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No coração da Fiel

Corinthians: relembre os principais ídolos do clube

Rivellino, Basílio, Sócrates, Marcelinho, Tevez e Ronaldo são alguns dos nomes na história do clube

Celso Unzelte | 05.05.2010

Corinthians - ídolos_2163a

Montagem

Até 25 de abril último, exatos 1 262 jogadores vestiram pelo menos uma vez a camisa do Corinthians. Craques indiscutíveis, atletas aplicados ou personalidades irreverentes, vinte deles estão inscritos no panteão do Parque São Jorge.

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Veja abaixo os principais ídolos que passaram pelo clube nesses cem anos.


  • Neco foi quem vestiu a camisa do time por mais tempo

    Ninguém vestiu a camisa corintiana por mais tempo: foram dezessete anos, entre 1913 e 1930. Nem, talvez, com mais amor que Neco. No primeiro jogo da história do clube, contra o União Lapa, ele já estava lá — aos 15 anos, fazia parte do terceiro quadro. Foi também Neco quem doou ao Corinthians a segunda bola de sua história, comprada com o pouco dinheiro que ele ganhava como aprendiz de marceneiro. Certa vez, em 1915, quando o Corinthians esteve ameaçado de fechar suas portas, Neco liderou um assalto... » Leia mais

  • Teleco fez mais gols do que jogos pelo time

    Teleco foi descoberto pelo Corinthians em 1934, jogando pela seleção de seu estado, o Paraná. Em dez anos a serviço do Timão, fez mais gols (255) do que jogos (248), alcançando uma fantástica média (1,02) que pouquíssimos jogadores em todo o mundo conseguiram. Basta lembrar que o próprio Pelé, ao longo de toda a sua carreira, fez 1 282 gols em 1 375 partidas (média de 0,93). A jogada favorita de Teleco era a virada, em que ele, de costas para o gol adversário, girava o corpo rapidamente... » Leia mais

  • Cláudio é o maior artilheiro do time

    Os 305 gols que marcou entre 1945 e 1957 fazem do ponta-direita Cláudio o maior artilheiro do Corinthians em seus primeiros 100 anos de existência. Ele tinha duas jogadas mortais: os cruzamentos certeiros para a cabeça de Baltazar e as venenosas cobranças de falta. Ao longo daqueles doze anos, Cláudio foi também o cobrador oficial de pênaltis, o capitão e o cérebro de uma das melhores e mais vencedoras equipes da história do clube. Não por acaso, ganhou o apelido de Gerente, com o qual se consagrou. Revelado... » Leia mais

  • Luizinho foi apelidado de ‘Pequeno Polegar’ por dribles

    Media 1,64 metro de altura e adorava driblar seus adversários — dizem que certa vez chegou a sentar na bola, diante do enorme centromédio argentino Luiz Villa, do Palmeiras, em um jogo no Pacaembu. Igualzinho ao Pequeno Polegar, personagem do conto de fadas de domínio público recontado pelo francês Charles Perrault (1628-1703), que “driblava” um ogro malvado. Daí o apelido que acompanhou Luizinho ao longo de toda a sua carreira. O Pequeno Polegar corintiano nasceu na Rua Cachoeira, entre os bairros do Brás e Belenzinho. Viveu quase quarenta... » Leia mais

  • Baltazar foi eleito craque mais querido e virou até samba

    Ele, na verdade, se chamava Oswaldo — Baltazar era o irmão, que também jogava futebol, embora não profissionalmente. No início dos anos 50, já usando o apelido, Baltazar tornou-se um ícone paulistano. Ele e sua lendária cabeça, que utilizava para mandar a bola às redes dos adversários. Ganhou um automóvel Studebaker zero-quilômetro como prêmio do concurso ‘O Craque Mais Querido do Brasil’ e virou até samba. Composta pelo corintiano Alfredo Borba e gravada por Elza Laranjeira em 1953, a música dizia assim: “Gol de Baltazar / Gol de... » Leia mais

  • Gilmar é considerado o melhor goleiro do time

    Gylmar (com y mesmo, embora o rigor da grafia não tenha pego ao longo de sua carreira no futebol) dos Santos Neves é considerado não só o melhor goleiro do Corinthians como também um dos melhores do Brasil e do mundo em todos os tempos. Antes de brilhar, já veterano, no Santos de Pelé, Gilmar foi ídolo corintiano por toda uma década, de 1951 a 1961. Como Baltazar, era santista de nascimento e veio do Jabaquara daquela cidade, como contrapeso na negociação de outro jogador, o centromédio Ciciá,... » Leia mais

