entra nesta semana no menu de almoço (49 reais) é o nhoque misto de batata, ricota e espinafre ao molho de gorgonzola.  

FRICCÒ. Propõe um dos menus mais fáceis de engolir desta seleção por causa do precinho. Por 33 reais, provam-se uma sopa ou salada seguida de massa ou carne mais uma bola de sorvete, por exemplo. Entre as opções de prato, diferentes a cada dia, aparece o polpettone na companhia de arroz e legumes. Atenção: só aceita cartões de débito.  

LA GRASSA. Nesta trattoria graciosa de Moema, o almoço executivo (44 reais) tem caprichadas opções que não se resumem a massas. Exemplos? O ossobuco na companhia de risoto de parmesão mais salada de salsão e o peixe do dia com salada mista de abóbora e feijão-branco ao pesto de agrião.  

LA MADONNINA RAVIOLI. Em um dos restaurantes mais bonitos da cidade, o responsável pela cozinha é o proprietário Roberto Ravioli. Ao meio-dia, ele sugere receitas como o peixe do dia no aromático molho de tomate, alho-poró e azeitona preta, o mini-stinco de cordeiro com risoto de abobrinha e o rigatoni ao molho de tomate picante. O combo completo sai por 49,50 reais.  

MELLÃO. O chef Hamilton Mello, o Mellão, troca os pratos do menu executivo (38 reais) a cada dois dias. Algumas receitas queridinhas do público que trabalha na região do Itaim, entretanto, podem se repetir com mais frequência. É o caso do linguado grelhado ao molho de uva e amêndoas na companhia de risoto de limão-siciliano, que no cardápio à la carte custa sozinho 68 reais.  

Positano: filé de tamboril sobre risoto ao limão servido somente às sextas
Positano: filé de tamboril sobre risoto ao limão servido somente às sextas (Foto: Lucas Lima)

POSITANO. Ex-Piselli, o chef italiano Boris Melon trafega muito à vontade entre as receitas tradicionais de seu país. Diferente a cada dia durante a semana, o almoço (39 reais) traz às terças a polenta cremosa aos quatro queijos com ragu de rabada e às sextas o filé de peixe do dia, que pode ser o tamboril, sobre risoto ao limão.  

SPADACCINO. Um pequeno sobrado abriga a agradável trattoria dedicada a especialidades do norte da Itália, região onde nasceram os pais da proprietária e chef, Paula Lazzarini. Elas são diferentes a cada dia da semana. Às quintas, entram em cartaz pescados como o tagliatelle com frutos do mar. O valor de 44 reais dá direito inclusive ao couvert.  

TAPPO TRATTORIA. De funcionamento peculiar no almoço durante a semana, é uma das quatro casas que o chef Benny Novak tem na cidade. Cobra-se o executivo de acordo com o prato escolhido do cardápio convencional. Os mais em conta deles, o nhoque de batata ao ragu de carne e o fettuccine ao pesto saem a 39 reais cada.  

VINHERIA PERCUSSI. Provar a refinada culinária da chef Silvia Percussi na hora do almoço custa 48 reais. Rotativas, as sugestões incluem o ótimo escalope de frango ao molho de vinho Marsala com cogumelo-de-paris mais ravióli de queijo gruyère de guarnição. Só as saladas verde e de frutas são fixas de terça a sexta. Há sobremesas como a pera ao vinho tinto.

Bistrô Charlô: caçarola de legumes assados cm ovos mais coalhada
Bistrô Charlô: caçarola de legumes assados cm ovos mais coalhada servida até o fim do mês (Foto: Divulgação)

MISCELÂNEA DO BOM PREÇO

BISTRÔ CHARLÔ. A nova fórmula de almoço a 50 reais mostra-se atraente: em serviço à la carte, a refeição pode custar quase quatro vezesmais. Entre as receitas sugeridas até o fim de abril, está a caçarola de legumes assados com ovos mais coalhada. Na sobremesa, não hesite: suspiro intercalado com caqui e chantili fresco.

