Bairros

25 motivos para amar o Bixiga

Bairro na região central da cidade concentra cantinas italianas e um corredor cultural formado por vários teatros

Por: Rogério Dias - Atualizado em

Bixiga
Bixiga: bairro fundado por imigrantes italianos (Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)

Formado por imigrantes italianos, o Bixiga ganhou importância história e turística graças às suas cantinas, às festas de rua e a um intenso corredor cultural. Mas não é só de massas da 'mamma' que vive o bairro. Por ali, estão alguns dos principais teatros da cidade, como o Oficina e o Sérgio Cardoso. Os roqueiros também têm vez, com o veterano Café Piu Piu. Selecionamos 25 dicas para mostrar o que o bairro tem de melhor.

1. O Teatro Sérgio Cardoso é um dos mais tradicionais da cidade e tem capacidade para 856 pessoas.

2. Fundado em 1958, o Teatro Oficina instalou-se no edifício da Rua Jaceguai em 1960, antes ainda do retalhamento do bairro do Bexiga pelo Minhocão. Tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal, Estadual e Nacional, o Oficina luta desde 1980 para impedir a verticalização do bairro. O atual prédio foi concebido pela mesma arquiteta que desenhou o Masp, a italiana Lina Bo Bardi. 

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3. Teatro Ruth Escobar foi inaugurado em 1963. Atualmente, tem três salas de espetáculo: Gil Vicente, Myrian Muniz e Dina Sfat. Também conta com um bar e uma livraria.

4. Projeto por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, o Teatro Maria Della Costa já foi dirigido por um dos principais atores do país, Raul Cortez.

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5. O Café Piu Piu está há mais de trinta anos com as portas abertas, promovendo animadas noites de rock'n roll.

café piu piu
Pista do Café Piu Piu: casa cheia para ver shows ao vivo (Foto: Jéssica Zambon)

6. Instalado no número 152 da Rua Treze de Maio, o The Wall Café atrai os fãs de rock clássico que curtem bandas ao vivo. 

7. Entre um petisco e um gole de cerveja, a clientela do bar Ludus se diverte com mais de 900 opções de jogos de tabuleiro, como War, Detetive e Banco Imobiliário.

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8. Reduto de algumas tradicionais cantinas, a Rua Treze de Maio ganhou mais um restaurante no fim do ano passado. Entre os sócios do Jamile está o chef Henrique Fogaça, jurado do programa MasterChef, da Band. 

9. O Rancho Nordestino funciona servindo as delícias da cozinha nordestina. Há grande variedade de pratos quentes e doces típicos. 

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10. O Capuano, conhecido como o mais antigo da cidade, exibe, logo na entrada, uma faixa branca na qual se lê: “A cantina mais antiga em funcionamento ininterrupto de São Paulo”. Ao entrar no salão de piso frio e paredes e teto revestidos de madeira e escolher sua mesa, aceite o couvert de linguiça curada, sardela, berinjela, pão italiano e azeitona preta. Vale a pena conferir!

11. A cantina italiana C… que Sabe! foi uma das primeiras de São Paulo, inaugurada em 1931 no tradicional bairro italiano do Bixiga. Logo na entrada, uma enorme exposição de fotos dos donos com os famosos que já passaram por lá. Dentro da cantina, o ambiente é aconchegante e tudo remete à história da casa e às origens na Itália. Uma dupla de violeiro e cantor passa de mesa em mesa cantando tarantelas, músicas românticas, boleros e o que mais os clientes quiserem.

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Ambiente da cantina C… que Sabe! (Foto: Divulgação)

12. Fundado em 1983, o Amigo Gianotti é decorado com peças antigas e serve especialidades italianíssimas em ambiente animado. 

13. Considerado o rodízio de massas mais tradicional de São Paulo, a Conchetta Cantina reúne cardápio italiano em salão simples e repleto de quadros que contam histórias do local e do bairro. 

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14. A Cantina Montechiaro foi fundada em 1974 por Raimundo Franco de Oliveira, filho de italianos e portugueses da região de Águas de Lindóia, em São Paulo. A casa até hoje é dirigida por ele, juntamente com sua esposa e filho. 

15. Com entrada gratuita, a Festa de Nossa Senhora da Achiropita acontece todos os anos e este ano terá 89ª edição (marcada para os finais de semana do dia 1º a 30 de agosto). O evento gastronômico recebe cerca de 250 000 pessoas (20 000 por noite) dispostas a aproveitar o melhor da culinária, dança e música italiana.

Festa da Achiropita
Festa da Achiropita, tradicional evento no Bixiga (Foto: Marcus Oliveira)

16. Desde 1982, a Feira de Antiguidades do Bixiga, na Praça Dom Orione, reúne um pouco de tudo. É possível encontrar móveis de época, livros, discos e câmeras fotográficas, por exemplo. Tem também um espaço dedicado aos brechós. Funciona aos domingos, das 8h às 18h.

17. Localizado na Rua dos Ingleses, número 118, o Museu Memórias do Bixiga, foi aberto em 1981 e concebido pelo "promoter" maior do bairro, o agitador cultural Armandinho Puglisi e apresenta objetos que contam a história dos imigrantes italianos na região. Além disso, o acervo é formado por 8 000 fotografias e 1 500 itens no acervo, inclusive objetos de Adoniran Barbosa. 

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18. O Museu dos Óculos, instalado em um casarão construído em 1918, reúne acervo com 700 peças que contam a história dos óculos. Há modelos raros, como os de uma coleção chinesa do século XVIII. Há outros que perteceram a personalidades, como Jô Soares, Regina Duarte, Elis Regina.

Museu dos Óculos
Fachada do Museus dos Óculos (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

19. A Vai-Vai, uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade, nasceu no Bixiga há 86 anos.

20. O Espaço Cultural Pinho de Riga, aberto em outubro de 2015, recuperou um espaço que estava praticamente abandonado. Ali, há apresentações teatrais e exposições.

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21. O Espaço Cultural Latino Americano, localizado na Rua Abolição, 244, representa a integração da cultura latino-americana e conta com atividades musicais, cine clube entre outros.

22. Um das construções mais extravagantes da cidade está localizada no bairro: a Vila Itororó. Construída pelo tecelão português Francisco de Castro em 1922, ficou conhecida, já na época, como Casa Surrealista. Apesar de tombado pelo conselho municipal de patrimônio histórico, a Vila Itororó já foi um dos vários cortiços deteriorados do Bixiga. Uma reforma proposta foi iniciada em 2014, porém não está terminada.

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23. A famosa Escadaria do Bixiga, que une a parte baixa do bairro à alta, fica na Rua dos Ingleses, dando acesso por um lado ao Museu dos Óculos, Museu Memória do Bixiga e Teatro Ruth Escobar, e do outro às famosas cantinas italianas e feira de antiguidades. A escadaria já foi palco de muitos filmes e peças publicitárias.

24. A Casa de Dona Yayá é conhecida por ser uma das primeiras chácaras do Bixiga. Pertence ao patrimônio da USP desde 1972 e hoje sedia a Comissão do Patrimônio Cultural da USP, que o transformou em um centro cultural principalmente musical, após cuidadosa restauração.

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25. Tombados pelo conselho municipal de patrimônio histórico como de preservação integral, os Arcos da Rua Jandaia, conhecidos também como Arcos do Jânio, situa-se sobre a 23 de Maio. A obra foi descoberta quando a prefeitura demoliu as edificações que ali havia. Historiadores afirmam que tenha sido construído no século XIX para proteção contra enchentes. Os Arcos da Rua Jandaia receberam grafites em fevereiro de 2015.

Fonte: VEJA SÃO PAULO