  • Rivellino ficou conhecido por sua bomba de perna esquerda

    Na época em que o Santos tinha um Rei, Pelé, o Corinthians também teve seu “Reizinho”. Chamava-se Roberto Rivellino e foi, para muitos, o jogador mais técnico destes 100 anos, além de um dos maiores do mundo em todos os tempos. O apelido Reizinho do Parque, dado pelo jornalista Antônio Guzman em sua coluna ‘As 20 Notícias’, no extinto jornal Diário da Noite, ficou para sempre. Sua bomba de perna esquerda e o drible curto, herança de quando ainda jogava futebol de salão, transformaram-no em uma espécie de... » Leia mais

  • Zé Maria iniciou jogada do gol que deu fim ao jejum de títulos

    ‘Cavalo de Aço’ era o nome de uma novela levada ao ar pela Rede Globo em 1973, protagonizada por Tarcísio Meira e sua motocicleta. Era, também, um dos muitos apelidos usados para destacar o vigor físico demonstrado em campo pelo lateral direito Zé Maria. Forte (mede 1,76 metro e, em forma, pesava 82 quilos), era uma massa compacta de músculos. Foi tricampeão mundial pela seleção brasileira em 1970, no México, como reserva do capitão Carlos Alberto Torres. Em 1977, iniciou a jogada que resultou no gol de Basílio... » Leia mais

  • Basílio foi o herói do título que encerrou jejum

    O próprio Basílio assume: se não fosse por aquele gol na vitória sobre a Ponte Preta por 1 a 0, na decisão do Campeonato Paulista de 1977, ele dificilmente entraria em galerias como esta. “Mas muitos são chamados e poucos são escolhidos”, costuma filosofar. Até hoje, quase 33 anos depois, por todo lugar que passa ele recebe diversas demonstrações públicas de eterna gratidão por parte das várias gerações de corintianos. Basílio chegou ao Corinthians, vindo da Portuguesa, em 1975, com a dura missão de herdar a camisa 10... » Leia mais

  • Palhinha chegou ao time com desfile em carro aberto e sirene

    Durante os mais de 22 anos em que esperou por um título importante, o Corinthians apostou na contratação de vários craques que chegavam com fama de salvador da pátria. Como Almir Albuquerque, em 1960, Garrincha, em 1966, e Paulo Borges, em 1968. Desses, somente um se sagrou campeão: Palhinha, em 1977. Maior craque do time que naquele ano finalmente conquistaria o título paulista, ele veio do Cruzeiro por uma quantia recorde para a época: 7 milhões de cruzeiros. Sua chegada a São Paulo teve desfile em carro aberto,... » Leia mais

  • Biro-Biro entrou para a história como curinga do time

    Ele era a imagem da superação, do próprio torcedor corintiano em campo, e talvez por isso tenha sido ídolo durante toda uma década. Quando chegou a São Paulo, vindo do Sport Recife, Biro-Biro tinha apenas 19 anos. Magrinho, tímido, cabelos avermelhados e enroladinhos, grandes olhos verdes destacando-se no rosto queimado, no início foi visto com desconfiança, uma figura folclórica. Tanto que nas eleições legislativas de 1978, como brincadeira ou forma de protesto, 60 000 pessoas chegaram a votar nele para deputado estadual, sem que o jogador sequer fosse... » Leia mais

  • Sócrates foi líder da Democracia Corintiana

    Quando chegou do Botafogo de Ribeirão Preto, com 24 anos e meio, o doutor Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, médico recém-formado cujo futebol se caracterizava pela habilidade, inteligência e toques de calcanhar, encontrou um Corinthians livre da responsabilidade de conquistar um título, mas ainda excessivamente pressionado pelos gritos da torcida. Tratou, então, de mudar o Timão. Dentro de campo, com seus gols decisivos e um futebol cerebral. Fora dele, reivindicando maior liberdade e participação para os atletas, tornando-se o líder intelectual da Democracia Corintiana. Campeão... » Leia mais

  • Casagrande também liderou a Democracia Corintiana

    Ele era a cara da juventude do início dos anos 80. Rebelde, cabeludo, costumava jogar com a camisa para fora do calção e as meias arriadas. Nascido e criado nas proximidades do Parque São Jorge, Casagrande aliava raça, inteligência e oportunismo. No início de 1982, o técnico Mário Travaglini resolveu escalá-lo para um jogo contra o Guará (DF), pela Taça de Prata, e Casagrande, então com 19 anos, marcou quatro vezes na goleada corintiana por 5 a 1. Entendia-se perfeitamente com Sócrates, dentro e fora de campo. Ambos,... » Leia mais