BY KOJI. Em pleno Estádio do Morumbi, o chef são-paulino Koji Yokomizo propõe um almoço oriental por 50 reais. Escolhem-se dois pratos em porções reduzidas mais um par de acompanhamentos. Para encerrar a refeição com vista para o gramado, há fruta ou sorvete. Nem corintiano pode negar que é um bom negócio.  

COLHER DE PAU. Representante do Ceará, a casa tem matriz em Fortaleza. Os pratos executivos mudam a cada semana e o menu completo tem preço inferior a 40 reais. Paga-se pelo valor da opção escolhida. Melhor dia para provar as sugestões típicas, a sexta tem a moqueca de peixe no leite de coco (35,70 reais).  

FAMILIA YANNELLI PARRILLA. Nesta casa de carnes ao estilo argentino, o almoço executivo (38,90 reais) tem início com o couvert. Em sequência, chegam à mesa linguiça, salada mista e um corte bovino acompanhado de arroz e farofa. São exemplos fraldinha, bife de chorizo e assado de tira, extraído da costela. Se estiver em dia com a balança, arremate com o pudim.  

 

FISHERMAN’S TABLE. Em ambiente descolado, os primos coreanos Ryan e Jae Kim propõem dois menus executivos por até 50 reais. O meat lover (37 reais) traz sugestões fixas para quem adora carne, caso da pancetta mais cará e alho-poró. A versão dedicada aos amantes dos frutos do mar, com direito a arroz coberto por sashimi e ovas de salmão, custa 47 reais.  

KOSUSHI. Provar as criações do sushiman George Yuji Koshoji pode implicar um investimento de até 175 reais por pessoa. Daí a vantagem do especial servido ao meio-dia. A sequência de tempurá de legumes e camarão, sashimi, sushi, gohan (arroz) e missoshiru mais um doce sai por 45 reais. Também disponível na filial do Shopping Cidade Jardim.  

LA MAR CEBICHERIA PERUANA. A filial do restaurante fundado pelo premiado chef Gastón Acúrio, em Lima, no Peru, tem a culinária andina como especialidade. No almoço (49 reais), aproveite para provar uma das versões de ceviche de entrada. A chamada de mistura combina salmão e lula em leite de tigre de pimenta-cambuci, um caldo de peixe com limão e ervas.  

OBÁ. Brasil, Itália, México e Tailândia dividem território no colorido salão. Cada dia da semana elenca três sugestões principais, mais a moqueca vegetariana de palmito pupunha com banana, arroz e farofa. Faz sucesso na sexta o PF tai, preparado com frango salteado na panela wok com castanha-de-caju. Custa 31,90 reais.

Almodovar: o menu pode ser composto de opções como favada austuriana com carne bovina, duo de almôndegas de cordeiro e arroz-doce típico
Almodovar: o menu pode ser composto de opções como favada austuriana com carne bovina, duo de almôndegas de cordeiro e arroz-doce típico (Foto: Mario Rodrigues)

MODERNOSSEM POSE

ALMODOVAR. O executivo em sistema rotativo semanal tem o preço mais vantajoso entre todos os endereços selecionados: 29 reais. Se der sorte, encontrará no menu espanhol feito com toques contemporâneos a favada asturiana (cozido de feijão-branco neste caso preparado com carne bovina) mais a entrada de almôndegas de cordeiro e arroz-doce na sobremesa.  

BEATO. Uma receita diferente de prato principal a cada dia é a proposta do chef Thiago Koch. Só às terças o escalope de filé-mignon com risoto de abobrinha e queijo de cabra aparece no menu. Fixas são apenas as entradas, que podem ser quiche ou salada, e as sobremesas, cheesecake ou brigadeiro de colher. Também não muda o preço de 39 reais.  

BLÚ BISTRÔ. Bem  diferente do jantar à la carte, quando tem clima para ir a dois, o almoço executivo (35,90 reais) se renova a cada semana. As pedidas mais atraentes são salada morna de quinoa ao pesto de rúcula (entrada), o rigatoni com presunto cru, queijo de cabra cremoso e tomatinho (prato) e a torta de maçã na massa folhada (sobremesa).  

