Exposições

Mostra revisita trinta anos da Bienal de São Paulo

O curador Paulo Venancio Filho selecionou 250 obras em um universo de quase 6 000 opções. Entre os artistas estão Hélio Oiticica, Mira Schendel e Lygia Clark

Por: Bruna Ribeiro - Atualizado em

30 x bienal - Mira Schendel
'Ondas Paradas da Probabilidade', de Mira Schendel, 1969: instalação integra a mostra '30 x bienal' (Foto: Bruna Ribeiro)

Trinta anos da Bienal de São Paulo em 250 obras de 111 artistas. Em cartaz até 8 de dezembro, a exposição 30 x bienal é uma retrospectiva da produção artística brasileira desde 1951. Estão ali a abstração geométrica, o concretismo, a arte pop e a Geração 80. 

O curador Paulo Venancio Filho escolheu as criações em um universo de 5 870 opções. "Pensei que a mostra teria de inventar um imaginário entre a Bienal e a história do país. Essa seleção poderia facilmente compor um museu de arte brasileira, que ainda não existe", afirma. 

30 x bienal - curador Venancio Filho
Curador Venancio Filho em frente à 'Escada Inexplicável 3', de Regina Silveira, 1990 (Foto: Bruna Ribeiro)

As obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Oswaldo Goeldi e outros foram emprestadas de instituições e colecionadores. Nem todas são as originais, entretanto. "Quando não foi possível encontrar exatamente as mesmas criações, procurei similares", comenta Venancio Filho. "Mas todos os artistas estiveram aqui." 

Sem cronologia delimitada, a montagem propõe que os visitantes fiquem livres para apreciá-la de forma contínua. Apenas o mais antigo e abstrato foi reunido em uma sala climatizada, no último andar. 

De Mira Schendel, Ondas Paradas da Probabilidade chama a atenção. Uma chuva de fios de náilon traz a sensação de que se está nas nuvens. Na parede, uma passagem bíblica reforça a impressão (leia o texto abaixo). A série de pinturas Metaesquema, de Hélio Oiticica, e a instalação Trepante, de Lygia Clark tampouco passam desapercebidas. 

30 x bienal - Ondas Paradas da Probabilidade, de Mira Schendel
(Foto: Bruna Ribeiro)

Do lado de fora está a única obra interativa da exposição. Repressão Outra Vez - Eis o Saldo, de Antonio Manuel, propõe que o frequentador puxe cordas para ter acesso a capas fictícias de jornal. Criada em 1968, é uma reunião de notícias que não foram divulgadas pela imprensa.

Confira na galeria abaixo essas e outras importantes obras, na opinião do curador:

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Veja também fotos históricas dos trinta anos da Bienal:

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Fonte: VEJA SÃO PAULO