Morre a atriz Yoná Magalhães

Estrela de novelas como <em>Tieta</em> e filmes como<em> Deus e o Diabo na Terra do Sol </em>morreu aos 80 anos

A atriz Yoná Magalhães morreu na manhã desta terça-feira (20), aos 80 anos. Ela estava internada na Casa de Saúde São José, na Gávea, na Zona Sul do Rio, desde o dia 18 de setembro. Yoná deixa um filho, Marcos, de 48 anos, do casamento com o produtor Luiz Augusto Mendes.       

Uma das maiores estrelas da televisão brasileira, a carioca Yoná Magalhães Gonçalves Mendes da Costa começou sua carreira ainda no rádio em 1954 e logo deu os primeiros passos na TV Tupi. O sucesso, porém, chegou através do cinema com o clássico de Glauber Rocha, Deus e o Dia na Terra do Sol, em 1964, em que dividiu a cena com o ator Geraldo Del Rey. Na época, Yoná morava na Bahia e seu marido, um dos produtores da fita, praticamente impôs seu nome ao diretor.

De volta ao Rio de Janeiro, a artista foi alçada ao estrelato na segunda metade da década de 60. Enfileirou novelas como Eu Compro Essa Mulher, O Sheik de Agadir e A Ponte dos Suspiros, todas escritas pela cubana Gloria Magadan, e formou pares românticos célebres com o ator Carlos Alberto em diversos trabalhos. Os dois foram casados e, naquele tempo, alcançaram popularidade semelhante à da dupla Tarcísio Meira e Glória Menezes.

Nos anos 70, Yoná se reiventou e manteve o sucesso em tramas contemporâneas e de viés político – Saramandaia e Sinal de Alerta, ambas de Dias Gomes. Esse mesmo autor seria responsável pela personagem que daria início a um novo ciclo, a Matilde de Roque Santeiro (1985). Como a dona da boate Sexus, Yoná, aos 50 anos, conheceu o status de símbolo sexual e foi capa de uma concorrida edição da revista Playboy.

Os anos seguintes trouxeram personagens que seguiria essa trilha, como a Índia do Brasil do folhetim O Outro (1987) e a Tonha de Tieta, a sofrida madrasta da personagem-título (vivida por Betty Faria), que sai do interior baiano e volta glamourosa, despertando paixões na cidade natal.

A beleza aliada ao talento rendeu ainda papéis como os de Meu Bem, Meu Mal, em 1991, e A Próxima Vítima, de 1995, em que as personagens da atriz se envolviam com homens mais jovens e debatiam o preconceito na diferença de idade nos relacionamentos.

Com tamanha atividade televisiva, Yoná se dedicou menos ao teatro. Teve entre seus principais momentos o espetáculo Vagas para Moças de Fino Trato, em 1974, com Renata Sorrah e Glória Menezes, sob a direção de Amir Haddad. No início dos anos 90, ela ainda integrou o elenco do espetáculo A Partilha, de Miguel Falabella, ao lado de Arlete Salles, Susana Vieira e Theresa Pieffer.

As novelas Paraíso Tropical (2007), Negócio da China (2008), Cama de Gato (2009) e Sangue Bom (2013) foram suas últimas participações nas tramas da Rede Globo. Atualmente, a atriz pode ser revista na reprise de Despedida de Solteiro, no Canal Viva.

Confira quatro cenas marcantes de Yoná Magalhães:

Deus e o Diabo na Terra do Sol



 

Tieta



 

Roque Santeiro 



 

Paraíso Tropical



 

Comentários
Deixe uma resposta

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s