Terraço Itália comemora 50 anos com menus de chefs convidados

Entre os nomes, aparecem Salvatori Loi, Marco Rezentti e Roberto Ravioli

Subir os 41 andares do Edifício Itália, na Avenida Ipiranga, até alcançar o restaurante que funciona no alto de seus 151 metros sempre tem um ar de ocasião especial. Após uma troca de elevador, desembarca-se em um pequeno lobby, onde a hostess guia o visitante para um dos salões de decoração clássica cuja vista é de tirar o fôlego.

Ajudam a compor o clima o atendimento cordial, a música executada no piano e os pratos do chef Pasquale Mancini — com preços igualmente nas alturas. Fundado em setembro de 1967, o restaurante do Terraço Itália está prestes a chegar aos cinquenta anos.

Para celebrar, a partir de segunda- feira (1º) um time de seis craques elaborará cinco menus, um para cada mês, sempre com a releitura de um prato clássico da história da casa (confira a programação completa no quadro ao lado). “É uma data muito importante e pede uma comemoração”, diz Sergio Comolatti, hoje à frente do Grupo Comolatti, que, entre outros negócios, administra o endereço.

Visita de Elizabeth II (no centro), em 1968: placa relembra a rainha (Divulgação/Veja SP)

O primeiro chef convidado é Marco Renzetti, da Osteria del Pettirosso, que propõe uma lagosta à thermidor. O menu elaborado por ele, disponível até o fim de maio, contempla ainda mil-folhas de legumes de entrada e fondant de chocolate com calda de figo e brandy, tudo a 219 reais por pessoa.

Na sequência, assinam as sugestões Pier Paolo Picchi (Picchi), Roberto Ravioli (Casa Ravioli e Empório Ravioli), Giampiero Giuliani (Due Cuochi Cucina) e a dupla Salvatore Loi e Paulo Barros (Moma). “Farei um steak diana clássico, mas com ingredientes mais atuais, caso do filé dry aged”, adianta Ravioli, que assina o menu de julho.

Complementam as suas sugestões a chamada torre cruda del mare, que consiste em um tartar de atum com abacate e lagostim, junto de tempurá de abacate e crispies de quinoa, e um suflê de chocolate com Nutella e creme de mascarpone. A inauguração do restaurante aconteceu quase dois anos depois da conclusão da torre onde está localizado.

Marco Renzetti, d’Osteria del Pettirosso: servirá o mil-folhas de legumes da estação, lagosta à thermidor (foto) e fondant de chocolate, calda de figo e brandy (Divulgação/Veja SP)

Deu-se após o imigrante italiano Evaristo Comolatti decidir comprar os dois andares no topo e instalar ali o estabelecimento, originalmente com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Engana-se, porém, quem pensa que o ponto sempre foi dedicado à culinária italiana.

“Nascemos como um endereço de cozinha internacional, sofisticada na época”, lembra Sergio, filho do fundador. Foi a convite dele que, em 1997, o chef Giancarlo Marcheggiani, nascido em Florença, assumiu a cozinha, baniu de vez o cardápio variado e colocou nele somente pratos da Itália, sobretudo os da região da Toscana.

Marcheggiani ficou ali por onze anos, até ser substituído pelo conterrâneo Samuele Oliva, que imprimiu ares mais modernos às receitas, com sugestões como cordeiro empanado em pistache com ravióli de queijo de cabra ao molho de mirtilo. Em 2012, a cozinha passou às mãos de Pasquale Mancini, egresso do Nico Pasta & Basta e até hoje por lá. É sob a coordenação dele que serão preparadas as receitas dos seis chefs.

O edifício nos anos 80: 151 metros acima do chão (Divulgação/Veja SP)

Os festejos vêm dois anos depois de um pequeno incêndio atingir parcialmente um dos salões. “Aproveitamos para modernizar o espaço, com cadeiras de linhas contemporâneas”, conta Sergio. “Também adquirimos um piano novo, já que o anterior ficou destruído.” Tudo foi feito sem descaracterizar o ambiente, procurado com frequência para jantares românticos. “Em uma única sexta-feira, já cheguei a assistir a três pedidos de casamento”, diz o empresário.

Além dos namorados em clima de romance, o Terraço Itália se notabilizou por receber personalidades de passagem pela cidade. Foi assim com os príncipes japoneses em 1967 e com Elizabeth II no ano seguinte. A visita da rainha britânica, inclusive, teve direito a tapete vermelho na calçada e até hoje é lembrada em uma placa no terraço do prédio.


UM CHEF POR MÊS
Da entrada à sobremesa, os cardápios saem a 219 reais cada um

Maio
Marco Renzetti (Osteria del Pettirosso): mil-folhas de legumes da estação, lagosta à thermidor e fondant de chocolate, calda de figo e brandy.

Junho
Pier Paolo Picchi (Picchi): capellini de palmito pupunha, brotos e aliche, ravióli de truta com manteiga, amêndoa e redução de laranja-baía, e pão, chocolate e pera.

Julho
Roberto Ravioli (Casa Ravioli): torre cruda del mare (tartar de atum, abacate e lagostim com tempurá de abacate e crispies de quinoa), steak diana com dry aged e cogumelo porcine; suflê de chocolate com Nutella e creme de mascarpone.

Agosto
Giampiero Giuliani (Due Cuochi): polenta com queijo taleggio e mostarda de Cremona, ravióli aberto de pato e cogumelo porcini com redução de laranja-lima e duas texturas de mascarpone com compota de figo, mel trufado e farofa de cantucci.

Setembro
Salvatore Loi e Paulo Barros (Moma): nhoque de espinafre ao molho de tomate e manjericão, camarão-rosa com coco e crostatina de ricota com chocolate e caramelo com um toque de flor de sal.

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