3 perguntas para Vik Muniz

O badalado artista paulistano expõe colagens sobre pinturas clássicas na Galeria Nara Roesler

VEJA SÃO PAULO — Quais foram os critérios que você usou para escolher as pinturas nas quais faria as colagens?

Vik Muniz — Eles variam de acordo com o contexto da exposição. Nessa mostra, eu procurei formar uma seleção de imagens que convidasse o espectador a refletir sobre o ideal feminino através da mídia impressa.

VEJA SÃO PAULO — Qual etapa do processo foi mais trabalhosa?

Vik Muniz — O trabalho requer paciência e dedicação, mas tem de ser prazeroso. Quem olha pode pensar: “Que trabalho de chinês!”. Ao perceber as relações e narrativas surpreendentes, o prazer em realizá-lo vai se revelando. A coisa mais complicada na minha obra ainda é explicá-la.

VEJA SÃO PAULO — Que tipo de provocação você tem a intenção de propor para o espectador?

Vik Muniz — Como sempre, minha ideia é promover uma conversa inteligente entre o público e a imagem, na qual a sensação do olhar assume uma forma analítica e construtiva.

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