Policial pediu aval para abater colega no jogo de abertura da Copa

Homem estava próximo à tribuna de chefes de estado sem autorização. Secretaria de Segurança Pública disse que o episódio foi um erro de comunicação

Um atirador de elite que fazia parte do esquema de segurança da abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, quase atirou em um colega durante a partida entre Brasil e Croácia no dia 12 de junho. O sniper pediu autorização para abater um homem que estava próximo à tribuna dos chefes de estado, mas ele foi reconhecido como policial. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo

 

De acordo com a reportagem, um atirador do Grupo Especial de Resgate (GER) da Polícia Civil avistou um homem com um uniforme do Grupo de Ações Táticas (Gate), da Polícia Militar, em uma área de acesso proibido. Na tribuna estavam a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente, Michel Temer, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, entre outros.

O sniper avisou seus superiores e recebeu a resposta de que não havia nenhum policial do Gate no local. Certo de que poderia ser um invasor com o uniforme de um policial, ele pediu autorização para atirar. A central de monitoramento pediu que ele esperasse alguns minutos e o PM do Gate foi reconhecido. Ele estaria no local para apurar uma suspeita de bomba, que acabou não se confirmando.

 

A Secretaria da Segurança Pública confirmou a história e afirmou que houve um erro de comunicação que “foi rapidamente sanado, sem maiores consequências”. De acordo com a pasta, há três procedimentos a serem seguidos antes de qualquer ação. Seriam, a autorização para o atirador carregar a arma, que por razões de segurança está desmuniciada; a autorização para que o sniper coloque o alvo na alça de mira e a autorização para atirar. Nenhuma dessas ações chegou a ser deflagrada.

Ainda segundo o jornal, o caso gerou uma crise entre as polícias Civil e Militar porque ambas apresentaram versões diferentes para a presença do policial no local. O secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, teria pedido relatórios ao comando das duas instituições para apurar o que aconteceu.

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