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Ruas especializadas de São Paulo

Uiara Araújo | 20.02.2009

Consolação é conhecida como a rua dos lustres e luminárias

Consolação é conhecida como a rua dos lustres e luminárias

Fabio Mangabeira

Qual é o melhor endereço para comprar equipamentos de cozinha? E onde estão concentradas as lojas especializadas em tecidos, objetos de armarinho ou eletrônicos? Com as indicações da editora visual de Vejinha, Kiki Romero, localizamos em um mapa as principais ruas de comércio da cidade.


  • Rua da Consolação: lustres e luminárias

    Quando os irmãos Íbero e Izer Bobadilha abriram ali a Lustres Bobadilha, em 1951, a Rua da Consolação era especializada em móveis. Hoje, mais de quarenta estabelecimentos se dedicam à iluminação. A casa pioneira, no número 2294, preserva o jeitão de antigamente. Lustres de cristal (o mais caro custa 200 000 reais), cobre e vidro colorido combinados ao piso carpetado e aos móveis de madeira escura dão um ar de palácio francês ao lugar, que vende e também restaura luminárias. Ainda que não se leve nada, vale a... » Leia mais

  • Rua Melo Alves: artigos infantis

    O endereço concentra um pouco de tudo: lojas de móveis, decoração, moda feminina, restaurantes e bares... Chama atenção, no entanto, a quantidade de casas especializadas em artigos para bebês e crianças. São oito lojas em um único quarteirão, entre a Oscar Freire e a Alameda Lorena. A Chicletaria, marca com nove unidades na cidade, foi a pioneira a instalar-se ali. Está na Melo Alves há dezoito anos. Atrás delas vieram a Best Baby, a Kids Books, a Quinta Rosa, a Anna Nana, a Lupare e a Monne. A... » Leia mais

  • Avenida Bem-Te-Vi: calçados e bolsas

    Até o início dos anos 70, Moema era um bairro fabril e na Bem-Te-Vi ficavam as casas de operários construídas pelas indústrias para seus funcionários. Pouco sobrou da arquitetura da época. Os imóveis onde estão as lojas de calçados foram todos remodelados. Em 1986, mudou-se para lá a Shoestock. O fluxo de clientes à precursora levou outras empresas a migrar para o local. Na avenida estão à venda sapatos, bolsas e cintos de boa qualidade por preços normalmente mais baixos que os dos shoppings – em quase todas... » Leia mais

  • Rua Florêncio de Abreu: ferramentas

    Está atrás de uma furadeira último modelo? Um chuveiro a gás como os de antigamente? Pregos, parafusos, mangueiras? Quem sabe um cortador de grama ou um carrinho de supermercado? Não deixe de visitar esta rua, bem perto da 25 de Março e da estação São Bento do metrô. As lojas de ferramentas, que somam mais de cinqüenta, estão ali há cerca de 100 anos. Algumas delas, como a De Meo e a Casa da Bóia, continuam nas mãos das famílias fundadoras. A Casa da Bóia mantém a arquitetura... » Leia mais

  • Rua Santa Efigênia: eletrônicos

    São mais de 500 lojas e boxes de equipamentos eletroeletrônicos. Com seus oito longos quarteirões, a rua é endereço obrigatório para fanáticos por computador, DJs, animadores de festa ou simplesmente gente em busca de fios, placas de memória ou câmeras de segurança. Como a concorrência é grande, vale a pena barganhar. Com paciência e alguma lábia, os produtos saem das lojas por preços bem menores que os das etiquetas. Atenção para falsificações e contrabando. Para não correr riscos, prefira comprar nos estabelecimentos maiores. Lotada de camelôs, a Santa... » Leia mais

  • Rua Teodoro Sampaio: instrumentos musicais

    É uma festa ao ar livre. Todos os sábados, uma centena de roqueiros e afins se reúne em frente à loja Matic, no número 850, especializada em guitarras e amplificadores. Chamado de Projeto Toca Brasil, o show semanal já virou tradição na parte mais alta da Teodoro Sampaio, depois da Praça Benedito Calixto, onde estão cerca de trinta lojas de instrumentos musicais e acessórios para músicos. É possível encontrar desde bolinhas de pingue-pongue adaptadas como chocalho até caríssimos pianos e saxofones. Parada obrigatória, a Batucadas 1 000, especializada... » Leia mais

  • Rua Paula Souza: utensílios de cozinha

    Os principais clientes das mais de trinta lo'jas da rua são restaurantes e bares. Ali, encontram-se em profusão fogões, fornos e geladeiras industriais, capas para cardápios... Mas quem procura objetos para a casa também sai satisfeito. Se tem aspirações a mestre-cuca, então, os olhos brilham. Onde mais se compraria um porta-guardanapos daqueles de bar em tons inusitados como vermelho ou verde por menos de 5 reais? Ou um espremedor de batata colorido por cerca de 10 reais? Isso sem falar em panelas gigantes, frigideiras, máquinas de fazer macarrão... » Leia mais

