Morre o coronel Ustra, ex-chefe de órgão de repressão na ditadura

Militar estava internado em Brasília para tratamento contra câncer 

O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, de 83 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (15), em Brasília. Ele estava internado no Hospital Santa Helena fazendo quimioterapia contra um câncer e apresentava baixa imunidade.

A família ainda não decidiu onde Ustra será velado e enterrado. O Exército deve soltar nota ainda hoje comunicando a morte.Entre 1970 e 1974, Ustra foi chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), de São Paulo, órgão utilizado para reprimir manifestações políticas contrárias à ditadura militar.

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Um levantamento realizado pelo projeto “Brasil: Nunca Mais” indica que, durante o período em que Ustra comandou o DOI-Codi, aconteceram 502 casos de tortura.

Ustra se tornou, em 2008, o primeiro militar a ser declarado culpado pela Justiça por casos de tortura praticados durante o regime militar. Quatro anos mais tarde, foi condenado a pagar indenização a parentes do jornalista Luiz Eduardo Merlino, morto após torturas. O coronel recorria das condenações. 

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