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25 motivos para amar a Avenida Paulista

Da época dos barões aos prédios modernos, saiba por que a via tem o merecido título de cartão-postal da capital

Por: Veja São Paulo

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Construída para ser o endereço das mansões dos barões do café, a Avenida Paulista, projetada pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, foi inaugurada em 8 de dezembro de 1891. Com o tempo,  os imponentes casarões deram espaço aos edifícios modernos, mas não perdeu o seu charme. A via, onde está a sede de grandes empresas e bancos, tornou-se um marco financeiro e turístico da capital. O título de cartão-postal da cidade, mais do que merecido, é justificado abaixo em 25 motivos.

 

1.  Casas das Rosas -  Quer ter a sensação de voltar à época dos casarões da Avenida Paulista? Não deixe de visitar o centro cultural, uma relíquia projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo para abrigar seus herdeiros. A construção teve início em 1928 e foi concluída em 1935. A casa foi habitada até 1985. Hoje, é um espaço com uma extensa programação de literatura, teatro e música.

2.  Parque Trianon - No meio do mar de concreto, uma área verde de 48 600 metros quadrados é um convite para relaxar em umas das áreas mais movimentadas da cidade. Aproveite o contato com uma densa flora remanescente da Mata Atlântica, cheia de cedros-rosa, sapucaias, araribás, guaraiuvas e também algumas espécies exóticas.

3. Masp -  No interior de seus 11 000 metros quadrados distribuídos em cinco pavimentos, o museu guarda  obras de  Rafael, Goya, El Greco, Van Gogh e Anita Malfatti , apenas cinco dos admiráveis nomes da história da arte que fazem parte do acervo. Há sempre exposições temporárias que valem a visita. Mas não é só. Mesmo quem não entra no espaço da arte ainda tem muito o que aproveitar por ali: o vão livre, a feirinha de antiguidades aos domingos e o restaurante Uni, que fica no subsolo.

Masp
Masp, construção modernista do final da década de 1940 (Foto: Divulgação)

4. Itaú Cultural - O espaço abriga exposições, peças de teatro, shows, seminários, apresentações literárias, palestras e cursos.. Em suas mostras, além do acompanhamento dos guias, há a opção de realizar um tour em vídeo com o auxílio de um iPod. As imagens contêm explicações sobre todas as salas em português, em inglês ou em libras.

5. Reserva Cultural - O complexo reúne num só lugar teatro e cinema de rua. O forte por ali são os filmes que passam longe do circuito comercial, com uma programação na qual predominam as produções francesas. Outro motivo para visitar o número 900 da Avenida Paulista é o café Pain de France, instalado no local.

Reserva Cultural
Reserva Cultural: cinema tem um restaurante e um café para o espectador se distrair antes da sessão (Foto: Divulgação)

6.  Belas Artes - Para a alegria geral dos amantes de cinema, o Belas Artes, que encerrou suas atividades em 2011 após 68 anos, reabriu no dia 19 de julho. Agora oficialmente nomeado de Caixa Belas Artes, o espaço tem seis salas com capacidade total para 1 050 espectadores. É só virar a esquina da Consolação para chegar ao local.

7. Conjunto Nacional - Ícone da Avenida Paulista, a galeria inaugurada em 1957 é ponto de parada obrigatório para os amantes da literatura que podem passar horas na Livraria Cultura, que ocupa 4 300 metros quadrados do prédio.  No local, ainda tem cinema e o Teatro Eva Herz, que fazem parte do complexo da Livraria Cultura.

8. Parque Mario Covas - A pequena área verde de 5 396 metros quadrados era o jardim de uma casa demolida em 1972.  Por ali há um bosque e árvores, como  abacateiro, cafeeiro, cedro e pinheiro.  É um convite para relaxar.

9. Praça do Ciclista - É o nome dado ao canteiro central da Avenida Paulista, entre as ruas Bela Cintra e Consolação.  Desde 2002, o local virou ponto de encontro dos participantes da Bicicletada. Toda última sexta-feira do mês eles se reúnem por lá para incentivar o uso da bicicleta na cidade.

10. Fnac - Tecnologia, filmes, música e livros podem ser encontrados na loja de departamento francesa.  Tudo num só lugar. Há muitos itens dedicados à arte e ao cinema. Tente sair de lá sem comprar nada.

 

11. Shoppings -  Quer fazer compras? Os centros de compra Center  3 e Pátio Paulista são as opções na região. Vale lembrar que no domingo no Shopping Center 3 boa parte dos expositores da Feira de Artes da Benedito Calixto também expõe seus produtos por lá.

