Bonecos Gogo’s fazem sucesso entre as crianças

Lançada no início de maio, a coleção temática da Disney movimenta escolas e grupos de troca no Facebook

Na casa das irmãs Isabella e Júlia Bertolini, de 10 e 6 anos, um batalhão de pequenos personagens parece fazer parte da decoração. Ao todo, as duas reuniram mais de 120 exemplares dos Gogo’s, bonecos de plástico com 5 centímetros de altura. Lançada em maio, a coleção tem 61 unidades. A editora Panini vende 41 delas, em pacotes de 3 reais que incluem um personagem e quatro cromos para um álbum. As demais são distribuídas pela empresa de telefonia Claro para os clientes do plano pré-pago que recarregarem ao menos 20 reais em créditos no celular.

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Com a ajuda da tia, a advogada Aline Lima, Isabella e Júlia completaram o acervo em duas semanas.“Gastei cerca de 400 reais, mas valeu a pena”, conta Aline, que também comprou para si mesma os produtos. Safras anteriores da brincadeira foram lançadas a partir de 1997, mas sem causar o mesmo furor. A atual tem o apelo de contar pela primeira vez com modelos inspirados em filmes da Disney.

Em agosto, todos estarão à venda em lojas licenciadas, com exceção dos bonecos dourados do Mickey e da Minnie, itens raros e limitados à Claro. Dos 17 milhões de unidades produzidas, só 5% acabaram sendo dedicadas às duas peças. Em grupos de troca, um exemplar desses pode sair por 80 reais. Outro valioso é Dom Carlton, do filme Universidade Montros: é preciso abrir mão de cinco Gogo’s para conseguir o brinquedo na cotação informal do mercado.“Vale tudo para ter todos”, diz a fisioterapeuta Thaís Teixeira, que chegou a conseguir alguns com uma colecionadora em Teresina, no Piauí, para ajudar a filha Isabelle, de 7 anos.

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Na hora do recreio nos colégios da capital, os Gogo’s são usados em um jogo. Os dois adversários enfileiram seu “exército”, um de frente para o outro. O objetivo é arremessar com um peteleco uma peça na direção da fileira inimiga, tentando derrubar o máximo de soldados. No momento das aulas, a coisa começa a incomodar os professores. “A coleção é positiva para reforçar as memórias da infância, mas surgiram brigas pelos bonecos”, diz a orientadora do Colégio Rio Branco, Valquíria Luchezi. No Presbiteriano Mackenzie, a solução foi usá-los em atividades de classe. “Em uma lição sobre as grandes navegações, eles se tornaram tripulantes das naus”, conta a professora Christiane Klarge, do 4º ano do ensino fundamental.

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