Second Life mostra versões virtuais de São Paulo

Fenômeno da internet, Second Life apresenta pontos turísticos, empresas e lojas paulistanas

Fenômeno da internet, o Second Life – ou simplesmente SL, para os íntimos – é um universo virtual onde, diz o nome em inglês, se cria uma segunda vida. Dá para se relacionar com pessoas de todo o mundo, construir casas e visitar simulacros de cidades como Amsterdã, Paris e Nova York. São Paulo também está nesse mundo. Sem sair da frente do computador, é possível fazer um tour por pontos conhecidos da cidade, como o Masp, a Avenida Paulista e os Jardins. “Levando referências culturais do país para o jogo, criamos um ambiente mais familiar ao usuário brasileiro”, diz Emiliano de Castro, diretor de marketing do SL Brasil. Pode-se percorrer dois andares do Masp. Mas, por enquanto, o espaço está vazio, sem obras expostas. “Nossa intenção é oferecer o museu para eventos e mostras dos próprios usuários”, conta Castro. Para a segunda quinzena deste mês, a Kaizen Games e o portal IG, responsáveis pela versão em português do programa, esperam inaugurar uma ilha (como são chamadas as unidades territoriais do Second Life) que reproduz o centro da cidade na década de 40.

Empresas e centros culturais paulistanos aproveitam a onda e compram terrenos virtuais para se instalarem no SL. Na área em que os iniciantes aprendem a utilizar o programa, existe uma exposição organizada por Gualberto Costa e Daniela Baptista, proprietários da Menor Livraria do Mundo, que, na vida real, é uma estante dentro do Jeremias, o Bar, no centro. Na ilha Mosaico, onde está o Masp, há também um prédio da Universidade Mackenzie. O Itaú Cultural montou um espaço onde expõe duas obras ligadas à mostra Memória do Futuro – que exibe outros doze trabalhos na sede (verdadeira) da Avenida Paulista. “As pessoas estão cada vez mais vivendo na internet”, afirma Marcos Cuzziol, responsável pela exposição. “Seguimos essa tendência.” No próximo dia 24, o Senac vai inaugurar dois cursos virtuais. É a primeira instituição de ensino brasileira a ministrar aulas dentro do programa. “Vamos qualificar os alunos para usufruir o jogo”, diz Regina Helena Ribeiro, coordenadora do núcleo de educação a distância do Senac. “Eles até poderão entrar no mercado de trabalho que está sendo aberto pelo SL.”

O Second Life existe desde 2003 e o Brasil ganhou uma versão em português neste ano. Em média, o jogo movimenta 30 milhões de dólares por mês em negócios como compra e venda de terrenos virtuais. Quase 8 milhões de usuários navegam nesse mundo. Quem lidera o ranking são os americanos, com 25% deles. Os brasileiros são 4,8% do total. É a sexta maior comunidade, logo atrás da italiana.

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