Rumo às férias

10 dicas para facilitar a vida dos viajantes em São Paulo

Truques para driblar o trânsito, economizar no trajeto e perder menos tempo na hora de ir para o aeroporto

Por: Abear - Atualizado em

Avião em voo
Avião pousa em Congonhas: paulistano está rodeado por três aeroportos estratégicos (Foto: iStock)

Viajar de avião ficou bem mais fácil nos últimos anos. Só no primeiro semestre de 2015, a tarifa dos voos domésticos caiu 18,3% em relação ao mesmo período de 2014, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Se considerarmos a última década, o preço das passagens despencou 40%.

Mas a facilidade não se restringe ao bolso. As empresas aéreas modernizam e personalizam seus serviços constantemente, o que gera viagens cada vez mais simples e confortáveis. Os aplicativos e totens de check-in instalados nos aeroportos, por exemplo, facilitam o autoatendimento e reduzem as filas. Os apps têm funcionalidades que avisam sobre atrasos e o trânsito no local e permitem que o próprio passageiro adiante seu voo ou troque a passagem.

O paulistano tem ainda a sorte de estar rodeado por três dos aeroportos mais estratégicos do país: Congonhas, na zona sul de São Paulo; Cumbica, em Guarulhos; e Viracopos, em Campinas. Mas sofre com os longos e estressantes caminhos que levam até eles.

Confira aqui uma lista de dicas para conseguir a melhor tarifa, contornar o trânsito, diminuir os gastos, otimizar o tempo do trajeto e, assim, fazer uma viagem aérea mais tranquila.

1. Pesquise muito antes de comprar o bilhete

Os preços das passagens aéreas sobem e descem diversas vezes ao longo do dia, de acordo com a oferta e a procura. Se a demanda está baixa e a data da viagem se aproxima, a tendência é que o preço caia. Por isso, antes de comprar, pesquise durante alguns dias para acompanhar a variação do preço e pagar menos. Voar em dias menos concorridos, como a terça ou a quarta-feira, e no meio de feriados, também é boa opção. Você ainda vai economizar se escolher os horários de menor procura: das 10h às 16h e no fim da noite ou na madrugada.

2. Faça o check-in no caminho

As companhias aéreas facilitaram o processo de check-in e muitas até já dispensam a apresentação do cartão de embarque impresso. Você pode fazer o check-in pelo celular enquanto está no ônibus ou no táxi, gerar o código de barras na tela e ir direto para o portão de embarque, sem complicações. Assim, estará mais tranquilo se o trânsito engrossar e atrasar a chegada ao aeroporto.

Passageiros em aeroporto
Terminal 3 de Cumbica: companhias permitem check-in até pelo celular (Foto: André Lessa)

3. Economize na bagagem

Para que o check-in antecipado realmente adiante a vida, procure levar apenas bagagem de mão, ou terá de entrar na fila para despachar as malas. Os passageiros podem levar até 5 quilos na bagagem de mão e despachar 23 quilos em voos nacionais, mas uma proposta da ANAC prevê o aumento do peso permitido na cabine de 5 para 10 quilos, e a desregulamentação da franquia de bagagem despachada.

Nos Estados Unidos e na Europa isso já acontece. Na maioria das companhias aéreas americanas, só a bagagem de mão é gratuita. Para despachar, o custo gira em torno de 25 dólares, mas há exceções. A Southwest, por exemplo, não cobra pelo despacho de dois volumes. Em algumas companhias europeias, uma mala de 20 quilos despachada na alta temporada pode custar mais de 40 euros (cerca de 150 reais).

No Brasil, as bagagens transportadas gratuitamente têm seu custo diluído na tarifa. Assim, quem voa sem malas paga pelos que viajam com mais bagagem.

4. Drible o trânsito

Congestionamentos são um dos grandes vilões da cidade de São Paulo. Mas existem formas de contornar o problema no caminho para o aeroporto. Uma delas é usar o transporte público. Dependendo do horário do voo, você encontrará linhas de metrô e trem lotadas, mas não ficará parado vendo o relógio andar.

Quem está próximo de uma estação da CPTM e precisa chegar em Congonhas, pode cortar caminho pegando um trem até a estação Berrini, na Marginal Pinheiros, e dali um táxi. A distância entre essa estação e o aeroporto é de 6 quilômetros. Outra opção é usar o metrô até a estação São Judas (linha 1-Azul), que fica a 5 quilômetros do aeroporto. Na saída da estação, estão um ponto de táxi e a parada dos ônibus que passam por Congonhas.

