Pratos e petiscos clássicos da culinária paulista

Veja uma saborosa lista com cuscuz, bauru, coxinha e mais seis receitas que são a cara da cidade

 

Acarajé é comida baiana; feijão-tropeiro, típico de Minas Gerais; já o picadinho vem do Rio de Janeiro. E quais são os pratos da culinária paulista? De carona no aniversário de São Paulo, selecionamos pratos e petiscos clássicos da cidade:

BAURU

Hoje encontrado em qualquer balcão de padaria, o sanduíche foi criado no tradicional Ponto Chic, no Largo do Paiçandu. Um estudante de direito nascido na cidade de Bauru teria inventado a receita, em 1939, originalmente composta de rosbife, tomate, picles de pepino e uma mistura de queijos prato, gouda, suíço e estepe no pão francês sem miolo (R$ 23,30). Durante a semana, das 15h às 19h, custa R$ 14,90.

BOLINHO DE ABÓBORA COM CARNE-SECA

Apesar de chamar “bolinho carioca” – batizado assim por ser feito com dois ingredientes muito comuns em pratos de botequim do Rio de Janeiro – trata-se de uma invenção paulistana. No Pirajá, tradicional bar de Pinheiros, tem formato de croquete e massa feita de abóbora com recheio de carne-seca (R$ 28,00). O quitute demora seis horas para ser preparado.

Bolinho de virado à paulista - Foto Mario Rodrigues

Bolinho de virado à paulista – Foto Mario Rodrigues

BOLINHO DE VIRADO À PAULISTA

Curiosamente, essa receita que homenageia um clássico da gastronomia paulistana foi criada por uma chef do Rio de Janeiro. Quando Kátia Barbosa abriu em São Paulo uma filial do Aconchego Carioca, famoso boteco do Rio, ela criou uma versão exclusiva de seu afamado bolinho de feijoada – reproduzido em uma centena de botequins. O quitute tem massa de feijão-carioca preenchida por couve, linguiça, bisteca e ovo (R$ 22,00).

CANAPÉS DO BAR LÉO

Verdadeira instituição botequeira da cidade, o endereço na esquina das ruas Aurora e dos Andradas completou, em 2012, expressivos setenta anos. Nem a localização, numa área degradada do centro, nem os espartanos horários de funcionamento arranham sua popularidade. Isso porque além de um bem-tirado chope, o Bar Léo tem no cardápio uma série de delícias que atraem turistas e paulistanos. Da divisão de canapés, vale pedir o rococó, com pasta de gorgonzola e copa no pão preto (R$ 33,00).

Canapé Bar Léo - Foto João Sal

Canapé Bar Léo – Foto João Sal

COXINHA

Não se sabe ao certo qual é a verdadeira origem da coxinha. Há registros de que a receita tal qual conhecemos surgiu no século XIX em Limeira, no interior do estado. Em uma de suas visitas à cidade, a imperatriz Tereza Cristina se deleitou com o quitute recheado de frango e massa à base de farinha de trigo. O sucesso foi tamanho que ela pediu a seus cozinheiros que replicassem a receita. No século XX, essa versão teria sido resgatada durante o processo de industrialização de São Paulo com o objetivo de alimentar os funcionários de fábricas. Um clássico no cardápio da cidade, o quitute aparece em versões tradicionais e inusitadas em bares e restaurantes da cidade. Veja aqui a relação completa.

CUSCUZ PAULISTA

A versão que se popularizou por aqui é feita em fôrma redonda com um furo no meio e leva farinha de milho, ovo, ervilha, palmito e sardinha, entre outros ingredientes. No badalado Amadeus, nos Jardins, a chef Bella Masano faz uma reinterpretação do prato: é servido como entrada e leva camarões-brancos e azeitonas (R$ 36,00). Sob encomenda, elabora versões maiores, para doze (R$ 265,00) ou quinze (R$ 340,00) pessoas.

Coxinha do Veloso - Foto Raquel Espirto Santo

Coxinha do Veloso – Foto Raquel Espirto Santo

SANDUÍCHE DE MORTADELA

Ir ao Mercado Municipal de São Paulo e não provar o folclórico sanduba é quase um erro de percurso. Há versões bem-servidas em diversas lanchonetes, mas a mais tradicional é a do Bar do Mané, aberto em 1933. Montado no pão francês, leva de 250 a 300 gramas do embutido da marca Ceratti (R$ 16,00). Analisando o conjunto da obra, o pão é só um detalhe!

Bar do Mané

Bar do Mané

SANDUÍCHE DE PERNIL

O lanche do Estadão, boteco que fica aberto 24 horas, no centro, é um clássico da madrugada paulistana. A lanchonete prepara cerca de 200 quilos da carne temperada que recheia os lanches no pão francês (R$ 14,00). O preço pode subir se ganhar complementos como provolone, cheddar, queijo de minas ou prato. O mais caro é o sanduba de pernil com queijo palmira (R$ 29,00).

VIRADO À PAULISTA

Um clássico da culinária do estado, compõe-se de tutu de feijão, arroz, bisteca de porco, couve e ovo frito (R$ 29,50). Às vezes, é acompanhado também de banana à milanesa. Sempre às segundas, o prato entra em cartaz no Sujinho, na Consolação, e divide a preferência do público com a famosa bisteca bovina (R$ 37,50) servida ali.

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