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25 motivos para amar a Vila Madalena

De estúdios de yoga a casas de samba, passando pelos famosos bares e restaurantes: tem de tudo no bairro mais badalado da Zona Oeste

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Vila Madalena
Cruzamento das ruas Aspicuelta e Mourato Coelho: coração da Vila Madalena (Foto: Raimundo Pacco/Folhapress)

Boemia, badalação e modernidade são a cara da Vila Madalena, que atrai desde os descolados da Mercearia São Pedro até os arrumadinhos do Boteco São Bento. Mas o bairro é muito mais que vida noturna: tem ótimas padarias, lojas de roupa, uma feira livre aos sábados e muitas galerias de arte. Confira uma lista com 25 motivos para amar essa região: 

1. Desmembrada de Pinheiros, a Vila Madalena era conhecida no início do século 20 como Vila dos Farrapos - diz-se que por atrair pessoas de menor poder aquisitivo em busca de casas mais baratas. O atual nome do bairro teria sido dado por um fazendeiro que, ao lotear a região, nomeou cada pedaço em homenagem às filhas: Madalena, Ida e Beatriz (as duas últimas são bairros vizinhos).

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2. A conhecida vocação boêmia da Vila Madalena nasceu em meados dos anos 1970, quando universitários e professores foram morar no bairro, atraídos pela proximidade com a USP

3. Inaugurada em 1998, a Estação Vila Madalena da Linha 2-Verde geralmente tem um movimento tranquilo. Recebe cerca de 28 000 passageiros diariamente, fluxo quatro vezes menor do que é visto todos os dias na Consolação, por exemplo. 

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4. Os recém-chegados logo se encantam pelos nomes criativos das ruas do bairro: Purpurina, Harmonia, Girassol e Fidalga são alguns exemplos. "Denominação de origem popular (atribuída pelos primeiros moradores ou pelo loteador do bairro), teve como sentido a atribuição de uma qualidade, ou seja, a uma afinidade que unia os moradores", é o que informa o Dicionário de Ruas da prefeitura de São Paulo sobre a simpática Rua Simpatia, na Vila Madalena.

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5. Apesar de ser conhecida pela vida noturna, quem quiser começar o dia na Vila Madalena tem bastante opção de padarias que rendem um bom café da manhã: Le Pain Quotidien, DeliParis, Villa Grano e St. Etienne, para ficar nas mais famosas. 

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O salão da Le Pain Quotidien: vitrine tentadora (Foto: Fernando Moraes)

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6. A Vila Madalena também pode ser zen, vide o grande número de estúdios de yoga no bairro: Espaço Girassol, Yoga Mitra, Hot Yoga São Paulo, Espaço Soma, Studio Iyengar Yoga, Yoga Lab, Gam Yoga, entre outros. 

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7. Para quem não sabe, também dá para aproveitar a noite fora do "miolo" da Vila, ou seja, sem passar por aqueles dois quarteirões da Rua Aspicuelta (entre Fidalga e Mourato Coelho) que concentram 99% do burburinho. Bares como o Sabiá e o Canto Madalena reinam absolutos em seus quarteirões, sem sinal de muvuca. O Tribunal, o Genial e o Bar do Sacha também estão em pedaços mais silenciosos. A Mercearia São Pedro, na pacata Rua Rodésia, está ainda mais afastada do circuito tradicional, mas fica tão lotada que também já virou sinônimo de badalação. 

Canto Madalena
Prato servido no Canto Madalena (Foto: Sophia Braun)

8. Agora, quem realmente quer estar onde o povo está deve se dirigir para as imediações da Rua Aspicuelta e fazer check-in em lugares como o Quitandinha, Posto 6, Cervejaria Patriarca e Coutinho. São os lugares que ficaram famosos pela grande aglomeração de gente pós-jogos da Copa e também durante o Carnaval. 

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9. É cada dia mais difícil encontrar um lugar em São Paulo para matar a fome na madrugada, ou pelo menos um bar que funcione até tarde. Na Vila Madalena tem: é o Filial, que mima seus clientes fritando deliciosas coxinhas e servindo um belo caldinho de feijão com pão francês até 4 da madrugada, com chorinho (de chopp e de horário) até 5 da manhã nas noites mais animadas. 

Copa de Petiscos - Bolinho de arroz
Bolinho de arroz do Filial: tentação na madrugada (Foto: Ivan Altman)

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10. Os apreciadores de cerveja artesanal têm vez no bairro, mesmo com o fechamento do tradicional Melograno. O Aé Sagarana oferece carta diversificada e ótimos petiscos. De Bruer e São Paulo Tap House têm outros tantos rótulos. Também dá para comprar sua ale preferida no Mestre Cervejeiro e beber em casa. 

