Wood’s é nova casa noturna sertaneja na Vila Olímpia

Com capacidade para 1 000 pessoas, balada promete ser frequentada por endinheirados

Lustre as botas, passe a camisa xadrez e prepare o chapéu de caubói. Na quarta (24), uma nova casa noturna dedicada à música sertaneja, batizada de Wood’s, chega à Vila Olímpia. “Queremos receber um público exigente, que esteja disposto a pagar um pouco mais por um serviço diferenciado”, diz o sócio Rafael Setrak, que já atuou no comando de clubes como Museum e Vinyl. Junto do empresário Luiz Felipe Scarpa e do cantor Sorocaba, da dupla Fernando e Sorocaba, resolveu importar a marca do Sul fundada em 2005, com filiais em Curitiba e Balneário Camboriú (SC).

Não só a estrutura de lá é almejada, mas também o perfil do público, repleto de meninas bonitas e rapazes arrumados. Além de bares com noites dedicadas ao gênero, só existe uma balada em São Paulo especializada nas músicas de artistas do sertanejo tradicional, a exemplo de Chitãozinho e Xororó, e de cantores do estilo universitário, como Victor & Leo: o gigante Villa Country. Localizado no bairro da Água Branca, comporta até 5 000 pessoas em seus 12 000 metros quadrados.

A Wood’s aparece para fazer concorrência, porém com uma proposta mais intimista e com frequentadores, digamos assim, mais selecionados. No andar térreo, um palco de 9 metros de largura acolherá shows ao vivo, que devem ser o forte do lugar. “De quinze em quinze dias prometemos uma grande atração”, afirma Sorocaba, autor de parte das músicas do cantor-fenômeno Luan Santana. Em reforma desde julho, o espaço está preparado para receber 1 000 pessoas. No térreo, com pé-direito de 6 metros, a decoração ostenta piso e paredes cobertos de madeira. Ficarão espalhadas no salão 74 mesinhas sem cadeiras — para usá-las como apoio, paga-se de 400 a 500 reais, com mais da metade do valor consumível. Dez camarotes vip, com capacidade para cinco casais e que custam de 2 000 a 2 500 reais, também com mais da metade do valor consumível, ocupam o mezanino. Nesse ambiente há um bar da vodca Belvedere e outro do champanhe Moët & Chandon. “Prezamos o conforto dos frequentadores”, diz Scarpa, investidor da glamourosa Kiss & Fly. Possivelmente seus clientes não precisarão esquentar a cabeça com filas nos banheiros (são 34) nem nos caixas (treze, ao todo). Frequentadores gastões e fiéis vão ganhar um mimo inusitado: um chapéu de caubói adornado com cristais Swarovski.

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