BRAVIN. A sommelière Daniela Bravin acaba de inaugurar os almoços em seu restaurante e com eles o executivo (37 reais). São receitas diferentes a cada dia, com exceção da entrada e da sobremesa, sempre fixas. Vá de tartare de peixe branco com beterraba e de rabanada ao creme inglês. Às quartas, há um apetitoso bife à rolê. Vinhos em taça animam a refeição. 

TonTon: o chef Gustavo Rozzino responde pelas receitas
TonTon: o chef Gustavo Rozzino responde pelas receitas (Foto: Mario Rodrigues)

LE MANJUE ORGANIQUE. Hortaliças e legumes orgânicos distribuem-se sobre o caprichado bufê de saladas. Depois de se servir à vontade dessas entradas, escolha um grelhado na companhia de massa ou risoto. Em harmonia com a pegada saudável do lugar, as sobremesas podem ser livres de açúcar, glúten e lactose. Custa 49 reais.  

MARAKUTHAI. Garota esperta, a chef Renata Vanzetto consegue encher o salão no almoço ao propor um menu por 34 reais. Uma refeição completa pode ter a saladinha de macarrão de arroz com hortaliças mais frango agridoce em tiras, o peixe ao molho de leite de coco na companhia de farofa de dendê e arroz e a ganache de chocolate.  

RUELLA. Novidade só na filial de Pinheiros, o executivo (39 reais) começou a ser servido no mês passado. Ao meio-dia, a chef Danielle Dahoui anota em uma lousa pedidas como o bem temperado hambúrguer de salmão, badejo e linguado, precedido de salada e finalizado em um doce como o tentadoramente calórico bolo de tapioca no melaço de cana.  

SAL GASTRONOMIA. Tatuado da cabeça aos pés, o chef Henrique Fogaça elabora receitas com influência brasileira. Na hora do almoço, essa habilidade brota no peixe do dia mais farofa de castanha-do-pará e mandioca cremosa. Quando a conta chega, o preço razoável de 42 reais não amarga a doçura da sobremesa.  

TONTON. Titular da cozinha, o sócio Gustavo Rozzino não desaponta nas sugestões salgadas do executivo. Até no frango marinado em ervas com arroz, feijão e farofinha (29 reais) ele se sai bem. Também acerta na salada de folhas e palmito grelhado. Só precisa melhorar a receita do fraco pudim de leite. 

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  • Portugueses

    A bela Sintra

    Rua Bela Cintra, 2325, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3891 0740 ou (11) 3891 1090

    VejaSP
    1 avaliação

    Em rara sintonia, o sócio alentejano Carlos Bittencourt e a chef Ilda Vinagre descobriram como agradar em cheio à clientela fel. Se o serviço no salão mantém a linha formal e extremamente gentil (as pedidas chegam à mesa em lindas cloches metálicas), a cozinha se permite uma ou outra invenção, sem escandalizar os mais puristas, claro. Entre as ótimas criações de Ilda está o mil-folhas de bacalhau com tomate, espinafre e creme gratinado (R$ 142,00). Para variar do pescado, experimente o arroz de polvo à portuguesa (R$ 117,00). Escolha na vistosa bandeja de sobremesas a deliciosa e açucarada torta de nozes com baba de moça (R$ 34,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Italy

    Rua Oscar Freire, 450, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3168 0833

    VejaSP
    15 avaliações

    Atraem a clientela ao movimentado salão dos Jardins os pratos fartos como o filé de angus coberto por gorgonzola com tagliolini ao creme de cogumelo (R$ 69,00). Durante a semana no almoço, o menu executivo (R$ 62,00) pode incluir eventualmente a boa salada de folhas, abóbora, beterraba e amêndoa, além de creme brûlé na sobremesa. Só na filial do Market Place há opções para compartilhar. Uma delas é o sofiotti de queijo emmental, presunto e manjericão gratinado com parmesão (R$ 77,00, para três), um tantinho enjoativo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    Le Repas

