Grupo que falsificava cremes capilares de marcas famosas é preso

Mercadorias apresentavam substâncias nocivas à saúde e em concentração vedada pela Anvisa

O Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) e a Polícia Civil realizam nesta quarta (5), uma operação para prender uma quadrilha especializada em falsificar cosméticos e produtos capilares das marcas L’Oréal, Silicon Mix e Revlon.

Veja também

Segundo as investigações, as mercadorias apresentavam substâncias nocivas à saúde e em concentração vedada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um dos cosméticos apreendidos, por exemplo, tinha concentração de 6% de formol.

Batizada de Reparação Absoluta, a operação cumpre 20 mandados de prisão temporária e cinco de condução coercitiva, além de buscas e apreensões em 50 endereços da capital e de Franca, Sertãozinho Leme e Bariri, no interior paulista.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MP em Franca, a organização criminosa era composta por 25 pessoas e atuava havia quatro anos. A promotoria estima que o grupo faturasse 120 000 reais por mês com a venda de produtos falsificados e que tenha arrecadado cerca de 6 milhões em todo o período.

“Somente em vendas realizadas pela internet no período entre julho de 2015 até a presente data, foi apurado que a organização criminosa movimentou R$ 1,4 milhão, fazendo vítimas em todo o território brasileiro”, afirmou, em nota, o MP.

Até o início da tarde desta quarta-feira, o operação já havia apreendido mercadorias estimadas no valor de 500 000 reais em um dos depósitos usados pela quadrilha.

A PHS do Brasil, responsável pela comercialização dos produtos importados da marca Silicon Mix, alertou para os riscos à saúde de mercadorias de origem desconhecida e ressaltou que o selo da Anvisa na embalagem é a única garantia do consumidor sobre a procedência do produto.

Já a L’Oréal afirmou que não comenta operações policiais ou ações em curso na Justiça, mas que apoia todos os esforços das autoridades para buscar indícios de pirataria e combatê-la. “A prioridade número um da L’Oréal é a segurança dos nossos clientes”, disse a empresa, em nota. Procurada, a Revlon não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. JULIANA GOMES COELHO

    Quais sites vendiam os cremes?

  2. Viviane Cordeiro

    Importantíssimo saber quais sites compactuavam e comercializavam esses produtos para que a população fique atenta.