  • Ronaldo alcançou marca de 600 jogos como goleiro do time

    “RONAAAAAAAAAALDO!” Era assim que os locutores de TV e rádio narravam suas defesas, durante os dez anos em que foi o titular absoluto do gol corintiano. Excelente debaixo das traves, dono de apurado reflexo, muito ágil, gostava de valorizar ainda mais esses lances, executando pontes acrobáticas que inspiraram o grito exagerado. Com a marca de exatos 600 jogos disputados, Ronaldo é o terceiro entre os que mais vezes entraram em campo pelo clube, atrás apenas de Wladimir (805 partidas) e de Luizinho (604). Tão impressionante quanto seu número... » Leia mais

  • Neto: o eterno xodó da Fiel

    Certa vez, a frase “Neto, o eterno xodó da Fiel” pôde ser lida via satélite, por todo o planeta, em uma faixa estendida por torcedores nas arquibancadas do Estádio La Beaujoire, em Nantes, na França, antes do jogo Espanha e Nigéria pela Copa do Mundo de 1998. Três dias depois, naquele mesmo local, o Brasil enfrentaria o Marrocos, e muitos brasileiros já estavam por lá. Quatro anos depois, a mesma frase inspiraria o título da própria biografia do ex-jogador, Eterno Xodó, escrita pelos jornalistas Renato Nalesso e Fabrício... » Leia mais

  • Dinei era torcedor fanático antes de ser jogador

    Antes de ser jogador, Dinei (filho de Ney, uma das muitas promessas corintianas da década de 60) era um fanático torcedor, sócio número 11 300 da Gaviões da Fiel. Em 1990, saiu direto do Terrão, como era conhecido o antigo campo de terra batida em que as categorias de base treinavam, para o time que seria campeão brasileiro pela primeira vez, em 1990. Atacante que gostava de buscar o jogo no meio do campo e servir os companheiros com cruzamentos e passes em profundidade, Dinei seria ainda mais... » Leia mais

  • Marcelinho é o jogador que mais conquistou títulos pelo time

    Marcelinho é o jogador que mais títulos conquistou pelo Corinthians — dez, incluindo dois menos lembrados, a Copa Bandeirantes, em 1994, e o Troféu Internacional Ramón de Carranza, na Espanha, em 1996. Veio do Flamengo em 1994. Nos momentos decisivos, sempre esteve presente, com suas perfeitas cobranças de falta executadas com o pé direi to número 35 e meio e com as preciosas assistências que dava aos companheiros. Em 1998, chegou a jogar no Valencia, da Espanha, mas seis meses depois estava de volta, como a principal estrela... » Leia mais

  • Especialidade de Dida era pegar pênaltis

    Calmo, alto (1,95 metro), dono de grande elasticidade e boa colocação, Dida era também um goleiro frio, a ponto de sair de seu gol caminhando depois que Edmundo, do Vasco, chutou para fora o pênalti que deu ao Corinthians o título mundial em 2000. Sua maior especialidade era a defesa de pênaltis. Chegou a pegar seis nos primeiros dez meses de Corinthians, quatro deles seguidos. Emprestado duas vezes pelo Milan, da Itália, foi embora na metade de 2000, mas voltou no fim de 2001, para ganhar mais dois... » Leia mais

  • Tevez e Fiel tiveram relação intensa, porém curta

    “Hoy un juramento, / mañana una traición, amores de estudiante flores de un día son”, diz a letra do tango Amores de Estudiante, composto em 1933 por Carlos Gardel e Alfredo Le Pera. Assim foi, também, a relação entre o argentino Carlitos Tevez e a Fiel. Tão intensa quanto curta, como o amor de estudante cantado na música. Trazido pelos milhões da polêmica parceria com o grupo MSI, Tevez jogou um ano e sete meses pelo Corinthians. A identificação da Fiel foi imediata com aquele argentino que saiu... » Leia mais

  • Ronaldo é principal estrela do time que comemora o centenário

    Quando chegou ao Corinthians, aos 32 anos, no fim de 2008, Ronaldo já era um jogador consagrado universalmente como o Fenômeno, tetracampeão mundial aos 17 anos, penta aos 25, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com quinze gols marcados, e três vezes escolhido pela Fifa como o melhor jogador do mundo, em 1996, 1997 e 2002. Ao vestir a camisa de um outro “fenômeno”, o Corinthians, Ronaldo conseguiu tornar-se ainda maior. Ajudou o Timão a conquistar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, firmando-se... » Leia mais

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