3 perguntas para… Guilhermina Guinle

Atriz produz filme "Além da Estrada", dirigido por seu meio-irmão Charly Braun

Nascida no Rio de Janeiro e criada entre a Argentina e São Paulo, a atriz Guilhermina Guinle, de 37 anos, se lança como produtora de cinema no road movie dramático “Além da Estrada”, dirigido por seu meio-irmão Charly Braun. Atualmente na pele da sensual Beatriz da telenovela “O Astro”, ela faz uma ponta no longa-metragem, já em cartaz na cidade.


VEJA SÃO PAULO – Como surgiu a oportunidade de virar produtora?

Guilhermina Guinle – Embora Charly tenha feito alguns trabalhos como ator, eu achava que sua sensibilidade era para a direção. Meu irmão sabe unir talento e cultura, morou em vários países e conviveu com pessoas de níveis sociais distintos. Queria ajudá-lo em seu primeiro longa-metragem e, para isso, tive de aprender sobre leis de incentivo fiscal e ir aos lugares certos para pedir dinheiro para a produção. Ele pretendia fazer um road movie no Uruguai e usar como locação a fazenda do pai dele, em Punta del Este, antes de o local ser vendido para o grupo Fasano montar o hotel Las Piedras, inaugurado no ano passado. Até a nossa amiga e modelo Naomi Campbell deu uma força fazendo uma participação como ela mesma.

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VEJA SÃO PAULO – O casamento de sete anos com José Wilker aumentou sua paixão pelo cinema?
Guilhermina Guinle –
Fui um pouco influenciada por ele, sim. Não tem como ser diferente quando você convive com uma pessoa apaixonada por cinema e dona de 8.000 títulos. Na época em que estávamos casados, decidi fazer faculdade de cinema. O diretor Ruy Guerra era coordenador e um dos professores. Eu olhava a coleção do Wilker e nem sabia por onde começar. Vi tudo de Kubrick, Woody Allen, Scorsese… Não tenho nada contra as produções de entretenimento, mas prefiro o “filme-cabeça”, aquele que você sai da sessão e não sabe direito se entendeu. Exemplos recentes? “Melancolia” e “A Árvore da Vida”.

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VEJA SÃO PAULO – Você vive entre São Paulo e Rio de Janeiro. O que uma cidade tem e a outra não, e vice-versa?
Guilhermina Guinle –
Eu me acostumei com a ponte aérea. Tenho apartamento montado em São Paulo e no Rio, com carro, cachorro, amigos… Eu até brinco dizendo que há roupas daqui e de lá. As duas cidades se completam. Por ser num balneário, o Rio tem um dia a dia mais simples. Todos gostam de você pelo que você é, e não pelas coisas materiais. Os cariocas se encontram numa esquina, tomam um chope e vão à praia de chinelo e short. Em São Paulo, se você aparece em algum lugar de sandálias Havaianas, te olham meio torto. Amo, porém, a vida cultural paulistana. É uma Nova York, com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo.

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