12. Bella Paulista - A padaria é o local para marcar um café de negócios e também para matar a fome após a balada. Com funcionamento 24 horas, o estabelecimento serve sempre um cardápio variado dia e noite. 

13. Skatistas - Depois que os engravatados que trabalham no escritórios se vão, a Avenida Paulista é tomada por skatistas que usam ruas e calçadas para sua manobras. As escadarias do Banco Central é o ponto de maior concentração dos praticantes do esporte.

14. Riviera Bar - Clássico da noite paulista, o bar está de volta. Localizado na esquina da Rua da Consolação com a Paulista, o local agora está sob o comando do empresário Facundo Guerra e do chef Alex Atala. No térreo, um sinuoso balcão vermelho recebe um público eclético que vai de jovens de 20 e poucos anos a coroas que frequentavam o espaço outrora. Uma escada curva leva ao salão superior, onde costuma rolar música ao vivo de sexta a sábado.

Riviera Bar - O Mercado
Riviera: de filé-mignon à milanesa com tomate, rúcula e alioli (Foto: Divulgação)

15. Spot -  A menos de um quarteirão da Avenida Paulista, o Spot faz sucesso há vinte anos. No almoço, executivos tomam as mesas para apreciar a culinária contemporânea. À noite, o agito de artistas e do público moderno dominam  o belo ambiente.  

16. Alaska -  Pertinho da avenida, a sorveteria Alaska, fundada em 1910, é um dos clássicos da capital.  Seus sorvetes têm a massa mais compacta, como mandava a receita de antigamente, mas nem por isso são menos saborosos. Desde 1972, a casa está sob comando do português Lino Seabra.

17. Artistas de rua -  Impossível andar pela avenida e não ter a atenção despertada pela apresentação de um artista de rua.  Ao longo de seus quase três quilômetros instrumentistas, cantores, bailarinos e bandas fazem shows, arrancam aplausos e passam o chapéu.

 

18. Estrangeiros - O mundo se encontra na Avenida Paulista. Como um dos cartões-postais da cidade, estrangeiros de várias partes do globo perambulam por ali diariamente. Mas não é só isso. Na avenida e em suas imediações, estão localizadas a embaixada de diversas nações, como Argentina, Iraque, Egito, Japão, Armênia, Austrália e  Índia.

19. Fast Fashion - Grandes lojas que vendem acessórios e roupas, como Renner, Marisa e Riachuelo, marcam presença na via com vitrines caprichadas.

20. Parada Gay -  Realizada desde 1997 na Avenida Paulista, a Parada Gay já é um dos eventos que mais atraem turistas a São Paulo.  Em 2014, a Polícia Militar estimou que 100 000 celebraram a diversidade.

21. Cenário de novela -  Toda e qualquer novela que se passe em São Paulo mostra imagens da Avenida Paulista. Em alguns folhetins, no entanto, o endereço ganhou papel de destaque, como em “A Rainha da Sucata”.  A fachada da mansão da família Figueroa era a lateral da Casa das Rosas. E o prédio de onde Laurinha Figueroa (Glória Menezes) se atirou ao fim da trama é o edifício do Tribunal Regional Federal.

22. Fiesp - A construção em forma de pirâmide da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é símbolo do poderio econômico da cidade.  No local, está o Teatro do Sesi e uma Galeria de Arte. Desde 2012, a fachada do prédio foi transformada em Galeria Digital onde são transmitidas obras interativas.

File - Fiesp prédio
Fachada iluminada da Fiesp, na Avenida Paulista (Foto: Divulgação)

23. Corrida de São Silvestre -  Uma das corridas mais importantes do atletismo, a corrida tem o seu pódio na Avenida Paulista. A chegada, no dia 31 de dezembro, é transmitida para o Brasil inteiro e para vários países do mundo.

24.  Paróquia São Luis Gonzaga - A Avenida Paulista é o cenário escolhido para o álbum de casamento de muitos noivos. Outros, no entanto, se casam ali mesmo na charmosa Paróquia São Luís Gonzaga , localizada no número 2738.

25. Rádio -  Sede de 17 emissoras de rádio, entre elas Jovem Pan e Tupi, a via detém praticamente 25% do dial FM da cidade. Mas. ironicamente, a região possui tantas antenas e sinais cruzados que fica praticamente impossível sintonizar alguma rádio por ali sem que haja interferência.

Fonte: VEJA SÃO PAULO