PSDB avalia que data de manifestação foi ‘um erro’

Aécio Neves vai chamar organizadores dos movimentos para conversa

Apesar de apoiar publicamente a realização das manifestações do domingo (12), o PSDB avaliou internamente que foi um erro convocar uma nova mobilização em um espaço tão curto de tempo. Em comparação ao protesto de 15 de março, o do último fim de semana levou menos gente às ruas, numa sinalização de que os movimentos haviam perdido força. Em São Paulo, foram 100 000 segundo o Datafolha (metade do estimado no protesto anterior) e 275 000 na medição da PM (que contabilizou 1 milhão no primeiro ato).

O presidente nacional da sigla, o senador Aécio Neves (MG), fez suspense até o último momento se iria ou não participar dos atos de domingo. Ele passou o fim de semana em Belo Horizonte, seu reduto eleitoral, e havia sinalizado que iria às ruas se as manifestações reunissem o mesmo número de pessoas do primeiro ato. Como na capital mineira o protesto foi esvaziado, o tucano não compareceu e usou como justificativa o fato de não querer dar uma “conotação partidária” às manifestações.

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Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o pouco tempo entre as duas manifestações prejudicou a convocação para o ato. Ele, no entanto, relativizou a menor adesão e disse que o importante era que as pessoas que foram às ruas haviam conseguido encontrar uma pauta comum: o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Essa opinião também é compartilhada por outras lideranças da oposição. Segundo o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), a escolha da data não ajudou, mas, segundo ele, o importante é que o sentimento de “indignação” em relação ao governo se intensifica dia após dia.

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Já o presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana, disse nesta segunda (13) que Aécio Neves vai convidar nos próximos dias os movimentos que lideram as manifestações contra o governo Dilma para uma conversa. “É para entender. Vem pra Rua, qual sua visão do Brasil? Movimento Brasil Livre, o que você quer da gente? Como está vendo o futuro do Brasil?”, explica o deputado. Ele nega que o ex-presidenciável tenha deixado de ir às manifestações por medo de ser vaiado. “A reflexão política dele é que a presença dele pode dar argumento aos nossos adversários de que há um terceiro turno”, disse Pestana.

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