Cartier-Bresson e Arnaldo Antunes em ótimas mostras

Exposição de artistas latino-americanos também integra a programação do recém-reformado Centro Cultural Fiesp

Fiesp apresenta 58 fotografias do francês Henri Cartier-Bresson (Henri Cartier-Bresson/Divulgação)

Depois de comprar uma câmera Leica aos 24 anos, o francês Henri Cartier-Bresson tirou as fotografias que vieram a consagrá-lo como o “pai da fotografia”. Mais de 50 imagens do período estão expostas no recém-reformado Centro Cultural Fiesp. No mesmo prédio – que agora tem café, espaço de lazer e até músicos tocando piano e saxofone – está exposto um recorte da belíssima coleção de artistas latino-americanos da venezuelana Ella Fontanals-Cisneros. No Bom Retiro, o Espaço Cultural Porto Seguro recebe a mostra Luzescrita, com obras do trio Arnaldo Antunes (sim, ele também é artista visual), Fernando Laszlo e Walter Silveira. Todas são gratuitas!

“Momento decisivo” captado pelo fotógrafo francês (Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos/Divulgação)

Henri Cartier-Bresson, no Centro Cultural Fiesp

Uma a uma, as 58 fotos que compõem a mostra Henri Cartier-Bresson, Primeiras Fotografias arrancam exclamações acaloradas e olhares curiosos a cada imagem observada. Reunidas no Centro Cultural Fiesp, estas cenas fazem um recorte dos quatro primeiros anos de produção do artista, iniciada aos 24 anos depois de comprar uma câmera Leica em Marselha, na França. A mostra abarca trabalhos feitos na Itália, França, Espanha e México. Com grande influência do seu interesse pela pintura, suas narrativas visuais – feitas principalmente em cenários urbanos – têm grande presença da composição geométrica, jogos de luz e sombra e reflexos em vidros e espelhos. Até 25 de junho.

Artistas latino-americanos fazem parte de acervo de colecionadora venezuelana (Helcio Nagamine/FIESP/Veja SP)

Construções Sensíveis, no Centro Cultural Fiesp

A partir dos anos 30, diversos artistas latino-americanos engajaram- se numa produção aliada a geometria, matemática e simplificação das formas. Movimentos como os de arte concreta, neoconcreta, cinética e óptica surgiram em diversos países num período que se arrastou até a década de 70.  Ella Fontanals-Cisneros, colecionadora nascida em Cuba e criada na Venezuela, é apaixonada pelo tema: ela reuniu 2 600 nos últimos 50 anos. A mostra Construções Sensíveis apresenta uma seleção de 124 trabalhos do acervo, assinados por mais de sessenta artistas.

Poemas curtos e divertidos foram escritos com luz pelo trio de artistas da mostra Luzescrita (Arnaldo Antunes, Fernando Laszlo e Walter Silveira/Divulgação)

Luzescrita, no Espaço Cultural Porto Seguro

O poeta e músico Arnaldo Antunes, o artista e entusiasta do audiovisual Walter Silveira e o fotógrafo Fernando Laszlo vêm trabalhando há quinze anos na excelente mostra Luzescrita, em cartaz no Espaço Cultural Porto seguro. O ponto de partida do trio é a palavra fotografia: traduzida do grego, significa “escritas com luz” ou “poesia da imagem”. O encontro dessas ideias resultou na criação de poesias sucintas e divertidas que são literalmente escritas com luz e, no final do processo, registradas em fotografias.

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