Bom Senso F.C. se encontra com presidente da CBF

Atletas que compõem o movimento esperam nova reunião com a entidade em duas semanas e pedem que órgão esteja disposto a lutar pelo bem do futebol no Brasil

O Bom Senso F.C., grupo formado por cerca de 1000 jogadores de futebol, que pede mudanças na organização do esporte no país, se reuniu nesta segunda (7) com o presidente da CBF, José Maria Marin e o vice, Marco Polo del Nero. O encontro serviu para discutir as questões abordadas em um dossiê feito pelo próprios atletas durante a primeira reunião que ocorreu em setembro, em São Paulo.

+ Entenda como surgiu o movimento Bom Senso F.C.

Entre todos os membros do Bom Senso F.C. cinco deles foram escolhidos para representar os demais atletas do grupo. Paulo André, do Corinthians, o goleiro Dida, do Grêmio, Juninho Pernambucano e Cris, ambos do Vasco e o atacante Seedorf, do Botafogo, entregaram o documento aos representantes da Confederação Brasileira de Futebol.

Segundo o zagueiro do Timão, Paulo André, a CBF garantiu que irá marcar uma nova reunião com o grupo em duas semanas para discutir novamente os pontos apresentados no dossiê. “A questão principal é saber se a CBF está realmente disposta a lutar pelo bem do futebol praticado no Brasil, em todas as suas instâncias”, afirma Paulo após o encontro.

O dossiê trata de pontos discutidos pelo grupo como o atual calendário de jogos do futebol nacional, trinta dias férias aos atletas, pré-temporada ideal para preparação, fair play financeiro, que obriga os clubes a não atrasarem salários, e representatividade nos conselhos técnicos.

Ainda Segundo Paulo, o Bom Senso F.C. continua a manter contato e ainda não há uma data prevista para um novo encontro. “Estamos nos falando por telefone e por meio de um grupo no celular, traçando as próximas ações”, conta.

Na mesma data do encontro, o grupo liberou por meio de sua página no Facebook, o dossiê entregue a CBF. O documento faz algumas comparações entre o futebol brasileiro e o europeu, por meio da quantidade de partidas que os nacionais atuam, contra o demais de fora do país. Para isso, usa o time do São Paulo como exemplo, alegando que a equipe paulistana poderia atuar em 87 partidas da temporada, no caso de chegar às finais das competições, enquanto os europeus não passam de setenta partidas.

No dossiê questões como as consequências do excesso de jogos para os atletas, o período de folga comparado a um trabalhador brasileiro, discute a agenda lotada dos times das séries A e B diante das poucas partidas disputadas por equipes das séries C e D, traça um panorama da presença do público nos estádios do brasileiros e divulga como seria a rotinaa ideal para um clube da Série A durante o Campeonato Brasileiro:

 

 

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