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Daniel Ottaiano | 15.04.2010
Galinha d'angola com farofa de pão e berinjela, do Julia Gastronomia
Divulgação
Se no Brasil, como os próprios adeptos dessa tendência definem, o Slow Food ainda “engatinha”, a recente visita do fundador do movimento, o jornalista italiano Carlo Petrini, ajudou a despertar a curiosidade de cada vez mais pessoas sobre a filosofia do alimento bom, limpo e justo.
Essa nova causa de sustentabilidade ganha cada vez mais seguidores, e restaurantes, na cidade.
Criado em 1989, na Itália, o movimento prega a aproximação entre o campo e a mesa nos centros urbanos, o resgate de ingredientes locais e a diminuição do ritmo de vida.
Mas não basta consumir algum produto orgânico. Para ser um seguidor do Slow Food, é preciso ter certeza sobre a procedência dos alimentos, comer de forma saudável, sem pressa, e não desperdiçar. Em São Paulo, a proposta aparece em alguns restaurantes, apesar de não receber o rótulo oficial do movimento fundado por Petrini, como acontece em outros países.
Restaurantes como o Julia Gastronomia, de Anayde Lima, e o vegetariano Apfel, da chef chilena Mylenne Signé, são comandados por participantes do Slow Food, que tentam levar às mesas produtos regionais, orgânicos e de agricultores locais. “Trabalho com pequenos produtores, conheço a procedência dos ingredientes. Não entra nada da indústria para meus cardápios”, conta Anayde Lima.
Anayde e Mylenne fazem questão de conversar com seus clientes sobre o que eles estão comendo, explicam de onde vieram os alimentos e pregam um estilo de vida mais calmo e saudável.
O chef José Barattino, do Emiliano, não participa do movimento Slow Food, mas iniciou um projeto que tem “alguns pontos que são parecidos” com o movimento italiano. Empenhado em erguer a bandeira da sustentabilidade, ele fez uma parceria com um grupo de pequenos produtores rurais, com a intenção de fortalecer a cadeia entre produto, produtor e consumidor. “Quero resolver os problemas”, diz ele sobre os consumidores que se afastaram do campo.
Seu objetivo não é promover unicamente alimentos orgânicos, mas apoiar os pequenos agricultores. Barattino diz também que planeja desenvolver novos pratos e resgatar alimentos esquecidos. “A ideia é valorizar o pequeno produtor de uma maneira geral, para a agricultura familiar não desaparecer”, explica o chef do Emiliano. “A intenção é estimular uma mudança de cultura para que as pessoas optem por tipos diferentes de certos produtos”, completa.
Alguns exemplos da prática no Julia Gastronomia são a pupunha na lenha, feita com o ingrediente entregue por uma produtora orgânica certificada, e o Steak Julia, preparado com carne monitorada, que não faz parte do desmatamento da Amazônia. No Apfel, o tofu é comprado exclusivamente de uma família de pequenos produtores. No Emiliano, os legumes e verduras em seu prato chegam de pequenos produtores agrícolas.
Confira abaixo os restaurantes que seguem a filosofia do Slow Food ou de sustentabilidade:
+ Pratique Slow Food em casa
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Rua Bela Cintra 1343, Consolação / Higienópolis. Tel: (11) 3062-3727
Rua Dom José De Barros 99, Sé / República. Tel: (11) 3256-7909 / (11) 4115-7258
Rua Ferreira De Araújo 601, Pinheiros / Vila Madalena. Tel: (11) 3034-6251 / (11) 3034-3910
PARA CRIANÇASBoa opção para levar as crianças, em especial nos fins de semana, quando há recreação. Todos os dias no almoço, reserva pratos em bufê. Grátis para menores de 5...
Rua Oscar Freire 384, Jardim Paulista. Tel: (11) 3068-4390
PARA CRIANÇASPara as crianças faz cinco opções de prato, entre as quais salmão grelhado guarnecido de purê de batata e penne à bolonhesa. Revistinhas para colorir são oferecidas de brinde....
Julia Gastronomia (estabelecimento fechado)
Rua Aracari 200, Itaim / Vila Olímpia.
Rua Bela Cintra 465, Consolação / Higienópolis. Tel: (11) 3107-7444
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