Visitamos o novo bar do premiado barman Spencer Jr.

Dedicado aos coquetéis, Frank inaugura oficialmente nesta quinta (30) no Maksoud Plaza

Foodies que adoram postar fotos de suas descobertas gastronômicas e casais de estrangeiros idosos – possivelmente, hóspedes do Maksoud Plaza – dominavam o salão do Frank, novo bar instalado no hotel visitado por VEJA SÃO PAULO na última quarta (29). Em soft-opening desde o dia 24, o espaço inaugura oficialmente nesta quinta (30).

+ Saiba mais detalhes sobre o novo bar do Maksoud Plaza

A maioria do público foi ao lugar atraída pelo nome por trás do balcão: Spencer Jr, barman bicampeão do prêmio VEJA COMER & BEBER. Em março, o mestre das coqueteleiras trocou o Isola, onde dava expediente desde 2013, pela  empreitada do empresário Facundo Guerra.

O bar é novo, pero no mucho. Na verdade, Spencer ocupa o balcão do velho Batidas e Petiscos, que andava um tanto vazio e decadente. Reformado de leve, o espaço tem na decoração fotos do cantor Frank Sinatra e iluminação amena. A atmosfera permanece aquele de american bar de filme dos anos 1980, com suas poltronas de couro avermelhado.

Cheguei pouco antes da meia-noite e, a despeito do horário tardio, não parava de chegar gente no lugar, que serve a última taça às 2 da manhã. Enquanto isso, o lobby do hotel, que conta ainda com outros espaços gastronômicos, estava vazio, com exceção de um ou outro hóspede que fazia o check-in.

Spencer Jr. não estava no balcão. Segundo a casa, o barman e outros funcionários se ocupavam da produção de gelo, sucos, xaropes e outros insumos para a inauguração. Esses itens, no dia-a-dia, devem ser preparados à tarde. Não há garçons – são os próprios barmen que atendem o público. O que cuidou da reportagem agachou em frente à mesa, tirou os pedidos e foi prepará-los no balcão.

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O CARDÁPIO

Na primeira fase de serviço, os drinques disponíveis estavam inscritos em uma lousinha. São opções como o silver fiz (gim, suco de limão, açúcar e clara de ovo), bem espumoso e com sabor potente da fruta cítrica, e o rob roy, uma variação do manhattan com uísque escocês em vez de bourbon. Um pena o suave cachaça sour (cachaça, suco de limão-siciliano, açúcar e clara de ovo) ter chegado com atraso à mesa.

A partir de hoje (30), todos os drinques da carta de diagramação pop (nada daqueles cardápios sisudos de hotel) estarão disponíveis, dividos em três seções: clássicos, icon evolution (com as principais mudanças do clássico manhattan) e exclusivos, com direito ao simple man (uísque, vinho marsala, Campari e amargo), que o barman fazia com louvor em sua antiga casa.

As misturas, apesar de mais em conta que no velho bar de Spencer, não são baratas: custam R$ 29,00, R$ 31,00 ou R$ 33,00.  Em segundo plano, fica o menu comestível, com poucas opções, todas triviais, caso do bolinho de arroz e pastéis de queijo e palmito (R$ 30,00 cada uma).

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