Otávio Martins estreia o monólogo dramático “Córtex”

Veja outras peças que entram em cartaz durante esta semana

Após interpretar Gil na novela “Amor, Eterno Amor”, o ator Otávio Martins estreia neste sábado (15) o monólogo dramático “Córtex”, que discute os limites entre a razão e a emoção, sob a direção de Nelson Baskerville.

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Na trama, de Franz Keppler, um homem tem a vida transformada com o sumiço de sua mulher. Depois de prestar queixa em uma delegacia, ele vai se envolvendo em uma teia de contradições que o aponta como suspeito do desaparecimento.

Abaixo, confira uma entrevista com Martins além de uma lista de peças que estreiam ou reestreiam na cidade durante esta semana.

VEJA SÃO PAULO – Como surgiu a ideia de montar o texto? E como foi reunir a equipe e começar a montagem?
Otávio Martins –
Surgiu no ano passado. O argumento apareceu de uma conversa com Franz, mas o texto mesmo só ficou pronto faz três meses, quando decidimos começar os ensaios. Figurinista, iluminador, todos estiveram presentes desde o primeiro dia em que subimos ao palco. A construção foi absolutamente coletiva.

 

VEJA SÃO PAULO – A gravação da novela “Amor, Eterno Amor” interferiu neste trabalho?
Otávio Martins –
Combinamos que eu viria para São Paulo ensaiar sempre que surgisse uma folga na novela. Existiram ocasiões em que viajei pela manhã e à noite estava no aeroporto novamente. De qualquer forma, o processo foi muito gratificante. Como meu papel na novela e na peça são muito específicos, era impossível misturar as bolas.

VEJA SÃO PAULO – Será que alguma parte do público da novela pode migrar para o teatro?
Otávio Martins –
São públicos muito diferentes. Quem assiste à televisão gosta de um determinado andamento, já quem vai ao teatro está interessado em todo o fenômeno teatral. Há quem goste dos dois universos e quem, por me ver em alguma novela, crie a vontade de experimentar o teatro. Esse é o melhor dos mundos.

VEJA SÃO PAULO – Usou alguma referência para seu personagem em “Córtex”? Nelson Baskerville o ajudou na pesquisa?
Otávio Martins –
Não trabalho com referências para não entrar em uma zona de conforto. Assim como meu trabalho deve ter influenciado a iluminação, o trabalho de todos influenciaram na construção do meu personagem. Nelson tem um cuidado absurdo com o ator. Ele nunca impõe nada. É como se ele criasse uma cama que você usa para criar.

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