‘Depois de Maio’ relembra a rebeldia juvenil no início dos anos 70

O drama francês dirigido por Olivier Assayas, de <em>Horas de Verão</em>, agrada com registro autêntico da época

Dez anos atrás, o italiano Bernardo Bertolucci retratou no fabuloso Os Sonhadores o Maio de 68, período em que os estudantes franceses saíram às ruas para pedir mudanças políticas e sociais. Agora, é a vez de Olivier Assayas (Horas de Verão) retomar a rebeldia dos jovens em Depois de Maio, que traz uma convulsiva trama ambientada bem no início da década de 70.

Nascido em 1955, o cineasta tinha a mesma idade do protagonista naquela época e usa passagens autobiográficas no drama. Gilles (Clément Métayer), aos 16 anos, é instigado pelos colegas a participar de manifestações em Paris. Depois de agredirem violentamente um segurança da escola, os rapazes decidem escapar de uma futura investigação fugindo para a Itália. Lá, vivem no dolce far niente, experimentam drogas, transam sem compromisso… Gilles também conhece o amor nos braços de Christine (Lola Créton), reforça sua habilidade para desenhar e se aproxima do cinema documental. Em narrativa fluente, o longa-metragem faz um registro autêntico de quem realmente viveu a época.

AVALIAÇÃO: ✪✪✪✪

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