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3 perguntas para... Mallu Magalhães

Cursando o último ano do ensino médio pela manhã, a estrelinha ensaia à tarde e faz shows à noite — como o de sexta (19), no Auditório Ibirapuera

Por: Pedro Ivo Dubra - Atualizado em

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Mallu Magalhães lança seu segundo disco e divide palco com o namorado, Marcelo Camelo (Foto: João Wainer)

Nascida em 29 de agosto de 1992, Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães, a Mallu Magalhães, virou uma febre na internet. Aos 15 anos ganhou notoriedade ao propagar canções com uma pegada folk pelo site MySpace. Cursando o último ano do ensino médio pela manhã, a estrelinha ensaia à tarde e faz shows à noite — como o de sexta (19), no Auditório Ibirapuera. Querida pelo público alternativo, ela lança seu segundo disco, batizado simplesmente de Mallu Magalhães, e divide o palco com o namorado, Marcelo Camelo, entre outros convidados.

O seu primeiro CD tinha só duas músicas em português e o novo álbum traz seis faixas. Por que a mudança? Eu me acho mais segura e amadurecida. O português parecia muito rude e direto para mim. Em inglês, era como se usasse uma máscara. Agora sinto coragem de dizer coisas mais íntimas na minha língua nativa. E tenho ouvido mais música brasileira. Vinicius de Moraes, Chico, Tom. É uma nova atmosfera.

Como está a sua rotina escolar? No ano passado, estive mais distante. Andei tirando nota baixa, mudei muito de colégio e passei por uma fase em que achava a escola uma palhaçada. Resolvi me organizar para poder retomar. Sentia carência de um conteúdo mais forte. Gosto de gramática e literatura. Biologia, não; me assusta um pouco esse papo de vírus, bactéria, acho esquisito. Já pensei em entrar para a faculdade de moda, mas fiz uns cursos livres e acho que vou continuar com eles.

Marcelo Camelo, seu namorado, é do Rio. Ele se adaptou a São Paulo? O Marcelo é um grande companheiro e entendo as dificuldades dele. A cidade tem coisas hostis para um carioca: há barulho, o ar é poluído e faltam referências naturais como o mar. Lá é mais colorido, mas aqui ele fica perto de mim.

Fonte: VEJA SÃO PAULO