Zezé Di Camargo: ‘Onde estavam os arranha-céus?’

O cantor relembra sua chegada a São Paulo

Zezé Di Camargo, cantor

Chegou em: 1987

Natural de: Pirenópolis (GO)

“Minha vinda foi uma angústia. Cheguei sozinho. A Zilu e as minhas filhas, Wanessa e Camilla, vieram depois. A mão suava e meu coração estava disparado. Eu simplesmente mal podia esperar pela hora de ver, ao vivo, aqueles prédios grandes de que só tinha ouvido falar. Lembro quando o ônibus que me trazia passou pelas marginais a caminho da rodoviária. Achei decepcionante. Onde estavam os arranha-céus? Isso mudou no primeiro minuto em que desembarquei no centro, ao me hospedar numa pensão chamada Ninho. Sem dinheiro para tomar táxi e com pouca bagagem, trouxe uma fita cassete com catorze composições minhas para mostrar a um produtor. Fiquei deslumbrado com a quantidade de lojas de discos na Rua Barão de Itapetininga. Lembro quando ouvi sair da caixa de som de uma delas uma música de Milionário & José Rico. Pensei: ‘Será que um dia esse aparelho também vai tocar uma música feita por mim?’. Nos primeiros dois anos, tentava a carreira-solo e a de compositor. Depois é que meu irmão veio e formamos a dupla. A cidade me deu sorte.”

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