Ex-funcionários do Hara Spa mostram fotos do local depredado

Grupo se defende das acusações e afirma que encontrou o local revirado, acusando proprietária de retirar os equipamentos

O embate entre os ex-funcionários do Hara Spa, que fechou as portas no dia 28 de dezembro, e a proprietária Ana Luisa Massardi, mais conhecida como Ana Hara, continua longe de um final feliz. O grupo formado por fisioterapeutas e outros profissionais alega não ter recebido os valores referentes ao mês de dezembro, o décimo terceiro salário e o fundo de garantia. Agora, juntam as últimas provas para darem entrada em um processo trabalhista contra a empresária.

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Eles pretendem incluir na ação fotos tiradas entre os dias 30 de dezembro e 6 de janeiro, período em que a clínica permaneceu fechada para o recesso de fim de ano. Segundo os ex-funcionários, a proprietária contratou um caminhão de mudança para tirar objetos que vão de TVs e geladeiras até privadas e pias. E, agora, ela acusa os empregados de terem roubado os itens. Em entrevista à VEJA SÃO PAULO, Ana Hara nega que tenha depredado o spa e afirma que apenas retirou os pertences de sua sala e quadros feitos por sua mãe. A empresária alega ainda que os objetos “roubados” pelas funcionárias já devem pagar as dívidas trabalhistas.

De acordo com uma das fisioterapeutas que prefere não se identificar, Ana havia feito uma reunião com a equipe no início de dezembro para dizer que o espaço ganharia um complexo médico em 2014. Na ocasião, aproveitou para anunciar que encerraria as atividades de 2013 no dia 28, retornando normalmente em janeiro. A profissional conta ainda que, dias antes de fechar, a proprietária havia feito algumas reformulações na estrutura do spa. “Ela retirou imagens de Buda e outros símbolos, dizendo que chegariam médicos lá e eles não gostavam de nada que remetesse a religião. Ela fez isso para deixar as coisas mais fáceis de serem retiradas”, acusa.

A primeira foto do caminhão de mudança na porta do spa foi feita no dia 30 de dezembro. “Como ela avisou que o local passaria por reformas, ninguém desconfiou.” Até que, no dia seguinte, as clientes foram avisadas por e-mail que a clínica deixaria de funcionar.  “Começaram a me ligar perguntando se o Hara ia mesmo fechar. Eu não acreditava no que estava ouvindo”, garante. No dia 3 de janeiro, outros empregados foram até o local e afirmam que um caminhão estava estacionado por lá novamente, retirando mais objetos.

Segundo os trabalhadores, as demais fotos do local depredado foram feitas no dia 6 de janeiro, quando a equipe voltou ao trabalho e encontrou tudo completamente revirado. Do lado de fora, imagens de clientes feitas para o comparativo de antes e depois do tratamento estavam espalhadas pela calçada.

Até o momento, nenhum funcionário recebeu um comunicado oficial. Por esse motivo, todos estão com suas carteiras de trabalho “travadas”, o que dificulta na busca por um novo emprego. “Alguns estão trabalhando por conta, outras atendendo as pacientes em casa.”

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