Esperava-se mais, muuuito mais, deste encontro de dois bons diretores do atual cinema brasileiro. É preciso levar um pouquinho em conta que o projeto nasceu em 1996, antes de o pernambucano Marcelo Gomes ficar famoso com Cinema, Aspirinas e Urubus e o cearense Karim Aïnouz despontar com Madame Satã. Embora o filme esboce talento, sua pretensão tamanho-família parece coisa mesmo de principiante. Trata-se de um híbrido por vezes maçante de documentário experimental e ficção. Sob a boa narração do ator pernambucano Irandhir Santos, o roteiro pretende dar conta de mostrar as desventuras de um geólogo no sertão nordestino. Abandonado pela mulher em Fortaleza, o profissional comenta sua pequena saga em cidadelas do interior que futuramente serão tragadas pelas águas de um rio. A proposta é fazer um registro caseiro e autoral. Por isso, a dupla de diretores não se cansa de mostrar imagens fora de foco, granuladas e texturizadas. Há um único depoimento e muita papagaiada. Estreou em 07/05/2010.
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