    Rua Ferreira de Araújo, 450, Pinheiros

    Tel: (11) 2366 9882

    VejaSP
    16 avaliações

    Das entradas, entusiasma a lula com alcachofra, tomate e erva-doce borrifados com uma emulsão de espinafre (R$ 36,00). Os fãs de carne de porco não podem pular o carré assado com purê de berinjela coberto por pera grelhada e boudin noir, o chouriço francês (R$ 56,00). Num namoro com o Oriente, o rosado lombo de cordeiro recebe um atraente pesto de shissô, erva popularmente conhecida como manjericão japonês, mais endívia cozida com equilíbrio de amargor (R$ 64,00). A lista de sobremesas inclui o bolo morninho de tâmara com calda de caramelo e um sem graça sorvete de nata (R$ 18,00). Vale conferir ainda o caprichado almoço executivo durante a semana, que custa R$ 42,90.

    Preços checados em 6 de abril de 2016.

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  • Italianos

    Pomodori

    Rua Doutor Renato Pais de Barros, 534, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3168 3123

    VejaSP
    12 avaliações

    Prodígio da cozinha, a chef Tássia Magalhães, de 27 anos, prepara várias sugestões à la carte, assim como investe em menus degustação. A versão intitulada italiana (R$ 160,00) traz receitas como frutos do mar bafejados de frescor ao limão-siciliano com purê de mandioquinha. Embora nada italiano, o queijo de cabra boursin recheia o saboroso agnellotti ao molho de manteiga, ervas e cogumelos. Curto e al dente, o fusilli vem com linguiça calabresa e polvo de ótima consistência. A paleta de cordeiro desfiada com um buquê de hortaliças ficaria melhor sem manteiga de trufa. Para os fãs de sobremesas infladas de açúcar, o bolo brigadeiro é a pedida.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Botecos

    Valadares - Rua Faustolo

    Rua Faustolo, 463, Lapa

    Tel: (11) 3862 6167

    VejaSP
    3 avaliações

    Desde 1962 no bairro da Lapa, o boteco ficou célebre por conta de petiscos pouco usuais, como o de testículos de boi (R$ 36,00 a versão à milanesa). Para acompanhar as geladas de 600 mililitros (Amstel, R$ 10,00), há muitas outras opções de tira-gosto. A casa tem torresmo (R$ 20,00) e pedidas frias dispostas no balcão, como mexilhão e tremoço (R$ 6,90, 100 gramas). O fígado aperitivo, servido em macias iscas com fatias de jiló, revela-se outra opção cheia de sabor (R$ 15,00). Uma dose de cachaça, como a Matriarca (R$ 9,00), cai bem para começar ou terminar a jornada.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Como petisco e prato principal, o pescado marca presença em cardápios de casas paulistanas
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  • Nova seção de VEJA SÃO PAULO, publicada nos roteiros de Restaurantes, Bares e Comidinhas, mostra os itens que sofreram aumento de preço
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  • Rotisserias

