‘O que Traz Boas Novas’ mostra cotidiano incerto de refugiados políticos

Longa canadense perdeu o Oscar de melhor filme estrangeiro para o iraniano <em>A Separação</em>

De tempos em tempos, o cinema dá uma repaginada na história do professor que, aos trancos, tenta ganhar a confiança de uma turma complicada. A premissa, eternizada em Ao Mestre, com Carinho, de 1967, volta à baila em O que Traz Boas Novas, drama sobre um migrante argelino (o ótimo Mohamed Said Fellag) escolhido por uma escola de Montreal para conduzir uma classe de pré-adolescentes abatidos pela perda trágica de uma professora. Segredos do novo funcionário — e também dos jovens, não tão inocentes quanto parecem — serão revelados por um roteiro bem amarrado e plausível, clichês à parte.

O enredo surpreende no retrato do luto infantil e ao enfocar, sem pieguice, o cotidiano incerto dos refugiados políticos. Em 2012, o longa do Canadá perdeu o Oscar de melhor filme estrangeiro para o iraniano A Separação, favorito absoluto ao prêmio. Em uma disputa menos apertada, a fita teria boas chances de conquistar a estatueta.

Do palco para a tela: o roteiro do filme baseia-se na peça Bashir Lazhar, de Évelyne de la Chenelière

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