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Guia do vinho: confira dicas de cursos, acessórios e rótulos

Só no ano passado, pelas gôndolas de lojas e supermercados foram distribuídos cerca de 35 milhões de garrafas trazidas do exterior

Arnaldo Lorençato, Giovana Romani e Helena Galante | 14.04.2010

Ville du Vin - Vinhos_2160

Ville du Vin: quatro endereços com 3 000 rótulos em cada um

Fernando Moraes

Cidade onde provavelmente se cultivaram algumas das primeiras uvas viníferas trazidas pelos colonizadores portugueses, São Paulo tem experimentado um formidável crescimento no consumo de vinhos. Só no ano passado, pelas gôndolas de lojas e supermercados foram distribuídos cerca de 35 milhões de garrafas trazidas do exterior, número que ganha significativo reforço com a produção nacional. Vieram disputar esse mercado com grandes empresas como Mistral, Vinci, World Wine e Expand dez novas importadoras, caso das pequenas CultVinho e Vinos y Vinos. Se é fácil desarrolhar a bebida, conservá-la adequadamente por um longo tempo pode ser um desafio. Felizmente, há a possibilidade de adquirir adegas climatizadas, escolhendo entre modelos produzidos por mais de vinte fabricantes.

O interesse pelo vinho é tão grande que fica difícil imaginar um restaurante gastronômico que não tenha sommelier e carta com etiquetas bem selecionadas. Levar uma garrafa de casa a um desses estabelecimentos deixou de ser um tabu. Basta pagar a taxa de rolha. Outra característica cosmopolita paulistana são os bons endereços que vendem tintos, brancos e espumantes em taças, alguns deles mantidos em equipamentos especiais. Também se multiplicam cursos para quem deseja se iniciar ou se especializar no tema.

A capital abriga ainda a maior feira do setor na América Latina. É a Expovinis, aberta ao público nos dias 28 e 29 deste mês. Quem visitar os estandes poderá conferir nada menos que 20 000 rótulos de países produtores tradicionais, caso de França, Itália, Espanha e Portugal, além dos vizinhos Chile e Argentina. Também conhecerá a produção de lugares inusitados, como Bolívia e Sérvia.

Confira abaixo dez dicas da bebida que conquistou o paulistano:


  • 1. Bons lugares para tomar vinho em taça

    Se até alguns anos atrás eram raros os endereços com serviço de vários vinhos em taça na cidade, hoje esse panorama mudou completamente. A bebida oferecida em doses pode ser encontrada em restaurantes e enotecas, onde muitas vezes é mantida em aparelhos especiais para não perder a qualidade. No Amadeus, por exemplo, há máquinas climatizadoras que conservam o vinho inalterado. O restaurante de pescados dispõe de mais de quinze rótulos servidos em doses de 30, 60 e 120 mililitros. Um equipamento semelhante, reunindo 48 tipos de rosé, tinto... » Leia mais

  • 2. Dicas para apreciar o vinho

    - Ao servir o vinho, evite ultrapassar o limite de um terço da taça. Assim, fica mais fácil manuseá-la. - Segure a taça pela haste e não pelo bojo. Dessa maneira, ela se mantém transparente, sem marcas de digitais, o que possibilita observar melhor a cor da bebida. - A quantidade menor de líquido permite que se façam mais facilmente movimentos circulares com a taça para aerar o vinho. Como resultado, ele se inunda de oxigênio e libera o álcool e aromas. - Para melhor identificar os sabores... » Leia mais

  • 3. Taxa de rolha: com que vinho eu vou?