    Mesa III

    Rua Alves Guimarães, 1474, Pinheiros

    Tel: (11) 3868 5501

    VejaSP
    1 avaliação

    Faz 21 anos que Ana Soares pôs a rotisseria Mesa III para funcionar. Quem frequenta o bonito espaço montado pela cozinheira sabe que suas receitas são ótimas, mas estão longe de ser baratas. Um exemplo é o tortelli de brie e pera seca (R$ 57,50; 500 gramas). Na contramão dessa tendência, a chef lançou em meados deste ano uma série de opções com preços mais convidativos. Assim, o fettuccine integral mais um pote de molho de tomate e outro de caponata, todos para quatro pessoas, sai a R$ 69,30. Antes, esse combo custava R$ 77,00. Sentiu falta da sobremesa? Prove o bolo de polenta com limão-siciliano e amêndoa (R$ 35,00, 500 gramas).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Versátil e muito expressiva em cena, Ana Luísa Lacombe sabe como ninguém mesclar a tradição da contação de histórias com bom teatro, deixando crianças e adultos vidrados. Foi assim em Lendas da Natureza (2006) e O Conto do Reino Distante (2008), duas das quatro peças em que foi premiada pela sua atuação. Desta vez, Ana Luísa foi buscar inspiração na lembrança. Sua avó costumava lhe contar uma história que misturava dois contos dos irmãos Grimm (O Grifo e Os Três Cabelos do Diabo). A atriz inseriu outros causos e criou o espetáculo As Três Penas do Rabo do Grifo. Sozinha no palco, Ana Luísa se desdobra para atuar e narrar a trajetória de João, o filho mais velho de um lenhador que consegue salvar uma princesa doente. Para conquistá-la, porém, ele deve passar por três grandes desafios dados pelo rei. Encanta ver a transformação dos elementos do cenário em personagens. O grifo, por exemplo, um bicho com cabeça de águia e corpo de leão, ganha vida a partir de cortinas e um abajur. Betinho Sodré faz os efeitos sonoros. A direção é de Paulo Rogério Lopes e as músicas, de Jean Garfunkel. Todos os sábados, depois da sessão, o público pode participar de uma conversa com a artista. Estreou em 5/4/2014. Até 1°/6/2014.
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  • Organizar cronologicamente as oitenta pinturas da mostra foi uma escolha acertada. Assim, quem não conhece a história ou a carreira de Alfredo Volpi (1896- 1988), nascido em Lucca, na Itália, consegue ver com clareza o signifcado da produção dele. O artista mudou-se para o Brasil aos 2 anos e iniciou o contato com as tintas decorando casas na adolescência. Mais tarde, participou do Grupo Santa Helena, na Praça da Sé (por onde passaram Aldo Bonadei e Francisco Rebolo), mas sua maior influência — e a única que admitia — foi a do pintor naïf Emygdio de Souza, de quem admirava a capacidade de síntese. Depois da figuração, Volpi passou, aos poucos, a explorar as formas e as cores sem se preocupar com a perspectiva. Na exposição há paisagens e até um cavalo que é parte de uma pequena série inspirada em brinquedos infantis. Mas boa parte da seleção é de fachadas e das famosas bandeirolas que pintou a partir da década de 50, caso de Bandeirinhas Estruturadas com Mastros. É evidente como esse tema se diversifcou. De estáticas, as figuras geométricas ganham movimento ao surgir penduradas ou junto de fitas até chegar ao ápice da investigação das cores, na década de 70. Foi quando Volpi repetiu as linhas em diversas telas, experimentando variações apenas de tons. De 28/3/2014 a 29/5/2014.
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  • Uma exposição para ver e ser ouvida. Em três andares estão espalhadas cerca de 300 peças entre figurinos, trechos de filmes e escritos originais de um dos maiores ídolos da música, o inglês David Bowie. As roupas usadas na turnê Alladin Sane e no clipe Life on Mars? estão lá. Há ainda imagens menos conhecidas, como um cartaz em que ele aparece vestido de Andy Warhol. Sensores espalhados pelas salas detectam a presença do visitante e iniciam o áudio de documentários e entrevistas, garantindo a imersão no mundo do artista. Fones de ouvido também produzem a trilha sonora de todo o trajeto. A mostra apresenta ainda croquis desenhados pelo próprio Bowie, rascunhos de letras de canções, instrumentos que fizeram história nos palcos e quadros que provam que o cantor tem talento com as tintas. Até 20/4/2014. + Em vídeo: David Bowie no ponto de ônibus  BALANÇO DE VISITANTES A exposição dedicada ao inglês David Bowie atraiu 80 190 pessoas entre 31 de janeiro e o últmo domingo (20). Somente durante a virada de 36 horas no último fim de semana, foram 6 000 visitantes. Alguns fãs encararam até 4 horas de fila para ver de perto os mais de 300 itens do artista entre figurinos, rascunhos, vídeos e instrumentos musicais.
