Governo pede excomunhão de padre por desvio de recursos

Osvaldo Palópito foi preso na última terça (26) acusado de desviar 2 milhões de reais da Capelania Militar. Pedido de prisão foi feito pela corregedoria da PM

A Secretaria de Estado da Segurança Pública pediu a excomunhão do ex-capelão da PM, o tenente-coronel e padre Osvaldo Palópito. De acordo com Alexandre de Moraes, chefe da pasta, o policial militar da reserva foi preso nesta segunda (25) acusado de desviar cerca de 2 milhões de reais de recursos da Capelania Militar da corporação. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na região do Tremembé, na Zona Norte de São Paulo.

O pedido de prisão do oficial foi feito pela Corregedoria da Polícia Militar. Em fevereiro, o O Estado de S.Paulo revelou que o policial, hoje no quadro de reserva com uma aposentadoria de 16 377 reais, já estava sendo investigado por improbidade administrativa. Ele solicitou a passagem para a reserva no dia 31 de janeiro.

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Além de pedir para que a Igreja Católica expulse o padre, o governo estadual também quer o oficial fora do quadro de servidores do estado. “O dinheiro que ele subtraía era da igreja, dos fiéis, o dízimo”, explicou o secretário. Palópito era o responsável pela Paróquia Santo Expedito – santo que foi militar – na Rua Jorge Miranda, na Luz, na região central de São Paulo. Neste endereço, ao lado de outros prédios da PM como o quartel do BPChoque, fica a Capelania.

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O prédio foi erguido nos anos de 1940, com doações feitas pelos integrantes da antiga Força Pública, corporação que deu origem à Polícia Militar. O caso evolvendo o oficial fez o Comando da Polícia Militar extinguir o cargo de capelão. A decisão foi tomada por Moraes e o coronel Ricardo Gambaroni, comandante geral da PM. “Nós conversamos sobre a desnecessidade desse cargo até em virtude da pluralidade religiosa”, afirmou o secretário Moraes. A reportagem não localizou nenhum advogado de Palópito.

Investigação

A investigação contra o religioso militar começou em setembro de 2014, com a quebra de seus sigilos bancário e telefônico. As suspeitas contra ele datam de 2009, mas os indícios surgiram recentemente. Uma operação de busca e apreensão em uma casa do ex-capelão, no litoral norte de São Paulo, forneceu pistas que fortaleceram o Inquérito Policial Militar (IPM).

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