Vik Muniz: lixo no tapete vermelho

Depois de ganhar espaço com sua arte inusitada, o artista chama atenção com o filme "Lixo Extraordinário"

A capacidade de extrair beleza de materiais atípicos, como ketchup e geleia, está entre as razões do sucesso de Vik Muniz, paulistano que se mudou para os Estados Unidos em 1983 e hoje vive entre Nova York e Rio de Janeiro.

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Em 2011, esse talento ganhou atenção nas salas de cinema em que foi exibido o filme “Lixo Extraordinário”, rodado num aterro sanitário de Duque de Caxias (RJ), com foco nas árduas jornadas dos catadores de material reciclável. “Achei muito legal escutar deles que a classe foi humanizada a partir do filme”, afirma Muniz. “Lixo” acabou indicado ao Oscar de documentário.

Outro trabalho, esse lançado em setembro, foi um livro infantil, escrito por ele e ilustrado pela cantora Adriana Calcanhotto (nessa ordem mesmo). “Para a minha carreira, 2011 foi extraordinário”, diz o artista plástico. “Ainda bem que, no fim de todo ano, posso sempre dizer isso.”

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