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  • Reza a lenda que quando Elis Regina (1945- 1982) era contrariada ou se irritava seu estrabismo se tornava bem mais visível. Talvez esse seja um dos motivos de a dramaturgia criada por Nelson Motta e Patrícia Andrade para o espetáculo dirigido por Dennis Carvalho ter poupado tanto seu lado explosivo. Elis, a Musical recria a trajetória da cantora no formato de um folhetim. Para Elis (representada por Laila Garin) fica o título de heroína, claro. A garota baixinha driblou a pobreza para se tornar uma estrela. Do primeiro teste em uma rádio gaúcha à consagração nacional, a personagem surge corajosa e batalhadora, compreensiva com os pais e sofredora ao se casar com um mulherengo, o compositor Ronaldo Bôscoli (Tuca Andrada, ótimo). Elis foi tudo isso, porém sempre possuiu uma personalidade forte o sufciente para confrontar a todos e bancar decisões questionáveis. Algumas questões éticas são quase que deixadas de lado na trama, como quando ela faltou a compromissos em nome de um cachê maior. A importância de César Camargo Mariano (Claudio Lins), o segundo marido, também acaba minimizada. Responsável por sofisticar sua música e imagem, ele aparece como mero parceiro de trabalho e vida. Em uma grande produção dominada por clássicos da MPB, Laila Garin dá um show de técnica vocal, mas sobressai realmente como atriz só na cena final. Ali, é reproduzida a última entrevista da intérprete, semanas antes de morrer, e Laila traz à tona a alma da artista com brilho ímpar. A montagem pode encantar a plateia, mas deixa a sensação de que o teatro cedeu espaço a um tributo conservador. Enfim, faltou uma pimentinha. Estreou em 14/3/2014. 
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  • Eduardo Moscovis e Emilio Orciollo Netto estão na lista
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  • A comédia Meu Deus! está na lista
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  • A reforma do prédio que hoje abriga o Centro Cultural Banco do Brasil, em 2001, foi um dos grandes ganhos da região central. De lá para cá, ele recebeu exposições importantes, além de outras atrações bacanas, e movimentou aquele pedaço. Esse símbolo da cidade vai comemorar seus treze anos com o espetáculo Invasão Baiana, com apresentações gratuitas no Vale do Anhangabaú. Como indica o nome, o evento traz representantes da robusta cena musical da Bahia, entre gente nova e consagrada. O coletivo influenciado pela música jamaicana Dubstereo e a banda Maglore ficam encarregados de abrir o palco no domingo (20/4). Na sequência virão os roqueiros do Vivendo do Ócio, formado por Luca Bori (baixo), Dieguito Reis (bateria), Jajá Cardoso (voz e guitarra) e Davide Bori (guitarra). Eles mostram Eu Gastei e Nostalgia. Tom Zé encerra a festança com faixas do disco Todos os Olhos (1973). Os shows seguem no feriado do dia 21 de abril de 2014, quando se exibe a ótima Orkestra Rumpilezz, grupo de percussão e sopros regido pelo maestro Letieres Leite. Depois, é a vez da cantora Marcia Castro, que interpreta canções autorais e de compositores como Cartola. Encerra a celebração a banda BaianaSystem junto do guitarrista Pepeu Gomes. Dias 20 e 21/4/2014.
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  • O nome indica um festival voltado para o blues, mas você também vai ver no palco estrelas do rock, do jazz e até do rap entre os nove convidados. Buddy Guy, gênio das guitarras que inspirou gente do calibre de Eric Clapton, Jimi Hendrix e Keith Richards, reaparece na segunda edição do evento. Ele é a principal atração de sexta (9/5/2014). Antes, a sérvia Ana Popovic revela a influência do blues nos sons do Leste Europeu e o americano Jonny Lang aquece o público com um gospel despido de clichês. No sábado (10/5/2014), a brasileira Céu precede as apresentações de dois ingleses. A cantora Joss Stone deve mostrar faixas do álbum mais recente, The Soul Sessions Volume 2 (2012), entre elas The Love We Had (Stays on My Mind), e o guitarrista Jeff Beck traz um repertório que inclui os covers Little Wing (Jimi Hendrix) e A Day in the Life (Beatles). Quem se exibe no domingo (11/5/2014) é o trompetista e trombonista de Nova Orleans Trombone Shorty, acompanhado da banda Orleans Avenue. Em cena, eles misturam influências que vão do jazz ao soul e ao hip-hop. Marca presença ainda o samba-rap de Marcelo D2. Essa última noite será encerrada pelo soul moderninho e dançante do americano Aloe Blacc, compositor e intérprete do hit Wake Me Up, do DJ Avicii.