  • Rua Oscar Freire: jeans

    No quarteirão entre a Consolação e a Bela Cintra estão fincadas belas vitrines de dez sofisticadas marcas nacionais e importadas. É o único lugar em que se vêem, lado a lado, jeans da Diesel, Miss Sixty, Replay, Energie, Ellus, Forum, Zoomp, Carmim, Iódice e Triton. Fica fácil, assim, comparar preços e conferir as novidades da moda. Devido às obras de reurbanização, a Oscar Freire está um caos. A previsão de inauguração é no domingo (10). Só então a rua ficará livre de 100 postes, terá novos bancos, quiosques,... » Leia mais

  • Rua Maria Marcolina: enxovais

    Nas primeiras décadas do século XX, a rua abrigou operários italianos que se instalaram ali por causa da proximidade com a Hospedaria dos Imigrantes. Mais tarde chegaram os libaneses, com suas confecções para o atacado. Foi na década de 80 que surgiram as primeiras revendedoras do setor de cama, mesa e banho. Hoje, o local concentra mais de vinte estabelecimentos especializados. Muitas casas vendem produtos populares, mas com um pouco de paciência e disposição é possível encontrar peças de qualidade por preços atraentes. As mamães podem aproveitar o... » Leia mais

  • Rua José Paulino: moda feminina

    Em 1867, a inauguração da Estação da Luz transformou a região do Bom Retiro em passagem obrigatória de imigrantes que chegavam do Porto de Santos. Alguns desses estrangeiros perceberam que a José Paulino, depois carinhosamente apelidada de "Zepa", daria um ótimo ponto comercial. No início do século XX surgiram as primeiras confecções e lojas de teares. Atualmente, elas são comandadas em sua maioria por coreanos, cuja tradição no ramo ajudou a tornar a rua um dos principais pólos produtores de moda do país. Por ano, essas pequenas indústrias... » Leia mais

  • Rua Haddock Lobo: grifes internacionais

    Nenhuma outra rua da cidade reúne tantas estrelas quanto a Haddock Lobo. No trecho de pouco mais de 300 metros entre a Oscar Freire e a Estados Unidos estão localizadas algumas das mais badaladas e caras grifes do mundo. Uma das desbravadoras foi a francesa Cartier, que abriu sua butique ali em 1997. Dois anos mais tarde chegou a Christian Dior. Depois, Montblanc, Louis Vuitton, MaxMara, Emporio Armani, Tiffany & Co., Bulgari... Neste ano foi a vez da italiana Salvatore Ferragamo. Não à toa, a Haddock Lobo chega... » Leia mais

  • Rua Galvão Bueno: produtos orientais

    Quando os japoneses começaram a chegar a São Paulo, no início do século XX, a Liberdade era uma região conhecida por suas pensões e repúblicas de estudantes. Quase 100 anos e muitos imigrantes depois (não só japoneses como também chineses e coreanos), ela se tornou um centro do comércio de produtos orientais, localizado sobretudo na Rua Galvão Bueno – o nome não é homenagem ao locutor da Rede Globo, mas ao advogado e professor de filosofia Carlos Mariano Galvão Bueno (1834-1883). São mercearias, lojas de presentes e inúmeros... » Leia mais

  • Rua 25 de Março: enfeites de Natal

    É uma eterna muvuca. Cerca de 400 000 pessoas passam diariamente pela 25 de Março. Perto do Natal, esse número sobe para 1 milhão. Camelôs, compradores e policiais disputam cada metro quadrado da rua. As 350 lojas da região, que oferecem de bijuterias a tecidos, ficam entupidas. Os preços às vezes inacreditáveis (vale lembrar que 45% do que circula ali é fruto de falsificação ou contrabando) justificam esse mundaréu de gente. Atenção. Até o fim deste mês, cinco quarteirões (entre a Rua Carlos de Souza Nazaré e a... » Leia mais

  • Alameda Gabriel Monteiro da Silva: decoração

    A Gabriel Monteiro da Silva virou ponto de encontro de arquitetos e decoradores paulistanos badalados. Muitos deles possuem escritórios na rua. Outros vão apenas conferir o que está na moda. Esse movimento começou no fim da década de 70, quando algumas galerias de arte se fixaram na alameda. As lojas de decoração – que somam, hoje, cerca de 140 – vieram logo depois, atraídas pelo público consumidor dessas galerias. Cadeira de metal e PVC dos designers Fernando e Humberto Campana, R$ 4 255,00. Firma... » Leia mais

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