    Quantas vezes você não comprou ou ganhou um vinho e pensou em desarrolhá-lo num restaurante, acompanhado de uma bela refeição? Dos 600 estabelecimentos recomendados por VEJA SÃO PAULO, 540 permitem trazer de casa sua garrafa especial. Trata-se de um serviço conhecido como taxa de rolha, que varia da isenção de cobrança a um valor de 100 reais. Essa taxa, além de cobrir eventuais quebras de taças, é uma forma de compensar a equipe, que terá, por exemplo, de colocar seu vinho branco ou espumante em um balde de... » Leia mais

  • 4. Consulte o sommelier antes de escolher o vinho

    Personagem cada vez mais indispensável em restaurantes de qualidade, o sommelier é o profissional incumbido de ajudar o cliente na escolha do vinho. Em certas situações, principalmente quando se tem pouco conhecimento da bebida, algumas pessoas se sentem inibidas de fazer perguntas a esse especialista. Deveria acontecer justamente o contrário. O profissional tem habilidade de explicar com clareza as características de cada rótulo para que se eleja o mais atraente, sem esquecer um item fundamental: o preço. Um dos sommeliers mais premiados do país, Manoel Beato, do Grupo... » Leia mais

  • 5. As novas importadoras de vinhos

    Empresas como Expand, Mistral, Interfood, Casa Flora, World Wine, Vinci e Grand Cru oferecem, juntas, perto de 10 000 rótulos de vinho. Às grandes, vieram se somar nos últimos tempos pelo menos dez novas importadoras. “Cada vez mais as pessoas estão procurando garrafas de boa qualidade”, diz Adilson Carvalhal Júnior, da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Bebidas e Alimentos. “Esse interesse impulsionou as importações.” Estão no time das novatas as pequenas CultVinho, especializada em rótulos espanhóis, e La Cave Jado, voltada para exemplares mais simples elaborados... » Leia mais

  • 6. Expovinis: a superfeira do setor de vinhos

    Em sua 14ª edição, a Expovinis firma-se como o maior evento de vinhos na América Latina. Dos dias 27 a 29, o Expo Center Norte receberá 250 expositores, entre produtores e importadores, que apresentarão cerca de 20 000 rótulos. “Há um interesse cada vez maior no mercado brasileiro”, afirma o organizador Domingos Meirelles. “No primeiro ano, não havia mais do que trinta estandes.” Os visitantes terão a oportunidade de experimentar vinhos de praticamente todas as regiões produtoras do mundo. França, Itália, Espanha, Portugal, África do Sul, Nova Zelândia,... » Leia mais

  • 7. Indicações de vinhos por quem entende

    Cinco sommeliers de restaurantes bacanas indicam espumantes, brancos, tintos e rosés em quatro faixas de preço. São 35 sugestões que vão do chileno Santa Alvara Cabernet Sauvignon 2008, por 22,58 reais, ao champanhe francês Billecart Salmon Brut Rosé, a 387 reais.       Confira abaixo as indicações de vinhos: Claudio Rossi » Leia mais

  • 8. Adega para os vinhos: quando vale a pena ter uma

    Até um passado recente, uma adega climatizada era artigo raro nas residências paulistanas. Na última década, esse equipamento se tornou um objeto de desejo, em particular entre o público masculino. Para atender à demanda crescente, somaram-se a fabricantes tradicionais como a Art des Caves cerca de vinte outras empresas, entre elas as multinacionais LG, com sede na Coreia do Sul, e a Electrolux, da Suécia. Criada em 2005, a brasileira Tocave estreou vendendo 6 000 unidades de diferentes modelos. No ano passado, registrou um aumento de 400%, saltando... » Leia mais

  • 9. Cursos para decifrar o mundo das vinhas

    Não é preciso ser especialista para apreciar bons brancos e tintos. Mas, certamente, a experiência torna-se mais prazerosa à medida que se conhecem as uvas usadas na elaboração dos vinhos, as características mais marcantes de cada um, as regiões e os países produtores. “É essencial também aprender as técnicas de degustação para desfrutar melhor a bebida”, explica o sommelier Gianni Tartari, que ministra aulas temáticas de duas horas na Enoteca Fasano, no Itaim Bibi. Em São Paulo, há cursos básicos de carga horária variada, que se adaptam bem... » Leia mais

  • 10. Vinhos: acessórios indispensáveis. Ou quase

    Acessórios para vinhos que são essenciais (ou nem tanto) para apreciar a bebida em sua casa. » Leia mais

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