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  • Transformar a história do curta Eu Não Quero Voltar Sozinho num longa-metragem foi a difícil tarefa que o diretor Daniel Ribeiro se propôs a enfrentar depois de faturar, em 2010, quatro prêmios no Festival de Paulínia. Passados quatro anos, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é lançado após a excelente acolhida no Festival de Berlim, de onde saiu com o prestigiado troféu Teddy, destinado a produções gays. Espera-se que o sucesso no exterior e os elogios nas pré-estreias se reflitam na bilheteria. Quem viu o original, disponível no YouTube, vai notar muitas semelhanças, mas nenhuma gordura. Ribeiro usou o mesmo fio condutor e os três desconhecidos atores principais para narrar uma cativante trama envolvendo a descoberta da homossexualidade. Na trama, Leo (o ótimo Ghilherme Lobo) tem de driblar o preconceito e o bullying na escola por ser cego. Sua única amiga e confidente, Giovana (Tess Amorim), o acompanha diariamente até a porta de casa. A chegada de Gabriel (Fabio Audi) ao colégio vai tumultuar a relação dos amigos. Esse rapazinho de cabelos de anjo mexe com os hormônios das meninas e, mais tarde, com o coração de Leo. Ribeiro incluiu personagens e situações não encontradas antes. São adendos pertinentes (como a vontade de Leo de fazer intercâmbio nos Estados Unidos) para dar fôlego e uma arejada ao enredo. A realização também se revela um primor — sem afetações nem lugares-comuns, o cineasta conduz o nascimento de um romance leve sustentado na descontração e na inocência do primeiro amor. A canção There’s Too Much Love, da banda Belle & Sebastian, faz um arremate de arrancar suspiros. Estreou em 10/4/2014.
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  • Três anos atrás, Capitão América — O Primeiro Vingador mostrava o surgimento do personagem na década de 40. Tinha um clima de matinê passadista e, por isso, diferenciava-se de outros filmes estrelados por super-heróis. Nesta nova aventura, o rumo é outro. A trama começa muito bem ao enfocar o drama tragicômico de Steve Rogers (Chris Evans) tentando se adaptar ao mundo moderno. Não pense, porém, que o roteiro vai por aí. Rogers logo encara um inimigo mascarado (o tal soldado invernal do título) e percebe algo de errado na S.H.I.E.L.D., organização comandada por Alexander Pierce (Robert Redford) da qual também fazem parte o Homem de Ferro e Thor. Quando o chefe de Rogers, Nick Fury (Samuel L. Jackson), sofre um atentado que o deixa à beira da morte, a situação se complica. O Capitão América, acompanhado da Viúva Negra (Scarlett Johansson), segue, então, no objetivo de encontrar os responsáveis pelos estragos. O humor dá as caras timidamente e as boas cenas de ação se resumem a três ou quatro. Diretores de Dois É Bom, Três É Demais (2005), os irmãos Anthony e Joe Russo são especializados em diálogos azeitados e nota-se neste novo trabalho uma tendência para a falação, por vezes excessiva. Estreou em 10/4/2014.
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  • O cinema americano tem muitos filmes com história semelhante à de Confa em Mim. No suspense, Mari (Fernanda Machado) quer provar para o chefe e para si mesma que pode ser uma ótima cozinheira. Insegura, ela atua como coadjuvante em um restaurante e dedica-se, exclusivamente, ao trabalho. Tudo muda quando conhece o galanteador Caio (Mateus Solano) numa degustação de vinhos. Esse rapaz de boa estampa é gentil e romântico, além de parecer ser um empresário endinheirado. Mari se entrega ao novo namorado convidando-o, inclusive, a morar em sua casa. Caio conhece as qualidades culinárias da amada e insiste para que a moça tenha o próprio negócio. Ela topa. Segue-se uma reviravolta de deixar a protagonista intrigada e... melhor parar por aqui. Em sua estreia no longa-metragem, Michel Tikhomiroff, filho de João Daniel Tikhomiroff (Besouro), não alça voo alto nem renova o gênero, mas faz a lição de casa direito. Está apoiado em elenco convincente, produção caprichada e, entre situações previsíveis, segura o clima de mistério. Estreou em 10/4/2014.
