Tumulto marca audiência pública com professores na Assembleia

Polícia Militar teve que intervir. Professores estão em greve desde o dia 13 de março

No final da tarde desta quarta-feira (22), um grupo de professores em greve entrou em confronto com policiais militares na Assembleia Legislativa de São Paulo. Eles esperavam para participar de uma audiência pública com o presidente do legislativo estadual, Fernando Capez (PSDB), e a bancada do PT. A confusão ocorreu quando alguns deles forçaram a entrada no Plenário Juscelino Kubistchek, que já teria atingido o limite máximo de lotação.

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Quando policiais tentaram evitar a entrada, houve confronto. Uma das portas de vidro do local foi quebrada e um policial ficou ferido. Segundo informações prestadas pela assessoria, ele teria machucado um dedo no atrito com um dos manifestantes. Ambos foram até o 36º Distrito Policial, na Vila Mariana, para registrar um boletim de ocorrência.

Após o ocorrido, a audiência foi iniciada, por volta das 19h. Cerca de 600 pessoas, entre parlamentares e representantes dos professores, estavam no local. Na semana passada, os docentes, em greve desde 13 de março, ocuparam durante 24 horas as galerias da Assembleia Legislativa. Eles decidiram deixar o prédio por causa da audiência pública marcada para ocorrer nesta quarta.

Protesto Professores 23 de Maio

Protesto Professores 23 de Maio

Exigências

Ente as reivindicações dos professores, está um reajuste de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. Enquanto isso, o governo do estado afirma ter dado reajuste de 45% no acumulado dos últimos quatro anos. Além disso, informa que parte da categoria receberá até 10,5% de aumento de acordo com desempenho em avaliação. Não houve proposta de reajuste geral para toda a categoria.

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Segundo o sindicato, a Secretaria de Estado da Educação propôs 10,5% de aumento para apenas 10 000 professores que se saíram bem em uma prova, ignorando outros 220 000 profissionais da rede. A categoria também pede melhores condições de trabalho. Eles alegam que mais de 3 000 salas de aula foram fechadas, o que provoca superlotação. A garantia de direitos para docentes temporários também está entre as demandas dos grevistas.

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