Se o destino é o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a melhor saída é chegar até a estação Tatuapé (linha 3-Vermelha), que agrega metrô e trens da CPTM.  Essa estação fica próxima das rodovias expressas que levam a Guarulhos, o que pode diminuir o tempo parado no trânsito. A partir dali, o caminho é pegar um táxi ou um ônibus que segue praticamente direto para o aeroporto.

5. Gaste menos com o táxi

Sair de São Paulo em direção ao Aeroporto de Cumbica implica o pagamento da chamada “taxa de retorno”, porque a corrida é considerada metropolitana (entre municípios). Mas alguns aplicativos de táxi aboliram essa taxa, de 50% sobre o valor da corrida. Pesquise os preços antes de contratar qualquer serviço de transporte.

6. Deixe o carro em estacionamentos próximos

Vale ir com seu carro até o aeroporto e deixá-lo em um estacionamento próximo pelo período da viagem? Em algumas ocasiões, vale sim.Faça as contas: em Guarulhos, as diárias nos estacionamentos em torno do aeroporto variam de R$ 10 a R$ 55. No estacionamento interno, entre R$ 40 e R$ 55, dependendo do terminal.

No Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a diária no estacionamento interno custa R$ 56. Nos arredores, entre R$ 10 e R$ 20. Já estacionar por um dia no pátio interno de Congonhas custa R$ 78. Em estacionamentos próximos, o valor médio cai para R$ 25.

Considerando a comodidade e os custos, deixar o carro nas redondezas do aeroporto pode ser uma boa opção, principalmente em viagens curtas, ou até nas mais longas, porque boa parte dos estacionamentos oferece desconto.

Para ajudar na decisão: o trajeto de ida e volta entre o centro de São Paulo e Cumbica pode custar entre R$ 200 e R$ 300 de táxi. Custa esse mesmo valor uma corrida só de ida para Campinas.

Alguns estacionamentos oferecem serviço de valet e levam seu carro até o desembarque. A maioria deles faz o transfer gratuito de passageiros para o aeroporto. Certifique-se de que há o serviço e quais são os intervalos de saída das vans, para se programar.

Aeroporto
Terminal 3 de Cumbica: ir do saguão até a área de embarque pode demorar 20 minutos (Foto: Mário Rodrigues)

7. Fique sempre de olho nas suas coisas

Você vai ao banheiro, almoça em uma lanchonete e faz compras nas lojas do aeroporto. Uma distração e a bagagem, cadê? Nunca tire o olho de suas coisas nesse vai e vem pelo aeroporto e cuide para não ficar de costas para malas e mochilas.

O local que reúne apenas viajantes é a área de embarque. Portanto, antes de passar pelo raio X, você está em um espaço público como outro qualquer. Os três aeroportos de São Paulo possuem vigilância constante, mas evitar dor de cabeça é bom para não estragar a viagem.

8. Confira o cartão de embarque com antecedência

Muita atenção ao terminal de onde sai seu voo. Confira o número antes de chegar ao aeroporto, para evitar atrasos. Em Guarulhos, por exemplo, o terminal 1 se conecta aos outros por uma linha de ônibus que opera de 15 em 15 minutos e cujo trajeto demora, em média, 10 minutos. 

9. Não dê bobeira antes de encontrar o portão

Os portões de embarque em aeroportos grandes ficam distantes uns dos outros, até no mesmo terminal. Se você não tem muito tempo antes do voo, é melhor passar pelo raio X, encontrar logo o portão e deixar para comer e ir ao banheiro no terminal. Uma caminhada do saguão de Cumbica até a área de embarque pode demorar uns 20 minutos. Antes de passar no raio X, já retire cinto, relógio, celular e peças que contenham partes metálicas. Isso evita filas e atrasos. 

10. Aproveite os serviços VIP

A bandeira do seu cartão de crédito pode lhe dar acesso a alguma sala VIP nos aeroportos. Os serviços nessas salas vão de Wi-Fi grátis a comidas e bebidas. Mas, atenção. Ao chegar, veja se os avisos do sistema de som são ouvidos dentro da sala e se o painel interno de voos está atualizado. Uma distração, e o voo sai, deixando você para trás.

Fonte: VEJA SÃO PAULO