Relembre os altos e baixos de Tom Cruise

Em um gráfico, veja a trajetória errática do astro que, de ídolo das adolescentes a celebridade excêntrica, volta às telas na ficção científica <em>Oblivion</em>, que estreia nesta sexta (12)

Se você cresceu nos anos 80, Tom Cruise é o eterno ídolo das adolescentes – um galã à prova de fracassos de bilheteria que provou ter cacife para conquistar elogios da crítica e disputar estatuetas do Oscar.

Mas, se o leitor é um pouco mais jovem – na faixa dos 20 anos, digamos -, a imagem do astro pode ser bem outra: a de uma celebridade um tantinho excêntrica, que, símbolo hollywoodiano da Igreja da Cientologia, se envolve em filmes ora bem sucedidos, ora duvidosos.

Em três décadas, foram muitos os altos e baixos na carreira do nova-iorquino Thomas Cruise Mapother IV, 50 anos, que volta às telas nesta sexta (12) com a ficção científica Oblivion. Depois de chegar ao auge da popularidade, o ator hoje luta para manter-se na elite da indústria do cinema. 

A seguir, veja um gráfico sobre a trajetória de Cruise e uma lista com os melhores (e piores) momentos do ator:

Os melhores momentos de Cruise

Top Gun

Top Gun

O sucesso nos anos 80

De 1981, quando estreou em Toque de Recolher, a 1989, ano em que recebeu sua primeira indicação ao Oscar (pelo drama Nascido em 4 de Julho, de Oliver Stone), o ator não decepcionou: virou símbolo sexual (em Top Gun, de 1986) e um bom exemplo da nova geração de talentos de Hollywood. O sucesso continuou nos anos 90, mas não com a mesma intensidade.

Nascido em Quatro de Julho

Nascido em Quatro de Julho

As indicações ao Oscar

A Academia de Hollywood ainda não premiou Cruise com uma estatueta, mas reconheceu o ator com uma trinca de indicações: por Nascido em 4 de Julho, de 1989, Jerry Maguire – A Grande Virada, de 1986, e Magnólia, de 1999 (nesse último caso, na categoria de coadjuvante). O Globo de Ouro foi mais generoso com o astro: ele foi premiado pelas três interpretações que concorreram ao Oscar e indicado em mais quatro ocasiões.

Magnólia

Magnólia

Queridinho dos críticos

Os críticos se curvaram a Cruise ainda nos anos 80, quando filmes como Cocktail (1988), Rain Man (1988) e Nascido em 4 de Julho (1989) provaram que ele não era só um rostinho famoso. Nos anos 90, ele fez filmes como Stanley Kubrick (De Olhos bem Fechados) e Paul Thomas Anderson (Magnólia). Resultado: uma temporada longa de prestígio na indústria.

Os piores momentos de Cruise

Encontro Explosivo

Encontro Explosivo

Os tropeços nos anos 2000

Apesar de também ser um produtor eficiente, Cruise parece ter deixado o rigor de lado nos projetos que desenvolveu no século 21. Para cada acerto (Minority Report ou Missão: Impossível 3), cometeu um erro (alguém se lembra de Encontro Explosivo?). O novo filme do ator, Oblivion, também decepciona: é uma ficção científica espertinha que, segundo resenha do crítico Miguel Barbieri Jr., não vai a lugar algum.

Tom Cruise no sofá de Oprah Winfrey

Tom Cruise no sofá de Oprah Winfrey

O surto no sofá de Oprah Winfrey

Quando começou a namorar a atriz Katie Holmes, Cruise se transformou em outro homem. Ou melhor: era isso que ele gostava de deixar claro, e de forma bem enfática, a todos que encontrava. No programa de TV The Oprah Winfrey Show, em maio de 2005, ele declarou amor à namorada de um jeito um tanto bizarro: pulando no sofá, como um adolescente hiperativo de 12 anos. Para o canal de TV E!, esse foi um dos momentos mais estranhos da TV naquela década.

Tom Cruise e a Cientologia

Tom Cruise e a Cientologia

Os (muitos) escândalos

Durante o casamento com a atriz Nicole Kidman (entre 1990 e 2001), o ator enfrentou boatos de que a relação seria uma armação para disfarçar a homossexualidade do astro. Processou um tablóide britânico e um ator pornô que alegava ter mantido relações com ele. As ligações com a Igreja da Cientologia também provocaram controvérsias na imprensa. Em 2005, usou preceitos da religião para criticar a atriz Brooke Shields, que, segundo ele, não devia usar antidepressivos. A imagem de um religioso excêntrico ficaria associada desde então à carreira de Cruise.

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