8 motivos para assistir ao musical “O Homem de La Mancha”

Espetáculo inspirado no livro "Dom Quixote de La Mancha", de Miguel de Cervantes, está em cartaz até 16 de julho, no Teatro Alfa

A nova temporada do famoso musical “O Homem de La Mancha” está de volta aos palcos de São Paulo. A comédia épica, adaptada de uma peça da Broadway especialmente para o público brasileiro, é inspirada no clássico “Dom Quixote de La Mancha”, livro de Miguel de Cervantes. Veja a seguir alguns motivos para aproveitar o fim de semana e assistir ao espetáculo, considerado um sucesso nacional, que está em cartaz no Teatro Alfa, com patrocínio do banco Bradesco.

1. É inspirado na obra-prima de Miguel de Cervantes

Dom Quixote de La Mancha: mais de 500 milhões de cópias vendidas e traduções para diversas línguas (Reprodução/Wikimedia Commons)

O musical é baseado no livro “Dom Quixote de La Mancha”, escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes e publicado em Madri em 1605. A obra é uma das pioneiras da literatura moderna europeia e teve mais de 500 milhões de cópias vendidas. Na história, Dom Quixote, um nobre espanhol de idade avançada, passa a ter alucinações após ler muitos romances de cavalaria. Ele, então, se transforma em um cavaleiro e enfrenta perigos criados por sua imaginação. Cervantes satiriza em sua obra os romances de cavalaria, que narravam os grandes feitos de um herói mesclados com histórias de amor.

2. Está em cartaz há mais de 50 anos pelo mundo

Clássico da Broadway: além da versão brasileira, musical já foi adaptado para públicos de outros países (Reprodução/Instituto Cervantes)

O musical intitulado “Man of La Mancha” é um clássico da Broadway escrito por Dale Wasserman, com músicas de Mitch Leigh e letras de Joe Darion. O espetáculo começou a ser apresentado em 1965 e ganhou cinco prêmios Tony, incluindo de melhor musical. Na peça, Cervantes é o protagonista de uma história que se passa no período da Inquisição espanhola. Ele é preso como herege por propagar pensamentos subversivos e é julgado por ladrões e assassinos em um calabouço. Para se defender, conta aos prisioneiros a história de Dom Quixote.

3. Foi adaptado para o público brasileiro por Miguel Falabella

(Reprodução/Giphy.com)

O espetáculo ganhou uma versão genuinamente brasileira pelas mãos de Miguel Falabella, conhecido por sua versatilidade como diretor, dramaturgo, ator, cineasta e apresentador. Em vez de se passar em uma prisão, a peça é ambientada na Colônia Juliano Moreira, na década de 1930, na cidade do Rio de Janeiro. Miguel de Cervantes é internado no manicômio e passa por um julgamento para reaver seus pertences que foram roubados pelos internos. Para se defender, Cervantes encena uma peça de teatro que conta a história de Dom Quixote.

4. O cenário é inspirado no artista Bispo do Rosário

Inspiração: figurino do governador, personagem do espetáculo, se assemelha ao manto tecido e usado pelo artista (Divulgação//Acervo Dedoc)

O projeto cênico de Falabella é inspirado no artista plástico brasileiro Arthur Bispo do Rosário, que foi interno na Colônia Juliano Moreira. Todos os figurinos têm elementos que remetem à arte de Bispo e são provenientes de instituições de saúde mental. Há, por exemplo, perucas de gaze, coroas de garfos e armaduras de descanso de panela. Como o artista era responsável por organizar os internos – assim como a figura do governador no musical –, o figurino do personagem é inspirado no manto que o artista tecia e vestia.

5. Em cartaz após 45 anos da primeira encenação no Brasil

Estreia brasileira em 1972: elenco do espetáculo contava com grandes atores, como Paulo Autran, Bibi Ferreira e Dante Rui (Divulgação/Acervo Dedoc)

A primeira adaptação da peça no Brasil estreou em 1972 no Teatro Municipal de Santo André. O elenco tinha os atores Paulo Autran, Bibi Ferreira e Dante Rui nos papéis de Dom Quixote, Dulcineia e Sancho Pança, respectivamente. A peça foi dirigida por Flávio Rangel, que traduziu o texto com ajuda de Paulo Pontes. Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra adaptaram as canções para o português.

6. O espetáculo é inclusivo

Flashmob da Avenida Paulista: ações promovidas pela equipe do espetáculo ajudam a promover a cultura (Romeo Campos/Arquivo Bradesco)

Em cartaz desde 2014, a organização do espetáculo se esforça para que ele seja acessível ao público. Além de alguns ingressos com preços semelhantes aos de uma sessão de cinema, há encenações gratuitas em escolas e ONGs que ajudam a democratizar o acesso à cultura. Recentemente, uma ação levou os atores caracterizados com o figurino da peça à Avenida Paulista, onde Dom Quixote enfrentou os moinhos de vento e encontrou Dulcineia, o amor de sua vida, em frente ao Conjunto Nacional.

7. Tem uma coleção de prêmios

(Reprodução/Giphy.com)

Além do sucesso de público e crítica, a comédia épica faturou diversos prêmios desde sua estreia, como cinco estatuetas de melhor espetáculo na temporada de 2014, incluindo a premiação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Já as sete estatuetas do prêmio Bibi Ferreira, em 2015, fizeram o musical quebrar os recordes de premiação na história dessa honraria específica.

8. Convida a uma reflexão sobre sanidade e loucura

(Reprodução/Giphy.com)

Ao contar a história de um personagem incomodado com as injustiças e que imagina ser Quixote para combater o mal, o espetáculo provoca uma discussão que será sempre pertinente e atual sobre a sanidade. “Talvez o cotidiano seja a loucura. Talvez abrir mão de seus sonhos seja a loucura. Muita lucidez também pode ser loucura”, afirma o personagem. O espectador sai transformado pela visão de mundo de um Quixote que preza pelo idealismo e honestidade, alguns valores importantes para uma sociedade em constante mudança.

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