Teatro

3 perguntas para... Mônica Martelli

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

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Atriz Mônica Martelli protagoniza trapalhadas de solteirona inspiradas em sua experiência pessoal (Foto: Lívio Campos)

Entre abril de 2007 e março de 2009, 180 000 paulistanos aplaudiram a atriz Mônica Martelli, de 41 anos, no monólogo cômico ‘Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou!’ De volta à cidade, ela protagoniza trapalhadas de uma solteirona inspiradas em sua experiência pessoal. Hoje casada e mãe de uma menina de 7 meses, Mônica reconhece que sua vida é outra.

Como continuar com uma peça sobre uma vivência pessoal em uma fase tão diferente? É um desafio muito maior como atriz e acho que estou fazendo melhor. A Fernanda, aquela mulher louca para arrumar um marido que criei em 2004, não tem mais nada de mim. Casei-me há seis anos e, em setembro, nasceu a Júlia. Já está chegando a hora de eu fazer uma peça sobre os conflitos de uma mulher casada (risos).

Até agora você estava como mãe em tempo integral? Parei com o espetáculo aos seis meses de gravidez e passei o resto do tempo caminhando na praia, fazendo exercícios e dormindo muito, coisa que não faço mais. Quando tenho cinco horas seguidas de sono já me sinto privilegiada (risos). Depois do nascimento da minha filha fiz umas poucas apresentações no Rio e em Niterói. Agora é a primeira temporada, a primeira vez que ela entra em um avião, com babá e tudo mais. Mas nós duas precisamos pegar o ritmo. Em julho, começo a gravar a novela ‘Ti-Ti-Ti’, e aí a rotina muda mesmo.

Você conquistou certa estabilidade com o espetáculo e poderia ficar só com ele por mais tempo. Por que fazer novela? Não posso me dar ao luxo de recusar um bom trabalho, não tenho essa cancha. Participar de uma novela escrita por Maria Adelaide Amaral significa uma honra. E minha filha vai estar com 10 meses. Até hoje, eu curti cada momento dela. Pode pegar fogo no mundo que meu melhor programa é estar ao seu lado. Mas ela vai crescer sabendo que o trabalho também é muito importante para a mãe dela.

Fonte: VEJA SÃO PAULO