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  • Às vezes confundida com o cinema americano ou mesmo com o francês, a produção do Canadá possui representantes importantes, a exemplo de David Cronenberg, Denys Arcand e Xavier Dolan. Trabalhos desses diretores integram a mostra Tão Longe, Tão Perto — O Cinema Canadense, que tem início na quarta (16/4/2014) no Centro Cultural Banco do Brasil. Está programada a exibição de quinze longas-metragens até 4 de maio. Além de Cronenberg (Cosmópolis), Arcand (Jesus de Montreal) e Dolan (Eu Matei Minha Mãe), o ciclo traz uma fita inédita, Waydowntown, de Gary Burns, escolhido o melhor filme canadense no Festival Internacional de Toronto, em 2000. Uma das pedidas mais atraentes é o drama Incêndios, vibrante adaptação da peça de Wadji Mouawad. A trama enfoca quarenta anos de história em tempos distintos e flagra o interesse de dois irmãos em saber a trajetória da mãe libanesa, interpretada por Lubna Azabal. Está agendado para quinta (17/4), às 19h.
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  • Nada se sabe a respeito do personagem de Robert Redford neste drama que, infelizmente, recebeu uma solitária indicação ao Oscar (de melhor edição de som). Depois que seu veleiro se choca com um contêiner à deriva no mar, este homem tenta remendar o estrago no casco. Não demora para uma tempestade deixá-lo em pânico. Embora incansável na luta pela sobrevivência, ele vai percebendo que as forças estão chegando ao fim. Com apenas um magnífico ator e formidáveis sequências rodadas no oceano, o segundo longa-metragem de J.C. Chandor (do pouco visto Margin Call) jamais cai na monotonia. O desfecho de dupla interpretação dá um sabor extra à essa angustiante saga intimista. Estreou em 7/3/2014.
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  • A Mostra Marcas da Memória apresentará 3 filmes que abordam a Ditadura Civil Militar na América Latina. Dias 24, 25 e 26/11/2014. Confira a programação: Segunda, 24 de novembro 18h - 500 – Os Bebês Roubados Pela Ditadura Argentina (2014), de Alexandre Valenti O filme conta a história das Avós de Praça de Maio na luta contra os arbítrios das ditaduras instaladas na América Latina e a favor da democracia, mostrando, inclusive, os reencontros dos netos com suas avós e familiares. Terça, 25 de novembro 18h - Militares da Democracia (2014), de Sílvio Tendler O documentário resgata, através de depoimentos e registros de arquivos, as memórias repudiadas, sufocadas e despercebidas dos combatentes perseguidos, cassados, torturados e mortos, por defenderem a ordem constitucional e uma sociedade livre e democrática. Quarta, 26 de novembro 18h - Eu Me Lembro (2012), de Luiz Fernando Lobo Um documentário sobre os cinco anos do projeto Caravanas da Anistia, que reconstrói a luta dos perseguidos por reparação, memória, verdade e justiça, com imagens de arquivo e de entrevistas.
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  • A mostra Extreme Cinema — O Cinema Contemporâneo de Transgressão é para estômagos fortes. Cenas de violência, sexo e realismo sem filtro são vistas em algumas das dezessete produções em cartaz a partir de terça (15/4/2014) no Centro Cultural São Paulo. O ciclo, que inclui cinco longas-metragens inéditos no Brasil, tem como foco a estética perturbadora de cineastas como Lars von Trier, Michael Haneke e Gaspar Noé. Esse último dirige Irreversível, com exibição no sábado (19/4), às 17h. Narrada de trás para a frente, a trama traz dois amigos em busca de vingança no submundo de Paris. Eles procuram o homem que teria estuprado Alex (Monica Bellucci). Até 30/4/2014.
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  • Oito longas de diversos gêneros integram o circuito
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  • Ouvidos moucos

    Atualizado em: 11.Abr.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO