Chega ao fim protesto na Paulista contra terceirização

Manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto saiu do Largo da Batata e seguiu até o prédio da Fiesp, na Avenida Paulista

Após começar no Largo da Batata e seguir por Pinheiros até a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, chegou ao fim na noite desta quarta (15) o ato do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) contra o Projeto de Lei 4330/04, que regulamenta a terceirização de funcionários em empresas.

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Debaixo de forte chuva, protestos na capital tiveram presença de militantes do MTST, de professores da rede estadual de ensino, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da União Nacional pela Moradia Popular.

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Durante o dia, importantes vias de acesso à capital paulista, além da Ponte das Bandeiras e da Avenida Vital Brasil, também foram alvo dos manifestantes. A rodovia Hélio Smidt, em Guarulhos, a Anhanguera, a Via Anchieta e a pista do Rodoanel no sentido Rodovia dos Bandeirantes foram bloqueadas. No interior do estado também foram realizados protestos.

Em Paulínia, os trabalhadores bloquearam a entrada da Refinaria Planalto (Replan), da Petrobrás. Em Sorocaba, o transporte público foi totalmente. Na cidade de Campinas, houve registro de manifestações na Avenida Guilherme Campos.

No Brasil

Pelo país, as manifestações em contra a terceirização ocorreram em 23 estados e no Distrito Federal. Houve manifestações em Florianópolis, Aracaju, Teresina, Belo Horizonte, Ceará, São Luis, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória, Recife, Salvador, Natal, Cuiabá, Curitiba e Manaus.

No Rio de Janeiro, o protesto reuniu trabalhadores representados por cinco centrais sindicais: CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), Intersindical e CSP-Conlutas. O protesto chamado de ‘Dia Nacional da Paralisação’ se concentrou na Cinelândia, no centro do Rio.

Adiado

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou na noite desta quarta (15) o adiamento da apreciação do projeto. A apreciação de doze emendas em plenário mudando substancialmente o texto-base aprovado na semana passada gerou uma confusão generalizada entre os partidos e até dentro das bancadas.

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