O melhor da exposição de Martin Parr no MIS

A repórter de artes plásticas da VEJA SÃO PAULO mostras os pontos altos da mostra em cartaz

No momento da fome, acotovelar (de leve) pessoas na fila do cachorro-quente num parque pode até parecer normal. Mas congele a cena e observe de longe: fica um tanto bizarro. São essas situações cotidianas e, ao mesmo tempo, desconcertantes as favoritas do inglês Martin Parr. Considerado por muitos como o maior nome da fotografia contemporânea, ele é membro da prestigiada Agência Magnum há mais de vinte anos e autor de noventa livros.

Na maior mostra já dedicada a esse profissional na cidade, intitulada Parrtificial, 230 imagens tiradas principalmente a partir dos anos 80 estão reunidas no MIS. Um dos alvos prediletos de seu humor corrosivo são os hábitos da classe média em momentos de lazer. Ponto positivo da montagem: o museu paulistano fugiu do esquema tradicional e criou por lá vários ambientes, incluindo um labirinto feito de plantas, a réplica de um cômodo de uma casa e até uma praia com areia de verdade.

A mostra faz parte de uma programação dedicada à fotografia: o cineasta Jorge Bodanzky, o fotógrafo André Conti também ganham individuais no local.

 

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