Novela: “Rainha da Sucata” foi a mais marcante

Trama de Silvio de Abreu, exibida em 1990, era sobre dona de ferro velho que abre uma casa de shows na Avenida Paulista

Em 1968, um anti-herói bem paulistano surpreendeu o público das telenovelas, até então acostumado com mocinhos de bom coração. Protagonizada pelo ator Luiz Gustavo, “Beto Rockfeller”, escrita por Bráulio Pedroso para a extinta TV Tupi, trazia um pobretão que trabalhava em uma loja da Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, e se passava por bacana para circular entre os grã-finos da Rua Augusta. “Apesar da temática, pelas dificuldades de gravar cenas externas na época, ‘Beto Rockfeller’ só mostrava dois ou três lugares, e a cidade ficou meio escondida”, lembra o dramaturgo Lauro César Muniz, que cita “Os Ossos do Barão” (1973), de Jorge Andrade, como uma de suas preferidas. Autor da recém-lançada “Insensato Coração”, Gilberto Braga de imediato ressalta que “Rainha da Sucata” é “São Paulo da cabeça aos pés, cosmopolita, glamourosa e contrastante”. Escrita por Silvio de Abreu em 1990, a trama tocava em um tema atual na época: o dinheiro que havia mudado de mãos. Maria do Carmo (Regina Duarte) fez fortuna no comando de vários ferros-velhos na Zona Norte e, agora, investe em uma casa noturna na Avenida Paulista. Rejeitada no passado por um namorado milionário, Edu (vivido por Tony Ramos), a emergente usa o talão de cheques para se reaproximar do rapaz falido e enfrenta a empáfia dos quatrocentões decadentes de sua família, em especial de Laurinha Figueroa (papel de Glória Menezes). “Nas novelas do Silvio, a gente grava por todas as regiões da cidade. Gosto muito de “Jogo da Vida”, de 1981, em que eu fiz várias cenas no Viaduto do Chá”, conta Glória. Também de Silvio, “A Próxima Vítima” (1995) é a preferida do novelista Walcyr Carrasco. “A São Paulo dessa novela era inesquecível e, por admirar o Silvio, também ambiento muitas das minhas na cidade”, diz Carrasco.

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Gilberto Braga, novelista

Glória Menezes, atriz

Lauro César Muniz, dramaturgo e novelista

Maria Adelaide Amaral, dramaturga

Walcyr Carrasco, novelista e cronista de VEJA SÃO PAULO

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