Resenha por Miguel Barbieri Jr.:
Assim como a comédia francesa “O Artista”, esta aventura juvenil também faz uma bela homenagem ao cinema mudo. Ambas disputaram o
maior número de prêmios
no Oscar e empataram
na quantidade de
troféus. O novo trabalho
do sempre competente
Scorsese ("Os Infiltrados"), pela primeira
vez usando um primoroso 3D, levou a melhor
em fotografia, direção de arte, efeitos visuais,
edição e mixagem de som. O longa-metragem,
adaptado do livro homônimo de Brian Selznick,
prima por um visual de época esplêndido. Depois
de uma magnífica abertura sem diálogos, a
história demora um pouco a chegar ao tema
central. Na trama, Hugo Cabret (Asa Butterfield),
um menino órfão, mora numa estação de
trem na Paris da década de 30. Vivendo de furtos
e dormindo no pavimento dos grandes relógios
do local, sempre consegue escapar de um
inspetor (Sacha Baron Cohen). Seu pai (Jude
Law) deixou-lhe um caderninho com instruções
para fazer um robô funcionar. Mas, ao ser capturado
pelo velho Georges (Ben Kinsley), dono
de uma loja de brinquedos, Hugo tem o objeto
confiscado. Contando com a ajuda da sobrinha
de Georges (papel de Chloë Grace Moretz), o
protagonista embarca numa missão para desvendar
alguns mistérios. Scorsese faz aflorar
seu lado cinéfilo e, além de imagens dos filmes
de Buster Keaton, Charles Chaplin, Harold
Lloyd e até dos irmãos Lumière, precursores do
cinema, o realizador traz à tona de forma tocante
o fim da vida (Ðccional) do diretor Georges
Mèliés (1861-1938). Usar a técnica 3D em
clássicos de Mèliés, como o ousadíssimo "Viagem
à Lua" (1902), é algo tão genial que só poucos
cineastas, como este inquieto realizador,
poderiam imaginar e pôr em prática. Estreou em 17/02/2012.
Informações atualizadas em 25/04/2012 Cheque antes de sair Os estabelecimentos podem alterar horários, preços e formas de pagamento sem aviso prévio.
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