11. Para ticar da lista um ponto turístico da cidade, é preciso conferir os grafites e tirar muitas fotos para o Instagram no Beco do Batman. E, se você gosta mesmo de artes plásticas, precisa incluir no passeio as galerias Raquel Arnaud, Millan, Fortes Villaça e Choque Cultural, todas no bairro. 

Beco do Batman
Beco do Batman é conhecido ponto para apreciação de grafites (Foto: Madalena Leles)

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12. Vegetarianos se esbaldam no Banana Verde, no Cereal Brasil e no Maha Mantra. E mais saudável ainda é conferir os orgânicos do Instituto Chão e os produtos naturebas da Alternativa Casa do Natural.

13. Os fãs de samba também batem ponto na Vila, geralmente no Ó do Borogodó, Bar Samba, Pau Brasil, Roda Viva e, claro, na sede da escola de samba Pérola Negra

14. Ainda no quesito música, os melhores shows de artistas nacionais e bandas iniciantes costumam acontecer nos vizinhos Centro Cultural Rio VerdePuxadinho da Praça

15. Mas se o seu negócio é ouvir um jazz, tudo bem. Aposte no Madeleine ou no Piratininga

Bar Piratininga: indicado para casais de namorados
Bar Piratininga: indicado para casais de namorados (Foto: Mario Rodrigues)

16. Nenhum hotel tradicional está instalado na Vila Madalena. Por outro lado, há muitos albergues como Giramondo, Alice, Sampa Hostel, Ô de Casa, Hostel Brasil Boutique, entre outros. 

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17. Os cozinheiros de plantão não perdem a feira livre da Rua Mourato Coelho todo sábado. São 136 bancas de frutas, verduras, grãos, temperos, queijos, sucos e, claro, muito pastel e caldo de cana. 

18. Uma loja dedicada somente aos queijos? A Queijaria. E o melhor pão de queijo da cidade, feito com queijo da Serra da Canastra? Lá da Venda

A Queijaria
A Queijaria: loja especializada em laticínios nacionais (Foto: Fernando Moraes)

19. Que bairro teria não um, mas dois bares dedicados especialmente às empanadas? Tanto no Bar do Seu Zé quanto no Empanadas, o melhor acompanhamento é a cerveja.

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20. Os apreciadores de guloseimas fazem filas na Baccio de Latte, sentam ao ar livre na gelateria italiana Stuzzi, comem muitas fatias de bolo na Amor aos Pedaços e se deliciam com os chocolates de Marília Zylbersztajn.

Confeitaria Marilia Zylbersztajn
Guloseimas feitas na confeitaria Marília Zylbersztajn (Foto: Mario Rodrigues)

21. Shopping center não faz falta na Vila, que reúne lojas de grandes marcas e muita produção artesanal. Farm, Hering, Coletivo Purpurina, Tess, Fernanda Yamamoto, Laiá Shoes, CAS, TNG, King 55 e Luiza Perea são apenas alguns exemplos de onde se pode comprar roupas, sapatos e acessórios por ali. 

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22. Trata-se de um bairro de vencedores. A melhor pizzaria da cidade, eleita pelo Comer&Beber 2015, é a Carlos Pizza, na Rua Harmonia. O melhor café segundo os críticos de VEJA SÃO PAULO é o Coffee Lab e a carta de drinques mais sensacional da metrópole fica no charmoso SubAstor. O hambúrguer campeão está no 12 Burguer e Bistrô - e, na categoria bom e barato, ganhou o Bullguer, que recentemente abriu sua filial na Vila. O chef revelação do ano, Ivan Ralston, comanda as panelas do Tuju, na Fradique Coutinho. 

Carlos Pizza
Cobertura de escarola, mussarela, parmesão, limão-siciliano e nozes da Carlos Pizza (Foto: Mario Rodrigues)

23. Para dar a volta ao mundo sem sair da Vila Madalena basta almoçar as carnes argentinas do Martín Fierro, tapear no espanhol Venga!, jantar no marroquino Tanger e terminar com delícias libanesas no Saj. Também dá para mandar um hot dog alemão no Imbiss

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24. Por causa do Peixaria Bar e Venda, a Vila Madalena está mais perto do mar: é um dos raros lugares (talvez o único) em São Paulo onde você escolhe o peixe fresco na vitrine, come empadinha de siri, degusta pastel de polvo e senta em cadeiras de praia. 

Peixaria Bar e Venda
Peixaria: amplo salão agradável e colorido (Foto: Mario Rodrigues)

25. O evento anual que fecha as ruas do bairro não é o Carnaval, não. É a Feira de Artes da Vila Madalena, que geralmente acontece no segundo semestre e tem muitas barraquinhas de comida, artesanato e shows. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO